<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076</id><updated>2011-06-08T07:35:18.350+01:00</updated><title type='text'>Avenida dos Aliados</title><subtitle type='html'>Blog gerido por Jorge Ricardo Pinto (JRP) e Mário Bruno Pastor (MBP).
Qualquer dúvida, insulto, comentário ou tentativa de extorsão, contactar: &lt;a href="mailto:aliados.blog@portugalmail.pt"&gt;aliados.blog@portugalmail.pt&lt;/a&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>254</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-112878560430192807</id><published>2005-10-08T16:28:00.000+01:00</published><updated>2005-10-08T16:33:24.336+01:00</updated><title type='text'>Às Urnas, Cidadãos</title><content type='html'>Amanhã vamos todos tentar o golpe de asa que inverta este marasmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como hoje ainda é dia de reflexão, sugiro um passeio pela &lt;a target="_blank" href="http://www.porto.taf.net/"&gt;Baixa do Porto&lt;/a&gt;, pausado e bem digerido, para que não nos afundemos outra vez. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-112878560430192807?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/112878560430192807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/112878560430192807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/10/s-urnas-cidados.html' title='Às Urnas, Cidadãos'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-112686781540655086</id><published>2005-09-16T11:31:00.000+01:00</published><updated>2005-09-16T11:50:15.413+01:00</updated><title type='text'>NADA#2</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/nada.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;O ritmo de publicação tem sido realmente lamentável, mas pior do que isso é a qualidade dos textos.&lt;br /&gt;Mas enfim, para manter um pouco o ritmo, vou aproveitar para informar que hoje é o último espectáculo da peça &lt;strong&gt;NADA#2&lt;/strong&gt;, levado à cena pelo &lt;em&gt;Teatro Plástico&lt;/em&gt; no palco do Pequeno Auditório do Rivoli.&lt;br /&gt;A peça foi escrita por Edward Bond, traduzida por José Paulo Moura e encenada por Francisco Alves.&lt;br /&gt;As representações estão a cargo de João Paulo Costa, Glória Férias e Nuno Simões.&lt;br /&gt;Para fazer uma pequena abordagem à peça, devo dizer que quem ainda não a viu, não viu nada. É absolutamente imperdível.&lt;br /&gt;Para ter uma ideia do que vos espera, deixo aqui uma deixa ilustrativa do mundo claustrofóbico e policiado que vos espera, um mundo amnésico, sem individualidade e atingido pela pandemia do suicídio em massa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A autoridade teve razão em abolir o passado. Em se livrar dele. Vídeos, cassetes, discotecas, ponto com, lixo. As pessoas estavam fartas disso. Passou a ser um passatempo comprar um carro novo, sair com ele do stand e estourá-lo contra uma parede. O que hão-de as pessoas fazer quando já têm tudo? Um dia suplicam-vos que lhes tirem tudo. Em vez disso querem paz. É por isso que se agarram às novas colónias – é por isso que é fácil esquecer&lt;/em&gt;.&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, no PA do Rivoli às 22:00 horas.&lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-112686781540655086?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/112686781540655086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/112686781540655086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/09/nada2.html' title='NADA#2'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-112519906339288278</id><published>2005-08-27T00:00:00.000+01:00</published><updated>2005-08-28T04:21:05.030+01:00</updated><title type='text'>Começar de novo</title><content type='html'>Ao fim de duas jornadas futebolísticas é um pouco precoce começar a tecer comentários, mas, ainda assim, não deixa de ser curioso o facto de o grande campeão nacional começar, pouco a pouco, a revelar a fraude que é.&lt;br /&gt;O novo passo na exposição da fraude será na Liga dos Campeões Europeus, não será difícil imaginar a vergonha do SLB já no próximo jogo. Como nunca fui muito de apostas, sobretudo dentro da forma organizada que se está a instalar em Portugal, não apostarei, mas fica o pensamento muito pessoal: «o Benfica é um Durão Barroso do futebol». &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-112519906339288278?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/112519906339288278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/112519906339288278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/08/comear-de-novo.html' title='Começar de novo'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-111688054511894611</id><published>2005-05-23T21:31:00.000+01:00</published><updated>2005-05-23T21:37:53.636+01:00</updated><title type='text'>Um campeonato ao gosto de Hollywood</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/norma.bmp"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;É um campeonato que merece de facto esta gala de encerramento. Muita ribalta, luzes, projectores e um leque bonito de nomeações, desde o guarda-roupa até ao ambicionado título de melhor actor ou actriz. O guião foi cumprido à risca, mas a realização foi sofrível. A nomeação para os melhores efeitos especiais é meramente simbólica, pois é fácil detectar os fios de pesca no décor, embora na magia do cinema isso possa passar para segundo plano e o que importa é criar um ambiente de ilusão onde os escolhidos possam brilhar e deixar sonhar as massas.&lt;br /&gt;As representações também não foram boas, acanastradas na maior parte das cenas, mas ainda assim o suficiente para termos festa.&lt;br /&gt;Só espero que daqui por 11 anos, quando organizarem a nova gala, o façam noutro lugar qualquer, pois há coisas que não deviam ser descentralizadas. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-111688054511894611?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111688054511894611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111688054511894611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/05/um-campeonato-ao-gosto-de-hollywood.html' title='Um campeonato ao gosto de Hollywood'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-111443739846154602</id><published>2005-04-25T14:52:00.000+01:00</published><updated>2005-04-25T14:56:38.460+01:00</updated><title type='text'>31 Anos</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;br /&gt;E os olhos ainda nos brilham com o deslumbramento da liberdade. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-111443739846154602?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111443739846154602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111443739846154602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/04/31-anos.html' title='31 Anos'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-111375609632668069</id><published>2005-04-17T17:38:00.000+01:00</published><updated>2005-04-17T17:45:47.270+01:00</updated><title type='text'>Um Ano Depois</title><content type='html'>&lt;p&gt;Faz hoje um ano que nasceu oficialmente o &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;. Julgo que poderíamos dividir este primeiro ano de existência do Avenida em dois períodos distintos: os primeiros seis meses, de grande actividade, muito empenho e dedicação do &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;, e os últimos seis meses, de pouco actividade e praticamente de anemia bloguística da minha parte. Anemia tamanha que me leva apenas agora a redigir uma nota elogiosa à inauguração oficial da &lt;a href="http://www.casadamusica.com/" target="_blank"&gt;Casa da Música&lt;/a&gt;, esse espaço de ar fresco e referencial cultural que a nossa cidade já merecia há muito tempo.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, vi hoje que uma das &lt;a href="http://www.correiomanha.pt/" target="_blank"&gt;referências jornalísticas de Portugal&lt;/a&gt; continua a tradição de seriedade e sentido de oportunidade com que nos tem brindado ao longo dos anos, informando-nos, com um misto de cartomancia e de redacção precoce, sobre o futuro dos actuais Campeões Nacionais e Europeus. Ouvi também, ainda hoje, outros pilares da informação do país referirem-se ao grande azar do SLB, por não ter conseguido vencer, ontem à noite, o União de Leiria, transformando numa infelicidade a alegria calabotiana que é empatar um jogo ao minuto 93.&lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-111375609632668069?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111375609632668069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111375609632668069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/04/um-ano-depois.html' title='Um Ano Depois'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-111203026624250814</id><published>2005-03-28T18:08:00.000+01:00</published><updated>2005-03-28T18:17:46.246+01:00</updated><title type='text'>Tabula Rasa</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/novaanv.jpg" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Projecto de remodelação da Avenida dos Aliados&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;O célebre projecto de remodelação da &lt;a href="http://www.cm-porto.pt/document/449218/477155.pdf" target="_blank"&gt;Avenida dos Aliados&lt;/a&gt; tem sido comentado um pouco por toda a comunidade de &lt;em&gt;blogs&lt;/em&gt; relacionada com a cidade do Porto. Da mesma forma, alguma da imprensa também deu o seu destaque a esta questão. Contudo, o que notamos, é que através da leitura da imprensa, o projecto de Siza e Souto Moura é tido como consensual e aplaudido, isento de polémicas, como uma espécie de arquitectura total onde todos se irão rever, aplaudir e, no final, enternecer.&lt;br /&gt;Essa ideia de grande aceitação acrítica já não corresponde, por outro lado, àquilo que se tem escrito e editado na &lt;em&gt;blogosfera&lt;/em&gt;, a nossa caixa de correio, por exemplo, tem recebido bastantes comentários críticos, lamentando a execução deste projecto eivado de &lt;a href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/2005/03/sizentismo.html" target="_blank"&gt;sizentismo&lt;/a&gt; e sobretudo lamentando o espírito de &lt;em&gt;tabula rasa&lt;/em&gt; com que se pretende acabar com a velha calçada e os seus temas.&lt;br /&gt;Sem querer pôr em causa a competência dos referidos arquitectos, nomes aliás que são sobretudo motivo de orgulho e prestígio da cidade, penso que a destruição da calçada é um erro, não porque a calçada seja um expoente artístico qualquer, ou por ser uma relíquia arqueológica a preservar, mas simplesmente porque essa calçada faz parte do património e do conceito que temos da cidade, faz parte da memória visual daquele espaço, faz parte duma herança que, sejamos claros, não é nenhum fardo, nem tampouco será incompatível com um qualquer projecto de remodelação, tudo se poderia reduzir, digamos, a um pouco de boa-vontade e talvez humildade dos autores do projecto.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, e talvez menos comentado, há outro aspecto do projecto de remodelação que merece ser referido, a reorientação da estátua equestre de &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/aere-perennius.html" target="_blank"&gt;D. Pedro IV&lt;/a&gt;. O novo projecto prevê uma reviravolta ao monumento de 180º, isto é, a tradicional orientação NS, direccionada para o rio, será abolida. A ideia não é nova, já havia sido proposta em 2001, contudo, por trás da intenção de mostrar a D. Pedro o edifício da Câmara Municipal, está, novamente, aquilo que considero um desrespeito pelo conceito original do monumento, conceito esse que não foi, obviamente, inocente, visto que na altura da sua inauguração, os antigos Paços do Concelho também se encontravam na mesma orientação NS.&lt;br /&gt;Foi o mesmo tipo de espírito de &lt;em&gt;tabula rasa&lt;/em&gt; com o passado que vitimou outra estátua, a de D. João VI, da autoria de Barata Feyo, situada na Praça Gonçalves Zarco, em frente ao Castelo do Queijo. A orientação da estátua foi simbolicamente disposta em direcção ao Brasil, contudo, depois das obras de construção do parque de estacionamento subterrâneo, a estátua foi recolocada de modo, vá lá, empírico, deixando D. João VI virado mais ou menos ao sabor do vento, notável homenagem ao espírito indeciso do monarca, mas lamentável falta de consideração pelo conceito artístico do escultor.&lt;br /&gt;Esperemos que todas estas e outras remodelações sejam ainda repensadas, reavaliadas, não só pelos arquitectos, mas também por outras pessoas, especialistas na história da cidade e sobretudo pelos seus moradores. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-111203026624250814?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111203026624250814'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/111203026624250814'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/03/tabula-rasa.html' title='&lt;em&gt;Tabula Rasa&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110909515656306680</id><published>2005-02-22T17:50:00.000Z</published><updated>2005-02-22T17:59:16.563Z</updated><title type='text'>O rescaldo das últimas eleições</title><content type='html'>tem uma coisa particularmente boa: a caixa de correio do Avenida dos Aliados deixou de ser invadida pelos muitos &lt;em&gt;emails&lt;/em&gt; indiscriminados e ignóbeis que pretendiam, com um discurso particularmente idiota, condicionar o voto de quem quer que fosse.&lt;br /&gt;Ainda bem que também dessa porcaria nos vimos livres. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110909515656306680?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110909515656306680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110909515656306680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/02/o-rescaldo-das-ltimas-eleies.html' title='O rescaldo das últimas eleições'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110797852362395934</id><published>2005-02-09T19:42:00.000Z</published><updated>2005-02-09T19:48:43.623Z</updated><title type='text'>As Nossas Pedras</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Recebemos hoje este conjunto de fotografias tiradas pelo leitor João Medina.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/calcada.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Tratam-se de exemplos da calçada portuguesa que decora os passeios da nossa Avenida dos Aliados.&lt;br /&gt;A temática destas obras de arte está muito relacionada com os labores da produção e transporte do vinho do Douro até ao Porto.&lt;br /&gt;Contudo, o que nosso leitor nos levanta é um alerta, um pedido para ajudar a preservar este património discreto mas essencial que tantas vezes nos passa literalmente debaixo dos pés.&lt;br /&gt;Uma das paragens de autocarro foi já erguida sobre um destes painéis, e, face à recente &lt;a target="_blank" href="http://jn.sapo.pt/2005/01/13/grande_porto/recuperado_projecto_siza_para_a_aven.html"&gt;notícia&lt;/a&gt; sobre as obras de remodelação da Avenida, tentaremos todos, num movimento cívico que deverá começar imediatamente, evitar que se venha a perder o que quer que seja destes magníficos e representativos exemplares do nosso património. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110797852362395934?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110797852362395934'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110797852362395934'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/02/as-nossas-pedras.html' title='As Nossas Pedras'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110712519451028129</id><published>2005-01-31T04:00:00.000Z</published><updated>2005-01-31T10:13:27.716Z</updated><title type='text'>Última Hora</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/31jan.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Resta-nos aguardar o desfecho dos acontecimentos.&lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110712519451028129?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110712519451028129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110712519451028129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/01/ltima-hora.html' title='Última Hora'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110683545855405941</id><published>2005-01-27T14:11:00.000Z</published><updated>2005-01-27T14:17:38.553Z</updated><title type='text'>Há coisas que não se podem esquecer</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Um pouco por todo o lado, tem-se celebrado hoje os 60º. aniversário da libertação do campo de extermínio de Auschwitz, pelo Exército Vermelho.&lt;br /&gt;É por isso que o 27 de Janeiro de 1945 significa a esperança, o começo do fim da barbárie executada pela Alemanha de Hitler.&lt;br /&gt;Vale a pena reflectir, para que o 27 de Janeiro continue a significar o último dia de Auschwitz e não o primeiro dia da mentira negacionista que tanta infâmia tem largado pela internet. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110683545855405941?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110683545855405941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110683545855405941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/01/h-coisas-que-no-se-podem-esquecer_27.html' title='Há coisas que não se podem esquecer'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110556818153716415</id><published>2005-01-12T22:14:00.000Z</published><updated>2005-01-12T22:16:21.536Z</updated><title type='text'>No Tutano do Tempo</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/osso.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;Descemos pela curva apertada deste pedaço de osso onde alguém gravou uma saudade. Detemo-nos na inclinação dos Clérigos, na abóbada cambaleante da serra do Pilar; depois surpreendemo-nos pela ausência do morro da Sé, cujas torres se erguem num plano muito baixo.&lt;br /&gt;O tecido da muralha, muito alinhadinho, mistura-se com a indiferenciação do casario e dos seus telhados geométricos.&lt;br /&gt;Um pouco mais abaixo, o nosso Douro corre sereno. Um veleiro parece alcançar o seu destino, certamente percorreu muitas milhas até se fixar aqui no osso, este osso que fala, que nos conta algo de remoto. Um osso entre os outros tantos que restarão da tripulação do veleiro, dos dedos que traçaram a palavra &lt;em&gt;Porto&lt;/em&gt; em laurel de pompa, inocentemente fúnebre para quem a lê no dia de hoje.&lt;br /&gt;Assim é esta memória iconográfica, copiada de um original de Maldonado para um polvorinho do início do século XIX. Ingénua lembrança da cidade que o artesão quis riscar no quotidiano de alguém. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110556818153716415?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110556818153716415'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110556818153716415'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/01/no-tutano-do-tempo.html' title='No Tutano do Tempo'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110531307136815533</id><published>2005-01-09T23:08:00.000Z</published><updated>2005-01-09T23:24:31.366Z</updated><title type='text'>Douro</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/douro.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;Retive-o assim há um ano, na Régua. As águas já muito envelhecidas, como a talha de um altar barroco; suave e profundo, arrastando com o pulso muito firme estes rabelos até à cidade.&lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110531307136815533?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110531307136815533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110531307136815533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/01/douro.html' title='Douro'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110485815953014961</id><published>2005-01-04T17:01:00.000Z</published><updated>2005-01-04T17:02:39.530Z</updated><title type='text'>Do outro lado do Ave</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Não há nada melhor para começar o ano do que uma boa notícia.&lt;br /&gt;Espreitem estes vizinhos, dêem um salto até às suas referências musicais, tracem com o olhar alguns versos milimétricos de O’Neill e detenham-se com Bosh. &lt;br /&gt;Aqui está um pouco mais de Norte: &lt;a target="_blank" href="http://o-poveiro.blogspot.com/"&gt;O Poveiro&lt;/a&gt;. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110485815953014961?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110485815953014961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110485815953014961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2005/01/do-outro-lado-do-ave.html' title='Do outro lado do Ave'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110453405455332558</id><published>2004-12-31T22:59:00.000Z</published><updated>2004-12-31T23:00:54.553Z</updated><title type='text'>Façam o favor</title><content type='html'> &lt;br /&gt;de passarem um ano de 2005 de forma muito mais feliz do que fizeram com este 2004. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110453405455332558?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110453405455332558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110453405455332558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/faam-o-favor.html' title='Façam o favor'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110434512913213916</id><published>2004-12-29T18:27:00.000Z</published><updated>2005-01-09T23:06:31.660Z</updated><title type='text'>Os Brancos Arquipélagos</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/tsunami00.gif" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;Neste tempo sem palavras, onde a devastação das imagens nos tem deixado a todos estarrecidos, onde nem a ideografia japonesa, neste caso a das palavras &lt;em&gt;Tsu Nami&lt;/em&gt;, serve para ilustrar o cataclismo, dei por mim a reencontrar estes versos de Herberto Helder:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;a dor de ter um rosto a tremer&lt;br /&gt;no mundo, entre planos de noite e planos&lt;br /&gt;de luz parados sobre a agonia,&lt;br /&gt;águas de Deus correm numa paisagem&lt;br /&gt;geral e obsessiva, e no terror de uma brancura explosiva,&lt;br /&gt;a morte ao alto, fixa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Herberto Helder&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;, Os Brancos Arquipélagos,&lt;/em&gt; 1970&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Menos enigmáticos agora, parecem-me absolutamente desvendados pelo horror que se abateu sobre o nosso planeta, como sendo a melhor ilustração para este momento. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110434512913213916?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110434512913213916'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110434512913213916'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/os-brancos-arquiplagos.html' title='&lt;em&gt;Os Brancos Arquipélagos&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110389913671638608</id><published>2004-12-24T14:37:00.000Z</published><updated>2004-12-24T14:38:56.716Z</updated><title type='text'>É tempo de vos desejar</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#ff0000;"&gt;um Feliz Natal!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos pela paciência que têm tido com os Aliados. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110389913671638608?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110389913671638608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110389913671638608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/tempo-de-vos-desejar.html' title='É tempo de vos desejar'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110285881630201993</id><published>2004-12-12T13:37:00.000Z</published><updated>2004-12-12T13:40:16.303Z</updated><title type='text'>Somos outra vez os campeões do...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/terra.bmp" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt; &lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;E é deste ponto de vista que observamos o resto do futebol em Portugal. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110285881630201993?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110285881630201993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110285881630201993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/somos-outra-vez-os-campees-do.html' title='Somos outra vez os campeões do...'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110217270287478135</id><published>2004-12-09T14:22:00.000Z</published><updated>2004-12-09T11:54:09.656Z</updated><title type='text'>Essa terra é minha... minha, que nasci nela, que a servi, a ingrata!</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/garretts.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Almeida Garrett, 4 de Fevereiro de 1799, 9 de Dezembro de 1854&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Tu, sossegado&lt;br /&gt;Descansa no sepulcro; e cerra, cerra&lt;br /&gt;Bem os olhos, amigo venerado,&lt;br /&gt;Não vejas o que vai por nossa terra.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Almeida Garrett&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;No Lumiar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faz hoje 150 anos que morreu Garrett, um dos nossos melhores portuenses; homem de coragem imbatível, homem de ideais superiores, homem livre. Um lírico apaixonado pela acção, pela justiça e pela civilização.&lt;br /&gt;Mesmo em vida, Garrett deveu pouco aos seus contemporâneos, regra geral muito mesquinhos, pouco educados e profundamente menores para entender a sua obra literária e política.&lt;br /&gt;Atacavam-no por ser vintista, por ser setembrista ou por não embarcar em coroas. Atacavam-no por dinamizar a cultura, por ter sido um ministro interventivo, por ter criado fundos e subsídios para as letras. Atacavam-no por defender o progresso numa terra de toureiros e navalhadas; atacavam-no por ser um apaixonado.&lt;br /&gt;Depois da morte, Garrett foi homenageado, chega a ter uma estátua na cidade do Porto; a sua obra é publicada (não sei é se é lida), o seu nome é famoso e os seus ossos foram levados para o panteão. Honras e vaidades que Garrett iria secretamente adorar, mesmo que lançasse sobre isso algum comentário irónico.&lt;br /&gt;Quanto ao essencial, quanto à ideia de um país mais educado, mais avançado, mais evoluído, menos vassalo de potentados folclóricos e religiosos, quanto a esse sonho, não parece que tenhamos feito muito por Garrett.&lt;br /&gt;Condenando à demolição a casa onde morreu, em Lisboa, ou ignorando por completo a efeméride da sua morte no Porto, somos pouco mais que os bacharéis e os parlamentares boçalizados que pateavam algumas das suas peças no Teatro Nacional. Aliás, somos menos que esses cabides de comendas, porque esses ainda pagaram os 500 réis para o ver no teatro e nós já nem sabemos que Garrett existiu. Século e meio depois, continuamos sem conhecer ou entender a essência dos ideais que Garrett tentou partilhar. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110217270287478135?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110217270287478135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110217270287478135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/essa-terra-minha-minha-que-nasci-nela.html' title='&lt;em&gt;Essa terra é minha... minha, que nasci nela, que a servi, a ingrata!&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110245813508695356</id><published>2004-12-07T22:19:00.000Z</published><updated>2004-12-07T22:23:09.980Z</updated><title type='text'>Custou um bocadinho,</title><content type='html'>mas sempre foi possível e afinal não doeu nada.&lt;br /&gt;Eu até ia pedir ao José Mourinho para vir algumas vezes ao Dragão ver uns joguitos do Campeonato Nacional, acho que é uma presença que dá bons resultados. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110245813508695356?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110245813508695356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110245813508695356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/custou-um-bocadinho.html' title='Custou um bocadinho,'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110228557130370634</id><published>2004-12-05T21:47:00.000Z</published><updated>2004-12-05T22:26:11.303Z</updated><title type='text'>Ainda e Sempre Garrett</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/garrett01.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Almeida Garrett&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;Ontem editei um texto aqui nos Aliados alusivo ao 150º. aniversário da morte de Almeida Garrett. Felizmente um dos nossos leitores teve a delicadeza de me informar que Garrett faleceu no dia 9 de Dezembro e não no dia 4, como referi.&lt;br /&gt;Não sei qual o motivo que me levou a adiantar a morte do nosso romântico, mas o essencial da questão mantém-se, o esquecimento a que a data parece estar votada.&lt;br /&gt;No próximo dia 9, republicarei o texto que possivelmente já leram. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110228557130370634?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110228557130370634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110228557130370634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/ainda-e-sempre-garrett.html' title='Ainda e Sempre Garrett'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110211100261276599</id><published>2004-12-03T21:53:00.000Z</published><updated>2004-12-03T21:56:42.613Z</updated><title type='text'>Espalhem a Notícia</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/titanic01.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;eu vou ao fundo do mim&lt;br /&gt;vou ao fundo do mar&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sérgio Godinho&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser irónica a exposição inaugurada hoje no Mercado Ferreira Borges.&lt;br /&gt;Ainda não sei se vale a pena visitar, mas penso que terá interesse dar um salto até &lt;a href="http://www.cm-porto.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=455902&amp;amp;ID=1282" target="_blank"&gt;Titanic the Exhibition&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Irónica é também a associação de imagens entre o presidente da câmara e o malfadado transatlântico. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110211100261276599?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110211100261276599'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110211100261276599'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/12/espalhem-notcia.html' title='&lt;em&gt;Espalhem a Notícia&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110184552816614536</id><published>2004-11-30T20:10:00.000Z</published><updated>2004-11-30T20:12:08.166Z</updated><title type='text'>Ar Fresco</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Hoje abri a janela e inspirei de um só fôlego uma quantidade de ar puro. Até parece que o Natal chegou mais cedo. E veio tarde... &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110184552816614536?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110184552816614536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110184552816614536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/ar-fresco.html' title='Ar Fresco'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110112453799519425</id><published>2004-11-22T11:49:00.000Z</published><updated>2004-11-22T11:55:37.996Z</updated><title type='text'>Onde o Ocidente é Distante</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/ocaso.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Fim de tarde visto a partir do alto de Castelo Rodrigo&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Os sonhos no outono são cruéis&lt;br /&gt;mas não és um fantasma e o presente&lt;br /&gt;embora falso transformou-se em ti&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Gastão Cruz&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Outono&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É um paradoxo. Há muito tempo que vos andava para mostrar este bocadinho do fim do mundo, mas há muito tempo que não há muito tempo para mim. Pois contam-se as horas, programam-se os minutos, salta-se de um lado para o outro e até nos sentimos cansados logo ao despegar. &lt;br /&gt;Por haver tanto destes tempos, apetece fotografar-me por dentro, congelar o presente desse ocaso em Castelo Rodrigo e regressar, silencioso e sozinho a uma hora mágica e tranquila. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110112453799519425?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110112453799519425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110112453799519425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/onde-o-ocidente-distante.html' title='Onde o Ocidente é Distante'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110089600080246333</id><published>2004-11-19T20:20:00.000Z</published><updated>2004-11-19T20:26:40.803Z</updated><title type='text'>À Superfície da Rocha</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/CoaA.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Faz hoje dez anos que o antigo IPPAR reconheceu publicamente a descoberta das gravuras do vale do Côa.&lt;br /&gt;Os homens que gravaram a arte do Côa deixaram já à sua frente cerca de 1000 gerações. Cada representante dessas gerações terá legado algo à terra, terá erguido um pouco do desenvolvimento que hoje tem Foz Côa (que já é cidade), cada um desses homens terá semeado qualquer coisa que os seus descendentes colheram, tanto mais não seja, legaram-lhes a existência.&lt;br /&gt;Desse milhar de representantes de cada geração, pergunto-me se houve no Côa algum que nos tenha deixado mais do que essa pessoa do Paleolítico, que há 20 ou 30 mil anos gravou na pedra parte da sua mundividência, parte dos seus sentidos, da sua consciência humana, geográfica e ecológica? Não penso que outro nos tenha deixado tanto, ou que tenha contribuído tanto para o desenvolvimento desta fracção de milénio que foram os últimos dez anos de Vila Nova de Foz Côa.&lt;br /&gt;Esse remoto ancestral, emblema humano de uma geração (ou pouco mais do que isso) que deambulou pela região do Côa, não nos legou contudo a solução para todos os problemas que a interioridade duriense atravessa no início do século XXI. Não. Esse indivíduo deixou apenas a sua marca no seu tempo, deixou as oportunidades que se criaram depois de 1994, os novos postos de trabalho, algumas novas infraestruturas e toda uma carga de personalidade acrescida que Foz Côa adquiriu. É por isso que considero uma injustiça, uma pequenez de alma a campanha que se recomeçou a fazer hoje contra as gravuras, minimizando o passo de civilização enorme que foi a decisão da sua preservação em 1995.&lt;br /&gt;Possivelmente os meios de comunicação social e alguns habitantes de Foz Côa (movidos certamente por algumas ilusões que lhes incutiram) esperavam que hoje a sua terra fosse uma Las Vegas da arqueologia, uma Meca onde o rio começasse a escorrer mel. Não, as gravuras não fizeram o milagre de superar todo o atraso económico e social da região, mas ajudaram a abrir caminho para que o atraso fosse menor, algo que a barragem indiscutivelmente não faria.&lt;br /&gt;Em dez anos o trabalho chegou ao fim? Evidentemente que não, o balanço que faço é positivo, por muito que se queira reduzir o que já existe, penso que já não foi pouco. Ainda que os frutos estejam muito aquém do que foi sonhado, pensemos que na realidade, o que se fez até agora foi apenas o lançamento das primeiras sementes. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110089600080246333?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110089600080246333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110089600080246333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/superfcie-da-rocha.html' title='À Superfície da Rocha'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110071988702952237</id><published>2004-11-17T19:21:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:31:27.030Z</updated><title type='text'>Na Curva do Rio</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Antes de tudo, tenho que pedir a todos que me desculpem pelos dias de ausência.&lt;br /&gt;Foi com alguns remorsos que li alguns dos comentários e alguns dos emails que recebi dos leitores, pedindo para não deixar que o Avenida desapareça.&lt;br /&gt;Não desaparecerá, o ritmo de actualização é que poderá ser um bocadinho inconstante.&lt;br /&gt;Neste momento apetece-me apenas deixar esta fotografia do Douro, sugado por um jusante negro que ameaça quase todo o horizonte.&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/curva.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Dias pesados e plúmbeos céus, como diria o afectado poeta do &lt;em&gt;Noivado&lt;/em&gt;. Em todo o caso, &lt;em&gt;mas eis longe, ao longe&lt;/em&gt; lêem-se uns raios de luz, sob as nuvens brilhantes.&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110071988702952237?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110071988702952237'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110071988702952237'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/na-curva-do-rio.html' title='Na Curva do Rio'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-110001305782255753</id><published>2004-11-09T15:00:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:38:03.413Z</updated><title type='text'>A Terra a Navegar</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/rabelos.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cheguei perto do sonho&lt;br /&gt;Flutuando nas águas&lt;br /&gt;Dos rios dos céus&lt;br /&gt;Escorre gengibre e o mel&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;strong&gt;Fausto&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Por Este Rio Acima&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por este rio acima sonha-se a sensação ousada de um Aguirre. Empreende-se um onírico desejo de navegar, de perder o pé, apertar o murrião e enfunar as velas.&lt;br /&gt;Ao fim da tarde, as margens flutuam novamente até nós; a terra afirma-se sob os pés e as tantas ousadias fluviais despedaçam-se contra os cachões tediosos do dia-a-dia. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-110001305782255753?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110001305782255753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/110001305782255753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/terra-navegar.html' title='&lt;em&gt;A Terra a Navegar&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109986776018421256</id><published>2004-11-07T22:42:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:37:41.826Z</updated><title type='text'>A Remoção da Cor</title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Resignedly beneath the sky&lt;br /&gt;The meloncholy waters lie.&lt;br /&gt;So blend the turrets and shadows there&lt;br /&gt;That all seem pendoulous in the air,&lt;br /&gt;While from a proud tower in the town&lt;br /&gt;Death looks gigantically down.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edgar Allan Poe&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;The City in The Sea&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/ribeira.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A cidade vista ontem a partir da Serra do Pilar, numa paragem rápida no tempo&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Algumas vistas nunca me cansam, por muito recorrentes que possam ser.&lt;br /&gt;Esta é uma delas, uma vista antológica, preparada em tudo para o instantâneo colorido do visitante; a disposição das casas, a orientação do rio, o ângulo do Paço Episcopal, a miniaturização da Praça da Ribeira. Tudo parece montado a rigor para levarmos uma recordação rápida e agradável da cidade.&lt;br /&gt;Mas nem sempre o resultado é vulgar. A imagem final da fotografia pode ser bem diferente, basta um filme a preto-e-branco, um filtro verde e subitamente a recordação turística ganha outros contornos, um contorno sibilante de cidade misteriosa, prevendo em voz de campanário algo de soturno e pesado; como se houvesse, do outro lado do rio, mais do que uma distância medida em metros, uma distância medida em décadas… &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109986776018421256?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109986776018421256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109986776018421256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/remoo-da-cor.html' title='A Remoção da Cor'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109960813777364163</id><published>2004-11-04T22:26:00.000Z</published><updated>2004-11-22T11:57:31.380Z</updated><title type='text'>Guilhermina Suggia</title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Chorai arcadas&lt;br /&gt;Do violoncelo!&lt;br /&gt;Convulsionadas,&lt;br /&gt;Pontes aladas&lt;br /&gt;De pesadelo…&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camilo Pessanha&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Violoncelo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/Suggia.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Guilhermina Suggia, desenhada por António Carneiro, 1923&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a target="_blank" href=" http://suggia.weblog.com.pt"&gt; Guilhermina Suggia&lt;/a&gt; (1885-1950) foi talvez uma das maiores violoncelistas de sempre e uma das personalidades portuenses mais internacionais do século XX.&lt;br /&gt;Como forma de a homenagear e de lhe perpetuar a memória e a obra, foi fundada por Isabel Millet Inês Lourenço, Sofia Lourenço, D. Madalena Sá e Costa e Virgílio Marques a &lt;strong&gt;Associação Guilhermina Suggia&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Esperamos que a Associação tenha o maior sucesso e que o sonho da criação de uma casa-museu se realize o mais cedo possível. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, divulgamos a lista de outras personalidades e instituições que aprovaram já este projecto:&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Judite Lima, Jorge Rodrigues, João Almeida e Inês Forjaz, Fátima Pombo, Mário Cláudio, Teolinda Gersão, Eduardo Prado Coelho, Maria do Rosário Carneiro, Ruben de Carvalho, Ana Maria de Almeida Martins, Ana Isabel Trigo Morais, Manuel Dias da Fonseca, Guilherme d'Oliveira Martins, José Pacheco Pereira, Manuela Magno, Francisco Louçã, Daniel Proença de Carvalho, José Saramago, Júlio Machado Vaz, Vital Moreira, Prof Elisa Lamas, Miguel Sobral Cid, Filipe Mesquita de Oliveira, António Pinho Vargas, Sérgio de Azevedo, Alexandre Delgado, Jorge Sá Machado, José Carlos Araújo, Maestro Manuel Ivo Cruz, Ana Mafalda de Castro,Carlos Alberto de Passos, Rui Fernandes, Paula Pestana, Luís Cunha, César Viana, Vasco Broco, António Vitorino de Almeida, Carlos Azevedo, Sales Martins, Vítor António, Aníbal Varela, violoncelistas Prof Henrique Fernandes, Paulo Gaio Lima, Irene Lima, Isabel Delerue, Gisela Neves, Bruno Cardoso, Teresa Valente Pereira, Filipe Quaresma, Bruno Borralhinho e Hugo Fernandes. António Rosado, Bárbara Dória, Fausto Neves, Miguel Henriques, Dina Rezende, António Toscano, Jorge Vaz de Carvalho, Miguel Lobo Antunes, Christian Bayon, Adriano Aguiar, Alberto Gaio Lima, Leonor de Sousa Prado. Isabel Cerqueira Millet, Madalena Sá e Costa e Maria Beires (discípulas de Guilhermina Suggia), Círculo Portuense de Ópera, Sociedade Portuguesa de Autores, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Sindicato dos Músicos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109960813777364163?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109960813777364163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109960813777364163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/guilhermina-suggia.html' title='Guilhermina Suggia'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109956742193728275</id><published>2004-11-04T11:21:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:36:33.806Z</updated><title type='text'>Ainda as Pontes</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/mariapia.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Ponte D. Maria Pia, gravura de R. Cristino, 1877&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Mais um aniversário, mais uma ponte.&lt;br /&gt;Faz hoje 127 anos que esta obra de arte, projectada pelo afamado Eiffel, foi inaugurada.&lt;br /&gt;Foi nesse remoto 4 de Novembro de 1877 que a cidade do Porto viu a sua primeira ponte ferroviária (e a primeira ponte rígida sobre o Douro) concluída.&lt;br /&gt;As margens encheram-se de gente para celebrar o evento. A família real, D. Luís I, a esposa D. Maria Pia e o velho D. Fernando (pai de D. Luís), deram o mote aos festejos atravessando de comboio a nova ponte… Mas como a monarquia já tremia um pouco, D. Luís achou por bem esperar que um primeiro comboio passasse sobre a ponte para fazer um pequeno teste. A ponte resistiu e a realeza sentiu-se segura para avançar e dar início a mais girândolas, foguetes e filarmónicas.&lt;br /&gt;No acto de inauguração, D. Fernando teve a germânica cortesia de abdicar do nome proposto para a ponte, que seria o seu – Fernando II, e ofereceu a honra à sua nora, a ainda jovem rainha Maria Pia.&lt;br /&gt;Ainda se fizeram mais festejos, salvas de tiros, bailes e ceias. A rainha, caridosa, distribuiu patacos pelas mãos dos pobres, esmolando um pouco de popularidade e disfarçando o desemprego que o final das obras trouxe a diversos lares.&lt;br /&gt;Cerca de 110 anos mais tarde, recordo-me de atravessar a ponte, em compasso lento, cheio de ansiedade e medo, os ecos do fontismo iam já muito longe e não havia girândolas para queimar. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109956742193728275?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109956742193728275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109956742193728275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/ainda-as-pontes.html' title='Ainda as Pontes'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109933841381879812</id><published>2004-11-01T19:44:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:36:09.456Z</updated><title type='text'>Nos Nomes das Cidades</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/recifeporto.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;As cidades como os versos&lt;br /&gt;Nunca morrem&lt;br /&gt;Como os sonhos&lt;br /&gt;Não nos abandonam&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveríamos tê-las nos sobrenomes.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marcos D’Morais&lt;/strong&gt;, &lt;em&gt;Recife Porto&lt;/em&gt;, Recife, 2004&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As nossas pontes não são só de ferro ou de insípido betão.&lt;br /&gt;As nossas pontes também são feitas de outras coisas, de pequenos gestos que se alongam até às mãos dos amigos, de movimentos mudos, de olhares e também de palavras.&lt;br /&gt;São estas pontes, silábicas e volantes, que nos aproximam, ainda que as nossas duas cidades geminadas tenham pelo meio um oceano inteiro. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109933841381879812?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109933841381879812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109933841381879812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/11/nos-nomes-das-cidades.html' title='Nos Nomes das Cidades'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109925312042367791</id><published>2004-10-31T20:00:00.000Z</published><updated>2004-10-31T20:05:20.423Z</updated><title type='text'>Efeméride</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Parece que não há mãos a medir. Acabamos de receber um email do &lt;a target="_blank" href="http://caboraso.blogspot.com/"&gt;Cabo Raso&lt;/a&gt; a recordar-nos que a &lt;a target="_blank" href="http://caboraso.blogspot.com/2004/10/ponte-de-lus-i-118-anos-de-vida.html"&gt;Ponte D. Luís I&lt;/a&gt; faz hoje 118 anos. A título de curiosidade, acrescento que nesse dia 31 de Outubro ninguém pagou portagens.&lt;br /&gt;Imperdoável esta falha... Mas ainda vamos a tempo de lhe cantarmos os parabéns. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109925312042367791?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109925312042367791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109925312042367791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/efemride.html' title='Efeméride'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109922862474129967</id><published>2004-10-31T13:02:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:35:20.086Z</updated><title type='text'>Solidamente Só</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/palms.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Vista sobre a Rua das Flores a partir da Torre dos Clérigos&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Porque de cima da torre (e sem ter que recorrer à Cordoaria) também vai havendo &lt;a target="blank" href=http://dias-com-arvores.blogspot.com/&gt;Dias Com Árvores&lt;/a&gt;. Ou melhor, neste caso o que temos é uma palmeira em cativeiro, erguendo-se sozinha, mas robusta, no meio dos quintais de um casarão da Rua das Flores.&lt;br /&gt;Penso que não é possível vê-la da rua, mas não é por isso que não deixa de ser uma centenária magnífica. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109922862474129967?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109922862474129967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109922862474129967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/solidamente-s.html' title='Solidamente Só'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109899616141024489</id><published>2004-10-28T21:36:00.001+01:00</published><updated>2004-11-17T19:35:02.570Z</updated><title type='text'>Psicomorfoses</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/panoramicas.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Panorâmica da cidade do Porto, vista a partir do lado oriental da Torre dos Clérigos&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Do cimo da torre, a cidade ganha a magia de diorama e a cor inédita dos ocres dos telhados.&lt;br /&gt;Cada um dos edifícios em destaque parece existir só para si, de costas voltadas para os outros, mas com um carácter próprio.&lt;br /&gt;A Sé, mais idosa e alta, observa-nos arregalada, com a rosácea aberta, espantando-se de tudo e sem saber porquê.&lt;br /&gt;O Paço Episcopal, largo e masculino, mostra-se indiferente aos arrufos da Igreja de São Lourenço, enquanto que esta se melindra de vez e vira-lhe a fachada fina de delicada.&lt;br /&gt;Pendendo para a direita, o arco da ponte parece um movimento de catraio que salta no ar, com os olhos postos em Gaia, ao mesmo tempo que encharca as botas no Douro.&lt;br /&gt;Por sua vez, o quartel da Serra do Pilar, longo e distanciado, recorda um oficial de artilharia na reforma, dormindo de boca aberta. Essa grande boca, onde um qualquer tique nervoso lhe deixou os lábios arreganhados, deixando os dentes sempre à mostra.&lt;br /&gt;Cá em baixo, na nossa margem, o casario da Mouzinho da Silveira é um conjunto de velhas que coscuvilham; sobretudo aquelas duas, na esquina com a Rua do Souto, tagarelando sobre tudo e sobre todos, enquanto lançam, sem discrição, aquele olhar de soslaio cá para a torre, como que repreendendo o fotógrafo lá no alto. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109899616141024489?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109899616141024489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109899616141024489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/psicomorfoses.html' title='Psicomorfoses'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109889901445285230</id><published>2004-10-27T18:37:00.000+01:00</published><updated>2004-11-17T19:34:27.133Z</updated><title type='text'>Tempos de Reconstrução</title><content type='html'> &lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://aliados.no.sapo.pt/aliados/guindais.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A derrocada e incêndio dos Guindais, 27 de Janeiro de 1879. Gravura de Soares dos Reis.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Ainda não tinha feito um mês completo e o ano estava já a correr mal. Como se fosse um desígnio de Velho Testamento, os Guindais desabaram sobre o rio. &lt;br /&gt;Rapidamente, por entre os destroços das casas, deflagrou um incêndio imenso que se prolongou durante toda a tarde, reforçando a impressão apocalíptica que se sentia no espírito dos sobreviventes e tantos outros que se juntaram para ver o desastre (é sinistramente consensual o apelo que as catástrofes exercem sobre as multidões). Nem no Douro se estava a salvo, uma pequena embarcação despedaçou-se, logo depois de ter sido atingida por um rochedo perdido que rolou pela encosta. A &lt;a target="_blank" href=" http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/algures-onde-nunca-viajei.html "&gt; Ponte D. Maria II&lt;/a&gt; terá tremido um pouco, expondo toda a sua fragilidade pênsil.&lt;br /&gt;Mais uma vez, aquele cantinho do mundo parecia ter atingido o fim das eras.&lt;br /&gt;Os bombeiros, a polícia municipal, os estivadores da Ribeira, toda a gente vinha ajudar, vinham contar os mortos, salvar os vivos. Tudo parecia acabar ali.&lt;br /&gt;E lá passou um dia difícil. Ao todo pereceram quatro ou cinco pessoas, ninguém sabe ao certo, mas dada a violência e a amplitude da derrocada, a tragédia poderia ter sido muito pior.&lt;br /&gt;Hoje, tal como ontem, alguns percalços podem abalar-nos um pouco, foi o que aconteceu ao meu amigo e aliado &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;, não pelas derrocadas do dia-a-dia, mas sim pelo enorme esforço de construir e reconstruir aquilo que realmente é prioritário nas nossas vidas; assim, provisoriamente (é claro que é provisoriamente), ficarei por cá sozinho, a deambular pela Avenida, tentando manter o tráfego minimamente organizado, minimamente fluente. Tentando partilhar aquilo que penso ser interessante com os leitores que se derem ao trabalho de ficar, os melhores leitores do mundo, os nossos. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109889901445285230?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109889901445285230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109889901445285230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/tempos-de-reconstruo.html' title='Tempos de Reconstrução'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109866926490149640</id><published>2004-10-25T02:10:00.000+01:00</published><updated>2004-10-25T02:58:10.320+01:00</updated><title type='text'>Ferrugem.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/pdm.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A ponte Dona Maria como eu a vi, nestes dias de Outubro, com o carro em quatro piscas no meio da Ponte do Infante.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;É com muita tristeza e com os olhos postos na ponte de ferro de Eiffel que me despeço da colaboração no &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Por um conjunto de razões terrenas, é-me impossível manter a cadência quase diária de posts que a mim me impus nos últimos seis meses e meio da minha vida, pelo que, como não me apetece abandonar em morte lenta, encerro desde já a minha colaboração. &lt;br /&gt;Não foi uma decisão fácil, muito, mas mesmo muito, longe disso. Por entre a centena e meia de visitas diárias que este blog geralmente tem, entre os quais se encontram muitos amigos pessoais, conheci muita gente inteligente e sabedora com quem me cruzo na rua e não reconheço fisicamente. Foi um desafio fantástico que cumpri como podia, partilhando generosamente parte do pouco que humildemente vou conhecendo da minha cidade, sempre acalentado pelos maravilhosos incentivos que ia recebendo de tantos de vós. As saudades já são tantas…&lt;br /&gt;Desde aquela noite em que ajudei a conceber este espaço, num primeiro andar obscuro da Rua de Passos Manuel, o blog cresceu interminavelmente. Mas tal como a Ponte Dona Maria, que se mantém esbelta e formosa no seu lugar ainda que não esteja a ser utilizada, tive por aqui o meu tempo que, infelizmente, sou obrigado a aceitar que terminou, devido a vários factores de ordem pessoal.&lt;br /&gt;Parto convicto que o meu amigo e aliado (também de sempre!) &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt; saberá encontrar o melhor caminho para o blog que construímos juntos, podendo passar obviamente pela inclusão de novos colaboradores (e tantos foram os que escrevendo para o Avenida se mostraram capazes de fazer melhor que eu...).&lt;br /&gt;Quero que saibam que estou imensamente grato pela atenção que me foram prestando e espero que os textos que deixo no arquivo do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados &lt;/strong&gt;possam servir de auxílio ou inspiração para curiosos ou estudiosos e que, na sua ínfima dimensão, honrem a cidade do Porto.&lt;br /&gt;Deixo-vos verdadeiramente emocionado e até angustiado, com um dos meus poemas preferidos sobre a Invicta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;sobre a minha cidade falei-te ontem, mostrei-te&lt;br /&gt;as esquinas do tempo, a imagem de fachadas&lt;br /&gt;que ainda conheci, de outras que&lt;br /&gt;eu próprio ignorava; sobre&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a minha cidade e suas pedras, seus espaços&lt;br /&gt;de árvores graves; e o que foi arrasado,&lt;br /&gt;ou está a desfazer-se; as manchas do presente, a&lt;br /&gt;poluição dos homens; e o que foi&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;violentamente arrancado por negócios sucessivos,&lt;br /&gt;erros, brutalidades: o que era e o que foi&lt;br /&gt;o que é dentro de mim o seu obscuro,&lt;br /&gt;imaginário ser: costumes e conflitos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;maneiras de falar, a gente&lt;br /&gt;e a confusão das ruas, as casas do barredo;&lt;br /&gt;sobre a minha cidade achei que tu&lt;br /&gt;tiveste gratidão, a viste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que percorreste as pontes que da minha &lt;br /&gt;cidade a ti me trazem, entre&lt;br /&gt;gaivotas alastrando e músicas diferentes,&lt;br /&gt;e foste nascer nela&lt;/em&gt;" - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Vasco Graça Moura&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obrigado a todos e até sempre. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109866926490149640?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109866926490149640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109866926490149640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/ferrugem.html' title='Ferrugem.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109841424984160200</id><published>2004-10-22T03:11:00.000+01:00</published><updated>2004-10-22T04:14:48.993+01:00</updated><title type='text'>Luto negro pelo luminoso raio perdido.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/vgo.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O leque incompleto formado a partir do Largo Soares dos Reis em direcção ao Campo 24 de Agosto, ao Jardim de São Lázaro e à Praça da Alegria.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Com sono, de partida para o celestial mundo dos sonhos, não resisto a deixar no Avenida dos Aliados uma fotografia tirada do céu, onde moram as estrelas.&lt;br /&gt;Aqui se percebe, melhor que em qualquer outro lado, a beleza estrutural do delineamento da urbanização de 1880s, na área compreendida entre o Largo Soares dos Reis e o arvoredo com camélias do Jardim de São Lázaro, no antigo Campo do Cirne, vasta propriedade a Sul do Campo de Mijavelhas, actual Campo de 24 de Agosto. &lt;br /&gt;São quatro raios disparados do Largo que se aloja em frente à entrada do cemitério do Prado do Repouso, formando um harmonioso desenho oitocentista, inspirado nas obras de Roma da Piazza del Popolo ou no genial Trianon de Versalhes, tornando o Largo Soares dos Reis no ponto focal de onde chegam e partem todas as perspectivas. Este conjunto é, muito provavelmente, o mais belo esboço urbano do Porto e encerra em si, ainda hoje, um encantamento inultrapassável. &lt;br /&gt;O desenho está, contudo, incompleto... falta, e faltará sempre, abrir &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/soluo-para-o-enigma-3.html"&gt;o quinto e último raio &lt;/a&gt;que cortaria parte do lugar onde descansam os mortos e que o incontornável destino e a influência poderosa da Misericórdia não permitiu executar. &lt;br /&gt;Visto daqui, o cemitério, onde um dia morou a Quinta do Prado, contrasta a cor negra do luto com a acutilante magia do branco, purificadora e tranquilizante. Na mesma década de oitenta do século XIX em que as radiais ruas de Ferreira Cardoso, Conde Ferreira, Joaquim António de Aguiar e Avenida Rodrigues de Freitas foram concebidas, o escritor Júlio Lourenço Pinto, na obra "Vida Atribulada", descreve gótica e morbidamente o inebriante, cipreste e lânguido cemitério do Prado do Repouso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Os olhos fitavam-se-lhe com abstracção na erva espessa e cegada, renascendo mais exuberante, nas vegetações silvestres, alastrando-se por sobre as comorozinhos das sepulturas, cevando-se luxuriantemente na podridão dos corpos, e aquela espontaneidade vegetal, que se nutre de cadáveres, entretecia com a sua verdura forte um manto ridente a encobrir a morte. Naquela uniformidade mortuária sobressaíam apenas por vezes umas letras douradas, esculpidas sobre a negrura das lousas aprumadas; alguma coroa de flores murchas pendia pungentemente da pequena cruz que as remata e além um fragmento de crepe esgaçado flutuava melodicamente, à mercê dos últimos bafejos do vento que declina, triste como o aceno de um último adeus doloroso para além dos umbrais da eternidade. De quando em quando surde uma inscrição singela, um nome só, impressivo como um grito de dor lancinante; algumas flores, falando a linguagem do amor malogrado, quebram o silêncio dos túmulos; para outro lado uma roseira singela, crescendo livremente, enleia-se numa sepultura com as hastes entrelaçadas e, com as suas pequenas rosas, alegres e simples de poucas pétalas, faz lembrar uma criança sorridente que se abraça a um túmulo no júbilo da sua inocência.&lt;/em&gt;" - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Júlio Lourenço Pinto&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de me deitar, preparo a roupa negra para amanhã. Farei luto pela morte à nascença da Rua do Conde das Antas, o quinto raio que deveria emanar do repousante Largo Soares dos Reis. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109841424984160200?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109841424984160200'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109841424984160200'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/luto-negro-pelo-luminoso-raio-perdido.html' title='Luto negro pelo luminoso raio perdido.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109832270798441990</id><published>2004-10-21T01:56:00.000+01:00</published><updated>2004-10-21T02:57:13.233+01:00</updated><title type='text'>A torre, o rio e o mar.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/navt.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O vale do Rio da Vila e a sempre elegante Torre dos Clérigos, no Porto, na sonolenta manhã de sábado passado.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Do grandíloquo topo do Morro da Penaventosa, junto à Sé Catedral, sempre que o vento sopra irado, o Porto parece uma velha caravela quinhentista cujo mastro se recorta na barroca figura estilizada da granítica Torre dos Clérigos.&lt;br /&gt;A chuva miudinha, a nossa morrinha, salpica-nos a face como se estivéssemos na proa elevada da heróica embarcação e o vento forte colora-nos as maçãs do rosto, enquanto o poderoso Atlântico se aproxima decididamente dos nossos pés. &lt;br /&gt;As ameaçadoras nuvens cinzentas, carregadas de água vinda do mar, cujo carpido se antevê no rumor que perpassa por entre o casario, dramatizam o poema épico que por aqui escrevo, fazendo supor e temer a ondulação dilacerante que por aí vem.&lt;br /&gt;A cidade, onde os tectos laranjas se acotovelam na confusão, aglomeram-se densos e compactos como que formando um corpo só, pronta a saltar borda fora, ao primeiro ribombar do trovão.&lt;br /&gt;Enquanto aperto o último botão do meu sobretudo, deixo cair o inspirador sonho marítimo e aligeiro o meu passo rumo à Ribeira, que a nossa alma nem sempre é feita da agitação salgada do mar, também é doce como a vagarosa corrente do rio que é feito de ouro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;paciente e confiante (lá bem do alto da rua)&lt;br /&gt;a torre espera. espera os dias iguais (os reis e&lt;br /&gt;os tempos) escuta a metamorfose contínua&lt;br /&gt;da cidade que foi larva e é agora borboleta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a torre espera: espera e olha esta aldeia de&lt;br /&gt;corpos pontes e águas que afagam seus pilares&lt;br /&gt;pedindo para passar e olhando saudosa no tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sente ainda os rabelos e o vinho (carruagens&lt;br /&gt;e cavalos) chapéus de senhora e os pregões. e&lt;br /&gt;há um velho de bóina e bengala e milho na&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;palma da mão que se senta no mesmo banco&lt;br /&gt;de jardim há dezassete anos que diz (e repete)&lt;br /&gt;a cada pardal que o visita: «qualquer dia destes&lt;br /&gt;havíamos de mudar esta torre: de sítio»&lt;/em&gt;" - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;João Luís Barreto Guimarães&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.geocities.com/lugarescomuns/agenda.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109832270798441990?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109832270798441990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109832270798441990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/torre-o-rio-e-o-mar.html' title='A torre, o rio e o mar.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109823517889010941</id><published>2004-10-20T01:56:00.001+01:00</published><updated>2004-10-20T03:33:12.866+01:00</updated><title type='text'>A pequena escadaria.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/monp.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Largo de Mompilher, no Porto, vigiado pela Capela de Nossa Senhora da Conceição, numa destas noites frias de Outono.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Há mesmo qualquer coisa afrancesada neste lugar. Não será apenas o trautear da palavra Mompilher, evocação recente da cidade mediterrânica francesa, mas muito, muito mais do que isso. &lt;br /&gt;A luz amarelada, saída de um vagaroso filme de animação, a pequena escadaria branca, lembrando os acessos divertidamente inclinados da parisiense Montmartre à Catedral de Sacré Coeur, e o revivalista quiosque vermelho, espécie de extravagância coquete da cinematografia gaulesa, ornamentado pelo verde arbóreo recente, num primeiro plano, e nos resquícios das quintas de outrora, num plano recuado, assemelham a antiga Praça da Conceição a aconchegantes recantos das aprumadas cidades francesas.&lt;br /&gt;No alto da escadaria, a albina e barroca capela de Nossa Senhora da Conceição, que é orgulhosamente mais uma achega do talento interminável de Nasoni, descansa altaneira no seu miradouro, de onde ironicamente já não vê o Douro, ocultado pelas construções em altura do século XX.&lt;br /&gt;Todo este cenário foi urbanizado na década de setenta de Setecentos, numa altura em que &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/memria-de-elefante.html"&gt;João de Almada e Melo&lt;/a&gt;, Presidente da Junta de Obras Públicas do Porto, revolucionou &lt;a target="_blank" href="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/lar.jpg"&gt;toda a área a Norte da Praça da Liberdade &lt;/a&gt;através das suas ideias iluministas, de higiénicas e seguras vias largas e rectas. O encanto particular deste espaço derivou sobretudo da forma sábia como se cerziu o desnível criado pelo Monte da Doida, onde assentam as fundações da capela, com a introdução dramática de uma pequena escadaria de dois lanços. Não será obviamente a monumental escadaria da Praça de Espanha de Roma, mas é, de uma forma definitiva, mais delicadamente intimista, à escala da cidade Invicta.&lt;br /&gt;Pouco sobra do tempo em que este espaço era dominado por carvalhos, pinheiros e laranjeiras, pelas quintas de Monteiro de Azevedo ou da Família Barroso, ou das cavalariças onde se adestravam os cavalos. Mas, ao longo das manhãs, é ainda possível percorrer, através do nosso olhar, as plantas antigas do Porto que decoram as montras do antiquário "&lt;em&gt;Candelabro&lt;/em&gt;", enquanto o odor acentuado a serrim e verniz, vindo da Rua da Picaria, nos invade as narinas e nos atira para outros tempos, ajudado pela permanência de algum do edificado setecentista e pela memória mais recente do painel alusivo ao café de "&lt;em&gt;A Brasileira&lt;/em&gt;".&lt;br /&gt;Muitas vezes, quando o Sol ocupa o tecto azul do céu e me pinta a face da cor ruborizada do quiosque, subo lentamente as escadas do Pinheiro, rumo à capela de Nasoni, como um velho senhor de idade. Aí, encosto-me ao gradeamento oitocentista da varanda, e imaginando a paisagem que no final do século XVIII, coloria de verde e azul a linha do horizonte, perpetuo na minha cabeça os degraus tortuosos de que fiz a minha vida. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109823517889010941?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109823517889010941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109823517889010941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/pequena-escadaria_20.html' title='A pequena escadaria.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109813406361080000</id><published>2004-10-19T22:07:00.000+01:00</published><updated>2004-10-19T01:46:58.536+01:00</updated><title type='text'>Amizade</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Depois das grosserias que ouvimos nos últimos dias, apetece relembrar coisas boas.&lt;br /&gt;A amizade está, para mim, entre as melhores coisas que a vida pode oferecer. Mesmo que às vezes o tempo ou a distância limite um pouco os rituais da amizade, os amigos sabem que são amigos e isso basta.&lt;br /&gt;A propósito deste tema, lembrei-me de recordar uma velha e cavalheiresca amizade entre o Porto e Vigo.&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/1908.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;Convívio entre jogadores do Futebol Clube do Porto e do Real Fortuna de Vigo (actual Celta de Vigo), 12 de Janeiro de 1908&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;Eis aqui uma recordação do primeiro jogo internacional realizado em Portugal. Uma recordação com quase 97 anos, mas que nos aquece ainda hoje e dinamiza o espírito fraterno. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109813406361080000?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109813406361080000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109813406361080000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/amizade.html' title='Amizade'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109805904564696443</id><published>2004-10-18T01:18:00.000+01:00</published><updated>2004-10-18T03:05:51.703+01:00</updated><title type='text'>6 meses depois...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/ban.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Inauguração do Estádio do Dragão, como eu o vi, ao som da voz de Isabel Silvestre, em Novembro de 2003, na cidade do Porto.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Foi, de facto, bonita a atitude do presidente do Futebol Clube do Porto, Jorge Nuno Pinto da Costa, em dedicar a vitória de ontem, em casa de um clube representativo de uma freguesia lisboeta, ao meio ano de existência do Avenida dos Aliados. Foi pena que essas palavras tenham sido proferidas quando a direcção da agremiação lisboeta decidiu &lt;strong&gt;&lt;em&gt;censurar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, desligando o microfone, as declarações do presidente azul e branco na sala de imprensa, quando este desejava apontar a barbaridade de colocar os cerca de 4000 adeptos do Campeão Europeu num espaço para 1000 indivíduos, numa acção conjunta do inglório clube de Lisboa e do inseguro Ministro da Administração Interna.&lt;br /&gt;Da nossa parte, senhor presidente, muito obrigado. Apesar de o clube, que representou desportivamente o fascismo, o ter tentado calar e de a comunicação social não denunciar esse energúmeno Vieira, vulgarmente conhecido como o Khaddaffi dos Pneus, pela invasão de um estúdio de televisão da Sic Notícias ou pelas declarações próprias de um boçal saloio, sempre na bela companhia do inocente pistoleiro José Veiga, o &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; jamais se esquecerá do seu currículo, do amor que tem pelo clube e pela cidade e de como transformou um clube português num dos melhores da Europa, a milhas e milhas de distância de qualquer outra agremiação lusitana, contra todo um país autista e macrocéfalo. &lt;br /&gt;O Futebol Clube do Porto, fundado a 28 de Setembro de 1893, é, hoje em dia, a par do Vinho do Porto, a principal referência da cidade pelo mundo, fundamental em termos turísticos, comerciais e publicitários à gestão económica da cidade das tripas, sinónimo de vitória e qualidade, no mediático mundo do futebol europeu.&lt;br /&gt;Seis meses volvidos, o &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; mantém a sua bandeira desfraldada em movimentos ondulatórios por entre as ruas do Porto, nas mãos daqueles que nos escrevem. A mesma bandeira azul e branca, onde pontifica também o coração de D. Pedro e a Senhora da Vandoma, deslizava vibrante por entre a multidão em delírio, naquela gélida noite, há cerca de um ano atrás. &lt;br /&gt;No azul e no branco do clube que um dia se chamou “Grupo do Destino”, perco os meus olhos entre a irracionalidade incompreendida da paixão clubista e o orgulho espiritual de um sentimento portuense, fazendo-me acreditar que a Atlântica vontade de navegar ininterruptamente, conduzirá o Avenida dos Aliados a, pelo menos, mais seis meses de defesa da cidade do Porto.&lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. - Já agora, dado que cometi o erro de invocar o presidente do clube do Antigo Regime, aproveito para continuar a falar de horrores e barbaridades. Está nas nossas mãos acabarmos com a incivilizada e abjecta tourada. O &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; tem toda a honra, e sublinhe-se, &lt;strong&gt;toda a honra&lt;/strong&gt; em apoiar a luta contra esta barbárie e incentiva todos os seus leitores a visitarem e ajudarem a organização &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.animal.org.pt" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Animal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, na luta contra esta manifestação primata.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109805904564696443?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109805904564696443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109805904564696443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/6-meses-depois.html' title='6 meses depois...'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109803490495298258</id><published>2004-10-17T18:37:00.000+01:00</published><updated>2004-10-17T18:41:44.953+01:00</updated><title type='text'>Auschwitz</title><content type='html'>Faltam vinte minutos para as dezanove horas. Os adeptos do FCP estão a ser empurrados para dentro de uma garagem do novo estádio da Luz. Neste momento há já feridos, as primeiras vítimas da arrogância e da boçalidade de Luís Filipe Vieira.&lt;br /&gt;Espero que tudo corra da melhor maneira, mas com todos estes tiques nazis da direcção do SLB, não prevejo um desfecho feliz. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109803490495298258?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109803490495298258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109803490495298258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/auschwitz.html' title='Auschwitz'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109777385767615868</id><published>2004-10-14T17:09:00.000+01:00</published><updated>2004-10-14T18:22:29.040+01:00</updated><title type='text'>Ainda a torre.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/trc.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A esbelta Torre dos Clérigos na boa companhia da Igreja de São Lourenço, do Paço Episcopal e das Torres da Sé, numa fria noite deste Outono no Porto.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Vista daqui, sem a carga dramática dos &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/tragdia-barroca.html"&gt;arruamentos rectilíneos&lt;/a&gt; da baixa do Porto, a Torre tem sempre diferentes formas de me surpreender, travestindo-se, da sua silhueta e nome feminino, num masculino objecto aguçado de forma fálica.&lt;br /&gt;Hoje, parece-me um menino traquinas que espreita, no meio da maralha, para aparecer na tímida fotografia tirada &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/05/lenta-escadaria.html"&gt;do outro lado do rio&lt;/a&gt;. Mas ontem, por entre a mesma turma rebelde e apertada, assemelhava-se a uma professora de idade que conseguia, através do seu semblante severo, manter a ordem e a disciplina, sem que a sua figura escultural não deixasse de despontar nos alunos os seus primeiros instintos sexuais.&lt;br /&gt;Ás vezes, toma apenas aquela pose épica e sublime de ponto de exclamação, quase metafísica e sobrenatural, que nos deixa assombrados, perplexos e boquiabertos, à espera que o próprio Deus que a criou a utilize como escada escolhida do firmamento, descendo do céu para nos abraçar a todos na Terra. Enquanto me divido confuso entre o sagrado e o profano, recordo-me de um poema homérico de Jorge de Sena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Metamorfose&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a minha alma eu queria uma torre como esta,&lt;br /&gt;assim alta,&lt;br /&gt;assim de névoa acompanhando o rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou tão longe da margem que as pessoas passam&lt;br /&gt;e as luzes se reflectem na água.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, contudo, a margem não pertence ao rio&lt;br /&gt;nem o rio está em mim como a torre estaria&lt;br /&gt;se eu a soubesse ter...&lt;br /&gt;uma luz desce o rio&lt;br /&gt;gente passa e não sabe&lt;br /&gt;que eu quero uma torre tão alta que as aves não passem&lt;br /&gt;as nuvens não passem&lt;br /&gt;tão alta tão alta&lt;br /&gt;que a solidão possa tornar-se humana."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jorge de Sena&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a href="http://alfarrabio.um.geira.pt/vercial/sena.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. - Uma nota apenas para agradecer a todos os que nos escrevem: a caixa dos comentários cheia de observações inteligentes é o melhor presente que nos têm oferecido pela construção do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;. Merecem também um abraço especial o &lt;a href="http://desnorte.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Desnorte&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Abrupto&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Blasfémias&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www.porto.taf.net/" target="_blank"&gt;a Baixa do Porto&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://ovilacondense.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Vilacondense&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://pensamentosdiversos.blogspot.com/" target="_blank"&gt;Pensamentos Diversos&lt;/a&gt;, todos eles de uma qualidade inquestionável, pela importância que têm tido na divulgação do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;. Finalmente, um abraço sincero aos leitores Rio Fernandes e Mário Fernandes, que tanto me ensinaram de tudo aquilo que aqui escrevo, e uma menção particular ao leitor Jorge Leitão que, enquanto passeia a sua classe futebolística por Inglaterra, vai matando saudades da Invicta através das nossas linhas e das nossas imagens. O próximo golo tem que nos ser dedicado!&lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109777385767615868?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109777385767615868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109777385767615868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/ainda-torre.html' title='Ainda a torre.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109763367824003050</id><published>2004-10-13T02:26:00.000+01:00</published><updated>2004-10-13T19:00:46.246+01:00</updated><title type='text'>Tragédia barroca.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/jcle.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O eixo 31 de Janeiro/Clérigos num final de tarde de Agosto de 2003, imensamente perdido entre a poluição e o isolamento.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Da minha varanda preferida, descubro o dramatismo barroco dos Clérigos e sinto-me parte integrante da lógica que presidiu à construção deste espaço, no final do século XVIII. &lt;br /&gt;Do topo de cada vertente, duas igrejas setecentistas se enfrentam, num louco confronto de titãs, dramatizado pela rectilínea extensão abrupta dos arruamentos que as precedem, como um longo véu de uma noiva que abandona irada o altar. &lt;br /&gt;Daqui, observo, ao mesmo tempo, a gloriosa &lt;em&gt;&lt;a target="_blank" href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/2004/10/nossa-bidwillii-favorita.html"&gt;Araucaria bidwillii&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;, que cresce assustadoramente no empedrado Jardim da Cordoaria, uma espécie de árvore monstruosamente antropomórfica que um dia engolirá a própria torre.&lt;br /&gt;A cidade apita, sussurra, grita e silencia por entre as primeiras luzes do anoitecer, enquanto desço a lateral escadaria longa de Santo Ildefonso, encurtada pelo voraz apetite do tempo e do dinheiro. &lt;br /&gt;No meu longo caminho rua abaixo, passo lento junto a uma mulher larga que chora emocionada, apoiada pela criança que a segura nos braços e lhe pede calma. Mais à frente, um homem cinquentão ampara pelos ombros a mulher inválida com quem um dia, há muito tempo, validamente se casou. No mesmo instante, uma outra criança morena brinca aos castelos de areia na praia da Luz, com um punhado de grãos molhados na mão direita que deixa pingar lentamente sobre o areal, criando uma espécie de estalagmite gigante e esbelta, decorada por conchas e vieiras.&lt;br /&gt;Ao levantar de novo os meus próprios olhos, na descida escarpada do caminho, entendo finalmente que o barroco do Porto é assim, uma linha recta feita pela lágrima, entre o olho e o colo, do princípio ao fim da rua, num percurso feito de curvas entre o nascimento e a morte, da volta e da confusão, nas fachadas graníticas das Igrejas do Porto.&lt;br /&gt;Descer 31 de Janeiro é, para mim, uma tragédia barroca, sempre perto de marejar intensamente os olhos e de perceber enfim a linha aparentemente recta da minha vida absurdamente curva. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109763367824003050?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109763367824003050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109763367824003050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/tragdia-barroca.html' title='Tragédia barroca.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109754863257808367</id><published>2004-10-12T02:59:00.000+01:00</published><updated>2004-10-12T03:42:40.186+01:00</updated><title type='text'>O rio da minha aldeia.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/agu.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Porto das pontes, visto por mim do Araínho, quando ainda nem te conhecia, em Setembro de 2003.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Era muito suave a brisa que me balouçava em areia fina, nas margens do Douro, em qualquer ocaso perdido em Setembro. Baloucei errante também na plataforma de madeira que alberga barcos e botes pequenos junto à melancólica praia do Araínho, criando a sensação de estar em Veneza, mesmo ali, junto ao Porto.&lt;br /&gt;Daqui, a cidade parece longe, e ela, afinal, está acolá, bem perto, do outro lado da água. &lt;br /&gt;Por entre o buraco da agulha criado pelas pontes, se enfiam as torres da Sé que do alto do Morro da Penaventosa vigiam de esguelha este lugar, há muito mais de uma mão cheia de séculos. Os seus melódicos sinos são sempre agitados pela ondulação do Douro, através de um mecanismo complicado apenas conhecido por meia dúzia de Deuses do Olimpo.&lt;br /&gt;E é o som da água que cria o silêncio, por entre a solidão de final de tarde, quando me sinto a Oriente de tudo, cada vez mais a leste da cidade, da vida e, incontornavelmente, a levante de mim. As cores que pincelam em tons rosados o azul do firmamento servem apenas para agudizar esse silêncio profundo do barulho das águas, que transforma o Porto numa pequena aldeia encimada pelas duas torres de uma quase milenar igreja.&lt;br /&gt;Ao desfolhar umas folhas velhas imprimidas, desvendo, ainda em silêncio, as palavras de um portuense para quem o tempo, as torres da Sé e todas as pontes do Porto são recorde a bater em idade, sabedoria e talento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;«&lt;em&gt;"O rio da minha aldeia", o Porto, é o Douro. Restam ainda neste rio vestígios deixados em tempos longínquos, mas ainda memoráveis: são os típicos barcos rabelos, reminiscência de quando ali vinham os Vikings, tirar o ouro que havia nas areias do rio, no lugar do Araínho.&lt;br /&gt;(...)&lt;br /&gt;Como homem do Porto e do cinema fiquei mais apegado ao Douro, que este sim "é o rio da minha aldeia". Nele me vejo e me revejo como num espelho multifacetado, pois ontem era uma cousa e hoje já é outra, outra será certamente amanhã. Assim como ele mudou também eu mudei e já não sou hoje o que fui ontem e não serei amanhã o que sou hoje. O que quer dizer que a vida corre por dentro da gente como as águas nos cursos talhados para os rios até chegar ao seu finamento.&lt;br /&gt;Finamento que é a nossa entrada para esse grande espírito, esse imenso Oceano onde todos acabaremos por desaguar.&lt;/em&gt;» - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Manoel de Oliveira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a href="http://www.instituto-camoes.pt/bases/oliveira/biografia.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109754863257808367?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109754863257808367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109754863257808367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/o-rio-da-minha-aldeia.html' title='O rio da minha aldeia.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109742159539209540</id><published>2004-10-10T16:12:00.000+01:00</published><updated>2004-10-10T17:08:25.580+01:00</updated><title type='text'>Litografias</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/1839s.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Vista do antigo Convento de São Bento de Avé Maria, litografia de G. Vivian e L. Haghe, editada em Londres, 1839&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Num rasgo rápido, podemos observar esta imagem congelada da cidade e da sociedade de outros tempos.&lt;br /&gt;Muito predominantes, as mulheres descalças eram obrigadas a cobrir o corpo e a cabeça com mantilha preta. Uma ou outra equilibra o cesto do peixe que trouxe da Ribeira, porque sem trabalho não há pão e mesmo assim adivinha-se que este, ao contrário do primeiro, não seja muito.&lt;br /&gt;Entretanto, dois almocreves montados sobre um burrico descem lado a lado, mais abaixo, um outro troteia sozinho, aparentemente sem mercadorias, talvez as tenha descarregado algures nas casas ricas da Rua Chã.&lt;br /&gt;Ao fundo da escadaria lateral do Convento de São Bento de Avé Maria, dois homens de varapau conversam: a guerra civil acabou há uns anitos, os Passos já vieram de Lisboa e a nova Constituição tem já os dias contados; depois de um vislumbre de democracia, o reino, demasiado tacanho, assustou-se e quer voltar atrás. Um pouco acima desses homens, um rapaz de barrete transporta um barril que parece pesado, talvez esteja cheio de vinho, porque a água só é embarrilada como provisão para os navios e o rapaz não vai para o cais. Talvez lhe faltem os meios e a coragem para sair daqui.&lt;br /&gt;Sempre tutelar e desenhada fora de escala, a Torre dos Clérigos, vigia o burgo, como um dedo no ar a exigir silêncio. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109742159539209540?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109742159539209540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109742159539209540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/litografias.html' title='Litografias'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109719808224720982</id><published>2004-10-08T01:38:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T02:14:42.246+01:00</updated><title type='text'>Pedro Homem do Porto.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/mun.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Porto na sua pose altiva e distante, como o vimos ontem, algures na outra margem.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;No ano do centenário do nascimento de Pedro Homem de Mello e dos vinte anos do seu desaparecimento, seria de todo injusto não o recordar nesta &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;. Já sublinhamos &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/memria-de-elefante.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; ou &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/o-porto-e-repblica.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, a forma incompreensível como algumas das principais personalidades históricas do Porto, no domínio político, urbanístico ou cultural, têm sido vilipendiadamente esquecidas. Pergunto-me constantemente se ainda existe um Pelouro da Cultura na edilidade Portuense ou se este foi fundido, derretido e dissolvido nas paredes de betão da disforme Casa da Música.&lt;br /&gt;O instante que apreendi na pequena caixa a que chamo máquina, reflecte indigentemente a beleza grandiosa do cenário majestoso que se depara à minha frente, mas é a desculpa certa para evocar quem está a ser esquecido...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Porto à noite&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite desce... Com que lentidão&lt;br /&gt;Comigo ela se deita!&lt;br /&gt;E luminosos os anúncios vão&lt;br /&gt;Tornar a vida em nós menos estreita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em cada rosto esfolha-se uma rosa&lt;br /&gt;E cada ruga já desaparece!&lt;br /&gt;E a carne, a minha carne voluptuosa&lt;br /&gt;Sôfrega vai de encontro a qualquer prece&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltam as ruas a imitar os rios&lt;br /&gt;(Há quem deslize, às vezes, como um barco...)&lt;br /&gt;Voltam a encher-se os corações vazios&lt;br /&gt;Nesta cidade embandeirada em arco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sapek-Adubos; Tagus ou Bonança?&lt;br /&gt;Jardim suspenso cujo aroma diz&lt;br /&gt;Que os homens crescem quando a noite avança&lt;br /&gt;A desprendê-los, quase, da raiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cidade rubra ao longe e, ao perto escura&lt;br /&gt;Gula insaciável de vilanovenses!&lt;br /&gt;De que poetas andas à procura&lt;br /&gt;Se aos meus poemas ávidos pertences? - &lt;strong&gt;Pedro Homem de Mello&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.homemdemello.com.br/pedro.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109719808224720982?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109719808224720982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109719808224720982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/pedro-homem-do-porto.html' title='Pedro Homem do Porto.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109711229015015771</id><published>2004-10-07T01:43:00.000+01:00</published><updated>2004-10-08T02:06:06.246+01:00</updated><title type='text'>Como no cinema...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/pow.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Douro e a Ponte Luís I, como eu os vi, ainda há pouco, do alto da Ponte do Infante.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;A lentidão cinematográfica que tenho imprimido nos últimos posts é agora esquecida e ultrapassada pelo acelerar da queda da areia na ampulheta que agarro resistentemente na palma da minha mão. &lt;br /&gt;Os carros céleres, como disparos galácticos inter-planetários, adicionam &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/nove-amanhs.html"&gt;rapidez&lt;/a&gt; ao processo e, num ápice, a ponte de ferro fica pronta, iludindo-me através do reflexo do rio e da muralha gótica que oculta mistérios antigos.&lt;br /&gt;Como que manipulada por uma criança traquinas, a ponte parece uma pilha de Legos dinamarqueses, desde que carrega a sua farda ortogonal axadrezada, cheia de andaimes e ferros e vigas e tudo. &lt;br /&gt;Enquanto o tempo passa à super &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/um-equincio-extraterrestre.html"&gt;velocidade Warp&lt;/a&gt;, consigo vibrantemente vislumbrar o primeiro &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/mquina-do-tempo.html"&gt;metro&lt;/a&gt; a passar sobre a ponte, tornando gigante a sensação que a cidade incute de maqueta dinâmica na garagem das traseiras de um qualquer maníaco das miniaturas.&lt;br /&gt;Enquanto todo este cenário tão esquizofrénico como sumptuoso se perpetua no meu olhar, o Rio Douro, irónico e maldizente, canta sorrindo ao meu ouvido esta canção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ó rio de águas claras&lt;br /&gt;que vais correndo p'ró mar&lt;br /&gt;não contes as minhas penas&lt;br /&gt;tem pena do meu penar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, conformado e acomodado, me esvaio pelo estreitar da ampulheta, nas areias de uma qualquer praia Atlântica, onde o Rio, que acabou de me cantar ao ouvido, me leva ainda sorrindo e sem qualquer mágoa, como um pai embevecido pelo regresso do filho pródigo. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109711229015015771?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109711229015015771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109711229015015771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/como-no-cinema.html' title='Como no cinema...'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109702860969370053</id><published>2004-10-06T01:54:00.000+01:00</published><updated>2004-10-06T21:03:56.313+01:00</updated><title type='text'>O Porto e a República.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/irp.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Praça de D. Pedro, actual Praça da Liberdade, aquando do anúncio da implantação da República, em 1910.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Assim se vestiu a Praça há 94 anos, quando pelo Porto ecoaram finalmente as notícias da queda da Monarquia e da implantação da República.&lt;br /&gt;Ali mesmo onde estamos, se haviam travado combates urbanos intensos cerca de 19 anos antes, aquando da pioneira Revolução de 31 de Janeiro de 1891, numa séria tentativa de implantar a senhora dos seios desnudados no país. &lt;br /&gt;A tragédia acabou por surgir logo ali, no dobrar da esquina, na então &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/alph-art.html"&gt;Rua de Santo António&lt;/a&gt;, através do encurralamento dos rebeldes republicanos pelas forças monárquicas, terminando tudo num enorme banho de sangue. Contudo, o Ultimato Britânico de 1890 e, sobretudo, a profunda crise económica e financeira e a forte descrença nos governantes conduziram incontornavelmente ao desabrochar da República a 5 de Outubro de 1910.&lt;br /&gt;No Porto, a Praça encheu-se. A população acotovelou-se junto ao majestoso edifício da Câmara, ao fundo na imagem, sob o olhar atento da &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/05/aguardando-o-confronto.html"&gt;estátua ao Porto&lt;/a&gt;, que encimava o referido edifício.&lt;br /&gt;Era assim, nas costas de D. Pedro IV, que era proclamada a República no Porto, ele que seria uma das vítimas de tal destino, já que o rei liberal viu desaparecer o seu nome da toponímia portuense. Até então, o rei-soldado era evocado numa praça e numa rua. Após este dia, não só a Praça mudou para Liberdade como o antigo arruamento, entretanto demolido com a abertura da Avenida dos Aliados, passou a designar-se de Elias Garcia, destronando o antigo topónimo de Rua de D. Pedro. &lt;br /&gt;A referida rua está tapada na imagem pela árvore de dimensões assinaláveis que vicejava em frente ao antigo &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/5-meses-depois.html"&gt;café Suíço&lt;/a&gt;, onde os portuenses discutiam acaloradamente a importante notícia que circulava eufórica na cidade. Dali, descia, naquele momento, por entre o turbilhão da multidão, um jovem eléctrico em direcção ao antigo Palácio de Cristal, preparando a curva para subir os Clérigos. Nesta altura, a placa central ainda era quadrada, e o rei, &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/aere-perennius.html"&gt;sozinho no seu cavalo&lt;/a&gt;, ainda não tinha que partilhar a sua antiga praça com as mãos cheias de automóveis que diariamente ocupam o lugar. Ao longo do século XX, a Praça foi definhando e, de centro económico, social, político administrativo e simbólico, passou a placa giratória de trânsito, cruzada apenas pela população na pressa de um café ou de picar o ponto no emprego. &lt;br /&gt;O rei, contudo, manteve-se firme enfrentando o Sul e liderando o Porto, ainda que algumas &lt;a target="_blank" href="http://www.instituto-camoes.pt/bases/siza.htm"&gt;mentes brilhantes&lt;/a&gt; o quisessem afastar do lugar (e até, espantem-se, virá-lo ao contrário!), retirando-lhe a austral iluminação solar e a carga histórica de afrontamento ao absolutismo lisboeta, onde está desde 1866 ao leme da Invicta cidade, como ele próprio epitetou.  &lt;br /&gt;Não merecerá o rei, que doou o seu coração à cidade, o seu nome na toponímia portuense? &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109702860969370053?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109702860969370053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109702860969370053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/o-porto-e-repblica.html' title='O Porto e a República.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109694886944957774</id><published>2004-10-05T03:54:00.000+01:00</published><updated>2004-10-05T05:05:12.156+01:00</updated><title type='text'>Dourodeias.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/nde.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Porto Oriental e o Douro, como eu os vi a partir da Serra do Pilar, numa noite quente de Julho de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Por entre o profundo silêncio da noite, observo parte do local onde temos sensorial e prazenteiramente passeado nos últimos dias.&lt;br /&gt;Deste lado, na outra margem do Douro, onde as luzes da cidade confundem o olhar, esta acalmia nocturna parece tornar a vertente contrária mais suave, mais doce até. A rampa das carquejeiras trepa sólida a inclinação abrupta e abriga o bairro denso da Corticeira de final de XIX, por onde a luminosidade desvenda, em trilhos incertos, as habitações humildes de outras épocas.&lt;br /&gt;Lá no alto, lá ao fundo, a Igreja do Bonfim é, ao mesmo tempo, Farol de Alexandria e Aurora Boreal, na mira encantadora de um perdido caminhante, para o qual as saudades de casa são alimentadas pelo clarão firme da fachada. Naquele lugar, onde, em tempos, uma cruz marcava o final de uma via-sacra que começava na Batalha, a elevação proporciona panorâmicas quase mágicas, em que a ilusão é acentuada pela visão distante do mar a ocidente e pelos relevos acentuados de Gondomar e Gaia, cruzando o aroma a maresia com os verdejantes olfactos campestres. &lt;br /&gt;Cá em baixo, a estrada marginal segue temente e receosa o curso do rio onde também o meu olhar se perde de forma infinita. Seguindo instintivamente as temperaturas quentes do vale do Douro e o aroma apaladado da vinha, deixo-me guiar, mais uma vez, pelas palavras sonhadas por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;José Gomes Ferreira&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, enquanto navego na jangada da minha imaginação pelo Douro acima, coberto pelo lençol de estrelas que casuisticamente ornamentam o céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota prévia do autor: "Nova viagem pelo Rio Douro. Descoberta das Dourodeias.")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;À noitinha&lt;br /&gt;lançávamos a âncora para as nuvens&lt;br /&gt;por proposta minha&lt;br /&gt;ou encalhávamos o barco&lt;br /&gt;nas areias&lt;br /&gt;do Douro.&lt;br /&gt;Enquanto as Dourodeias&lt;br /&gt;vinham ao de cimo&lt;br /&gt;brincar nos reflexos das águas&lt;br /&gt;com olhos de limo,&lt;br /&gt;cabelos de algas,&lt;br /&gt;despenteios de espuma trazida do mar.&lt;br /&gt;Eram ao mesmo tempo&lt;br /&gt;mulheres, peixes, aves e frio&lt;br /&gt;que nadavam ao luar&lt;br /&gt;e voavam no fundo do rio.&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;José Gomes Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/j_g_ferreira/"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S.- Para quem, como nós, os poemas de José Gomes Ferreira são pequenas pitadas de Norte e de génio, podem ver &lt;/span&gt;&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/ainda-hoje-o-ouo-sem-o-ouvir.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/lembrar-os-nossos-6.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; ou &lt;/span&gt;&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/04/lembrar-os-nossos-3.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, outros exemplos publicados no &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; da sua eterna ligação à cidade do Porto.&lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109694886944957774?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109694886944957774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109694886944957774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/dourodeias.html' title='Dourodeias.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109685554527254500</id><published>2004-10-04T02:01:00.000+01:00</published><updated>2004-10-04T03:29:03.570+01:00</updated><title type='text'>Trilho Oriental.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/rdo.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Douro e os arcos esbeltos das nossas pontes. O Porto visto de Oriente, em Maio passado.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Na sequência do &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/leste-do-desenvolvimento.html" target="_blank"&gt;post anterior&lt;/a&gt;, resolvi recordar o dia em que sozinho percorri, numa solarenga tarde de Maio, a antiga linha da Alfândega.&lt;br /&gt;O calor, que se começava a fazer sentir, confundia-se com os aromas silvestres das ervas selvagens que crescem agrestemente na encosta tripeira do Douro. &lt;br /&gt;Desci corajoso a escarpa, sujeitando-me a tragédias mais ou menos dramáticas, e sujei orgulhosamente a minha indumentária, numa acção de rebeldia ao jeito de um &lt;em&gt;Indiana Jones&lt;/em&gt;, sem chapéu e sem chicote.&lt;br /&gt;O percurso revelou-se misterioso, enigmático e, tantas e tantas vezes, deslumbrante. Através daquele trilho, as curvas do Douro e as diferentes perspectivas sobre a cidade pareciam retiradas de um manual renascentista de bem-fazer arruamentos, num tratado de &lt;a href="http://www.artcyclopedia.com/artists/alberti_leon_baptista.html" target="_blank"&gt;Alberti&lt;/a&gt; ou &lt;a href="http://www.greatbuildings.com/architects/Andrea_Palladio.html" target="_blank"&gt;Palladio&lt;/a&gt;. A religiosa experiência solidificou-se através das abóbadas criadas pelas pontes. Primeiro a &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/o-arco-ngreme-da-ponte.html" target="_blank"&gt;Dona Maria&lt;/a&gt;, depois a do Infante e, lá ao fundo, a Luís I, espécie de baliza de cantos redondos onde o olhar inevitavelmente marcava sempre um golo.&lt;br /&gt;O passeio fazia-se aparentemente esquecido dos cacos e seringas que ia pisando amiúde, para além da companhia insólita e invulgar de automóveis enferrujados e abandonados, das ruínas, quase helénicas, de património industrial portuense e dos clássicos tubos &lt;em&gt;Pont a Mousson&lt;/em&gt; que, tal qual o &lt;em&gt;fio de Ariana &lt;/em&gt;em Creta, serviam de pista e auxílio para a saída deste peculiar lugar.&lt;br /&gt;Mas é a presença azul do rio, que cruza cada um dos arcos que vejo, que embala o meu passo, apenas acelerado pela passagem do imponente barco de recreio. De repente, sinto-me na pele de &lt;em&gt;&lt;a href="http://www-2.cs.cmu.edu/People/rgs/sawyr-table.html" target="_blank"&gt;Tom Sawyer&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; e o Rio deixa de ser d'ouro e passa a ser o lamacento Mississipi que acompanho correndo, à imagem dos desenhos animados da minha meninice.&lt;br /&gt;É por isso que, aqui na &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/terra-do-nunca.html" target="_blank"&gt;Terra do Nunca&lt;/a&gt;, eu posso ser sempre o que eu quiser, mas, infelizmente, ninguém quer fazer deste lugar, aquilo que ele merece. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109685554527254500?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109685554527254500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109685554527254500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/trilho-oriental.html' title='Trilho Oriental.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109659543402732489</id><published>2004-10-01T01:33:00.000+01:00</published><updated>2004-10-02T15:14:14.636+01:00</updated><title type='text'>A leste do desenvolvimento.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/les.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A margem direita do Douro, a montante da Ponte Luís I, num final de tarde de Maio de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;A maior virtude da nova e discreta Ponte do Infante reside na possibilidade de a desfrutar como uma nova varanda sobre o Porto e, em particular, sobre a vertente esquecida para lá da ponte de ferro que Seyrig projectou.&lt;br /&gt;As cores garridas proporcionadas pela tangente próxima do Astro Rei à linha do horizonte maquilham a incontornável paisagem desoladora que a nova varanda desvenda. Sob os meus pés, observo uma escadaria desenhada para Gulliver, onde o casario liliputiano se amontoa, velho, esquecido e, em grande parte, abandonado.&lt;br /&gt;Lá em baixo, onde se coloca o primeiro degrau, os carros passam céleres e cegos à paisagem potencial deste espaço, olvidados do objectivo turístico que impulsionou a construção da Avenida Gustav Eiffel, no final da década de 40, do século XX.&lt;br /&gt;Na passada seguinte, vertente acima, pisamos a antiga linha da Alfândega que, depois de desmantelada, viu-se desamparada e desprotegida, nunca tendo sido equacionada para serventia da cidade, quer servindo de tripa para o Metro, quer requalificada para passeio público. Pelos túneis que se sucedem no seu percurso, não há quem acenda uma luz.&lt;br /&gt;E depois de ultrapassado o degrau da linha do caminho-de-ferro que liga São Bento a Campanhã, chegamos seguros à Rua Gomes Freire, antiga Rua do Wellesley, por onde as tropas inglesas terão penetrado no Porto aquando das Invasões Francesas.&lt;br /&gt;Aí, no topo da escadaria, temos a percepção firme de que alguém se esqueceu deste lugar, onde a paisagem do Douro serpenteando encaixada, ainda impressiona quem verdadeiramente a observa. O sentimento bucólico que norteia este momento é desmoronado pela passagem rápida do cavalo de ferro que subitamente aparece sob o chão das Fontainhas.&lt;br /&gt;O Colégio dos Órfãos, que espreita lá ao fundo, foi espectador atento dos últimos cem anos de construção deste lugar. Ele, que foi ocupar o espaço do antigo Seminário, na quinta do Prado, destruído durante as Guerras Liberais, vigia sisudo e altivo o eterno e vizinho movimento constante de locomotivas na vertente. Por onde outrora a Quinta da Fraga se estendia, cresceu o Porto Industrial de final de oitocentos, das tecelagens e dos curtumes, erguido pelos migrantes da linha do Tua, e que hoje jaz definhando lentamente, junto ao cemitério do Prado do Repouso, nas esquinas da Praça da Alegria e nas ilhas de São Victor.&lt;br /&gt;A proximidade de São Lázaro será capaz de reavivar milagres bíblicos e reerguer este lugar? &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. – O título deste post é inspirado num brilhante artigo do Professor José Alberto Rio Fernandes numa edição antiga da fundamental revista "&lt;a target="_blank" href="http://www.cciporto.com/pt/publicacoes/tripeiro.asp"&gt;O Tripeiro&lt;/a&gt;". Nesta mesma publicação, tive o privilégio de, em co-autoria com o referido professor, escrever um artigo sobre “&lt;em&gt;A Marginal do Porto da Ponte D. Luís I ao Freixo&lt;/em&gt;”, na edição de Setembro deste ano. Humildemente, aconselho a todos os que se interessam pela cidade Invicta a leitura deste artigo e, já agora, a assinatura daquela que é a publicação mais importante e mais completa sobre a cidade do granito.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109659543402732489?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109659543402732489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109659543402732489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/10/leste-do-desenvolvimento.html' title='A leste do desenvolvimento.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109651505843033000</id><published>2004-09-30T03:34:00.000+01:00</published><updated>2004-09-30T04:34:51.940+01:00</updated><title type='text'>Então, usa o chapéu dourado.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/fub.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Foz do Douro, em pleno Verão Azul, como eu o vi por entre o raiar de um final de tarde.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;«Then wear the gold hat, if that will move her;&lt;br /&gt;if you can bounce high, bounce for her too,&lt;br /&gt;Till she cry "Lover, gold-hatted, high-bouncing lover,&lt;br /&gt;I must have you!"» - &lt;strong&gt;Thomas Parke D'Invilliers&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;em&gt;écharpe&lt;/em&gt; ondulante que visto enquanto conduzo o meu &lt;em&gt;cabriolé&lt;/em&gt; vermelho, vai traçando o perfil serpenteado da marginal azul do Porto, no caminho para a Foz, recordando-me dos meus saudosos tempos em &lt;em&gt;Nice&lt;/em&gt;. &lt;br /&gt;As festas nocturnas, nos iluminados jardins de tantos e tantos amigos, eram a &lt;em&gt;mis-en-scene &lt;/em&gt;perfeita para conversas sobre arte e modernidade, sobre &lt;em&gt;Corbusier&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Mies Van der Rohe&lt;/em&gt;, entrecortadas por pequenos &lt;em&gt;flirts&lt;/em&gt; dançantes, ao som do &lt;em&gt;Jazz&lt;/em&gt; e do &lt;em&gt;Swing&lt;/em&gt;, nas salas convertidas em salões, dos &lt;em&gt;Parker&lt;/em&gt; ou dos &lt;em&gt;Kent&lt;/em&gt;, donos de metade da &lt;em&gt;Côte d'Azur&lt;/em&gt;. Ali, tal como aqui, a expressão &lt;em&gt;Belle Epoque &lt;/em&gt;ainda faz sentido.&lt;br /&gt;Assim que pouso os meus negros óculos de Sol no &lt;em&gt;tablier&lt;/em&gt;, aprecio sorrindo as açucaradas formas esculturais das árvores que vão cinzelando o Passeio Alegre e a linha do horizonte e que me transportam docemente para os enormes jardins privados, nas encostas suaves junto a &lt;em&gt;Cannes&lt;/em&gt;, onde os &lt;em&gt;rendez-vous&lt;/em&gt; de final de tarde, em casa dos &lt;em&gt;Buchanan&lt;/em&gt;, se revelavam divinais, por entre a sombra das palmeiras, o vigor das araucárias e os ramos libidinosos dos pinheiros. Algures entre a vegetação, o Sol mediterrânico espreitava glorioso, no intenso e azul céu da França Meridional, colorindo as embarcações luxuosas que salpicavam o mar e que nos conduziam, nas noites quentes de Verão, ao Casino de Monte Carlo, sempre que a Miss Baker ou a Bernardette se lembravam de tal ideia. &lt;br /&gt;Aqui, pelos caminhos da Foz, enquanto arranjo o &lt;em&gt;Rolex&lt;/em&gt; no meu pulso e abro mais um pacote de &lt;em&gt;Peter Stuyvesant&lt;/em&gt;, vou preparando o estômago para os &lt;em&gt;croissants &lt;/em&gt;da pastelaria Doce Mar ou os&lt;em&gt; éclairs &lt;/em&gt;da confeitaria Tavi. &lt;br /&gt;É, então aí, que ponho o meu chapéu dourado. Que sorte que eu tenho em ser arquitecto… &lt;strong&gt;AJ&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109651505843033000?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109651505843033000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109651505843033000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/ento-usa-o-chapu-dourado.html' title='Então, usa o chapéu dourado.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109641882848474552</id><published>2004-09-29T01:53:00.000+01:00</published><updated>2004-09-29T01:52:25.466+01:00</updated><title type='text'>Cidade aberta ao vento leste.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/rbi.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Rio Douro visto a partir do Bairro Inês, em Monchique, no Porto, numa noite quente de Setembro.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;O Douro passa plástico, quase gelatinoso, sob a atmosfera quente deste anacrónico calor Outonal. Enquanto do lado de lá, em Gaia, se sentem as batidas fortes dos pequenos nichos ruidosos onde corpos dançantes se pavoneiam delirantes, no Bairro Inês, junto à Rua Sobre-o-Douro, o silêncio e a tranquilidade imperam voláteis como o calor entre massas frias.&lt;br /&gt;Aqui o tempo passa devagar, ritmado pela própria cadência do Douro, que parece mover lentamente a mó do relógio antigo que tenho no pulso. Sentado, estico-me para a frente para ver a ponte e apoio os meus braços cansados no muro da varanda que dá para o Rio. Daqui observo não só a cidade que me viu nascer, mas observo também, pardacentemente, a minha própria vida a esvair-se: "&lt;em&gt;No Porto nasci, no Porto hei-de morrer&lt;/em&gt;", dizia-me um antigo e rouco amigo de alguém que conheci.&lt;br /&gt;As palavras ecoam na minha cabeça como as batidas fortes e insanas vindas de Gaia e a luz turva, sonoramente conduzida através dos candeeiros da Marginal, e as cores &lt;em&gt;neónicas&lt;/em&gt;, que reflectem alucinantemente no rio, encandeiam e incendeiam o meu pensamento. Aqui, entre o amarelado e pesado edifício da Alfândega e as ruínas do esquecido Convento de Monchique, alguém menos feliz baralha tudo na minha mente, fazendo ressoar na parede granítica que sustenta a Rua da Restauração, o poema nocturno de Eugénio de Andrade:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Um Rio te Espera&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás só, e é de noite,&lt;br /&gt;na cidade aberta ao vento leste.&lt;br /&gt;Há muita coisa que não sabes&lt;br /&gt;e é já tarde para perguntares.&lt;br /&gt;Mas tu já tens palavras que te bastem,&lt;br /&gt;as últimas,&lt;br /&gt;pálidas, pesadas, ó abandonado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás só&lt;br /&gt;e ao teu encontro vem&lt;br /&gt;a grande ponte sobre o rio.&lt;br /&gt;Olhas a água onde passaram barcos,&lt;br /&gt;escura, densa, rumorosa&lt;br /&gt;de lírios ou pássaros nocturnos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por um momento esqueces&lt;br /&gt;a cidade e o seu comércio de fantasmas,&lt;br /&gt;a multidão atarefada em construir&lt;br /&gt;pequenos ataúdes para o desejo, &lt;br /&gt;a cidade onde cães devoram,&lt;br /&gt;com extrema piedade,&lt;br /&gt;crianças cintilantes&lt;br /&gt;e despidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhas o rio&lt;br /&gt;como se fora o leito &lt;br /&gt;da tua infância:&lt;br /&gt;lembras-te da madressilva&lt;br /&gt;no muro do quintal,&lt;br /&gt;dos medronhos que colhias&lt;br /&gt;e deitavas fora,&lt;br /&gt;dos amigos a quem mandavas &lt;br /&gt;palavras inocentes&lt;br /&gt;que regressavam a sangrar,&lt;br /&gt;lembras-te de tua mãe&lt;br /&gt;que te esperava&lt;br /&gt;com os olhos molhados de alegria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhas a água, a ponte,&lt;br /&gt;os candeeiros, &lt;br /&gt;e outra vez a água;&lt;br /&gt;a água;&lt;br /&gt;água ou bosque;&lt;br /&gt;sombra pura&lt;br /&gt;nos grandes dias de Verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estás só.&lt;br /&gt;Desolado e só.&lt;br /&gt;E é de noite." - &lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.instituto-camoes.pt/escritores/eugenio.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.) &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109641882848474552?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109641882848474552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109641882848474552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/cidade-aberta-ao-vento-leste.html' title='Cidade aberta ao vento leste.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109622378916138181</id><published>2004-09-28T02:08:00.000+01:00</published><updated>2004-09-28T12:01:22.663+01:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos</title><content type='html'> &lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Eis aqui uma conta abreviada de todas as embarcações assim portuguesas como estrangeiras, que entraram neste porto em o ano presente de 1787. Portuguesas entraram 191, e saíram 1787 […]. Embarcações inglesas entraram 211 e saíram 189. Holandesas, entraram 22; dinamarquesas 18; suecas 19; espanholas 11; e assim à proporção, falando de outras nações, como francesas, hamburguesas, prussianas, alemãs, venezianas, dantziquesas e genovesas.&lt;/em&gt;" - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Padre Agostinho Rebelo da Costa&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Descrição Topográfica e História da Cidade do Porto&lt;/em&gt;, 1788&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes da fotografia, a azáfama das grandes cidades era gravada desta forma.&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/1791s.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Vista da Cidade do Porto, pelo gravador Aguilar, em 1791&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Os homens trabalham no cais de Gaia, erguem navios, calafetam cascos. Dão ordens. Tudo tem que funcionar porque os dias são de muita agitação.&lt;br /&gt;A cidade cresce desmesuradamente, desmuradamente. Ao fundo, sobre a direita, a nova torre dos Clérigos assinala a modernidade de toda uma nova cidade. &lt;br /&gt;O velho século despede-se sem se dar por isso, enquanto o futuro vai chegando todos os dias a bordo dos navios do mundo inteiro. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109622378916138181?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109622378916138181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109622378916138181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/tempos-modernos.html' title='Tempos Modernos'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109625186999593449</id><published>2004-09-27T03:03:00.000+01:00</published><updated>2004-09-27T03:24:29.996+01:00</updated><title type='text'>Enigma 6.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/esq.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Fotografia de Domingos Alvão. O Porto na transição do século XIX para o século XX.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;O Garrett e o Camilo&lt;br /&gt;Mais o Infante e o São João...&lt;br /&gt;Ironia do destino! O tic tac&lt;br /&gt;É a rima da canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo passa e muda tudo,&lt;br /&gt;junto àquela Bela Princesa,&lt;br /&gt;Não te enganes pelo olhar,&lt;br /&gt;mantém a memória acesa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos e moda, sangue na roda,&lt;br /&gt;Tudo se compra, tudo se vê,&lt;br /&gt;Aqui estiveste que eu bem sei&lt;br /&gt;Aqui o comércio é o abc.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109625186999593449?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109625186999593449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109625186999593449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/enigma-6.html' title='Enigma 6.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109597049722051322</id><published>2004-09-24T02:23:00.000+01:00</published><updated>2004-09-24T11:53:14.386+01:00</updated><title type='text'>Europeísmo e Progressismo.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/mon.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;As ruínas do Convento de Monchique sob o olhar atento do bairro Inês, da Rua da Restauração e dos Jardins do Palácio de Cristal, vistos por nós na passada tarde de sábado.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;O ambiente mediterrânico proporcionado pelas cinco Palmeiras-do-México, &lt;em&gt;Washingtonia robusta&lt;/em&gt;, das sete que perfazem o conjunto do Palácio de Cristal, é esticado pelos seus portes altivos e emproados que, lá do alto, vigiam toda a cidade. Sob os seus olhares atentos, vão competentemente controlando o movimento rápido das máquinas na Rua da Restauração, que corta em queda abrupta a vertente, o solarengo e distraído Bairro Inês, memória dos bairros operários de outros tempos, e as ruínas abandonadas do Convento da Madre de Deus de Monchique, onde, de forma desafiadora, me infiltrei repticiamente, através da única parte recuperada do edifício.&lt;br /&gt;Nas quatro paredes que sustentam as ruínas do antigo convento habitam ainda soturnos fantasmas femininos, incrustados nos vestígios de nichos e altares que ainda são visíveis nas calamitosas paredes. &lt;br /&gt;Monchique é topónimo antigo, anterior mesmo à nacionalidade portuguesa, e lembrará possivelmente, tal qual o &lt;em&gt;Montjuic &lt;/em&gt;catalão, o antigo Monte dos Judeus, a Norte de Miragaia. A comunidade judaica transitou dali, na mudança do século XIV para o século XV, para a Judiaria do Olival sob as ordens de D. João I, abandonando, entre outras edificações, a sua Sinagoga que estaria aqui mesmo, onde me coloco, no lugar onde foi, no século XVI, construído o convento das franciscanas, à imagem do convento de São Bento da Vitória, também ele substituindo a Sinagoga do Olival, após a expulsão definida por D. Manuel I.&lt;br /&gt;O vento que passa alto, numa versão moderada de jet stream, abana as vigilantes Palmeiras-do-México, criando a sensação de reprovação pelo estado marginal a que um edifício como este foi votado. Aqui esteve, por exemplo, uma capela riquíssima em talha dourada, rival da de São Francisco e Santa Clara, e viveram sob a protecção destas paredes um número assinalável de freiras ao longo dos séculos, muitas vezes em situação miserável, pelo menos até ao Cerco do Porto. Após a vitória liberal, e ainda que estas tivessem sempre manifestado o seu apoio à rainha, foram desterradas para o feminino convento de São Bento de Avé-Maria.&lt;br /&gt;Aqui em Monchique, neste ameaçador e sinistro convento, onde ainda hoje um alpendre gigantesco e a imagem enorme de uma santa arrepiam quem por ali passa de noite, Camilo imaginou o desfiar da trama de Amor de Perdição. O peculiar escritor, nascido em Lisboa mas assumidamente Tripeiro, escreveria as seguintes palavras no seu conto &lt;em&gt;A Sereia&lt;/em&gt;, referindo-se ao espírito e mentalidade do Porto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"De facto, nós os portuenses, em que pês a nossos detractores, já somos europeus há muito mais tempo do que geralmente se cuida. Há quase um século, já os nossos antepassados conheciam a bernarda patriótica e a ópera italiana; duas coisas sem as quais não há europeísmo, nem progressismo possível." - &lt;strong&gt;Camilo Castelo Branco&lt;/strong&gt;, A Sereia, 1865.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, a visão realista desta edílica paisagem, mostra-nos que o progressismo do Bairro Inês e o Europeísmo dos Jardins do Palácio de Cristal são pequenos traços desse passado, enegrecido pela atitude miserável de país do Terceiro Mundo perante a memória e o património cultural, religioso e simbólico como o Convento da Madre de Deus de Monchique. Parece-me a altura certa para aplicar a velha expressão:  &lt;em&gt;Isto é tudo de uma Pobreza Franciscana&lt;/em&gt;… &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109597049722051322?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109597049722051322'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109597049722051322'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/europesmo-e-progressismo.html' title='Europeísmo e Progressismo.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109590524774578790</id><published>2004-09-23T02:18:00.000+01:00</published><updated>2004-09-28T04:02:16.603+01:00</updated><title type='text'>Uma certa maneira de me refugiar na tarde.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/arr.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Ponte da Arrábida, como nós a vimos (lembras-te?) da barra do Douro, no final de Julho de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;O regresso quente do calor faz recuar os ponteiros do relógio que comanda o meu cérebro e atira-me para um final de tarde de Julho, onde a insensatez de um filme francês dos 60s se misturou com os aromas afrodisíacos da maresia.&lt;br /&gt;Os finais de tarde no Porto são mesmo sublimes. Daqui, olhando para levante, onde o arco de betão circula o meu olhar, observo a Igreja da Lapa curiosa, espreitando timidamente sobre a ponte, onde a população frenética se divide paradoxalmente entre dois sentimentos. Por um lado, a angústia crua pela demora impotente da espera e, por outro, o deleite inebriante que a arrebatadora paisagem sobre a barra proporciona. Logo a seguir, passará ao meu lado o pequeno barco negro sobre as vibrantes águas azuis do Douro que melodicamente contrastam com a albina e sonolenta comunidade de gaivotas que discretamente adormecem com a lenta e amarelada queda do Sol no firmamento.&lt;br /&gt;Sempre que passo por cima da obra maior de Edgar Cardoso, há um sincero desejo em mim... quero que o trânsito me obrigue a parar, para que, sem demoras nem riscos, possa contemplar o lugar onde me encontrava neste final de tarde, em que o desenho ousado da barra no lugar onde o rio encontra o mar, espelha em tons dourados os momentos agonizantes do Sol antes de um adeus.&lt;br /&gt;Antes de me apontar para o profundo Atlântico e virar costas à rainha Arrábida, recordo as palavras que o poeta Eugénio de Andrade escreveu, no longínquo ano de 1979, que incondicionalmente retratam a forma como o Porto entrou sorrateiro em mim, já nem sei quando, já nem sei onde.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;O Porto é só uma certa maneira de me refugiar na tarde, forrar-me de silêncio e procurar trazer à tona algumas palavras, sem outro fito que não seja o de opor ao corpo espesso destes muros a insurreição do olhar.&lt;br /&gt;O Porto é só esta atenção empenhada em escutar os passos dos velhos, que a certas horas atravessam a rua para passarem os dias no café em frente, os olhos vazios, as lágrimas todas das &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/05/crianas-de-so-victor.html"&gt;crianças de São Vítor&lt;/a&gt; correndo nos sulcos de sua melancolia.&lt;br /&gt;O Porto é só a pequena praça onde há tantos anos aprendo metodicamente a ser árvore, aproximando-me assim cada vez mais da restolhada matinal dos pardais, esses velhacos que, por muito que se afastem, regressam sempre à minha vida.&lt;br /&gt;Desentendido da cidade, olho na palma da mão os resíduos da juventude, e dessa paixão sem regra deixarei que uma pétala pouse aqui, por ser de cal.&lt;/em&gt;" - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Eugénio de Andrade&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.instituto-camoes.pt/escritores/eugenio.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.) &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109590524774578790?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109590524774578790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109590524774578790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/uma-certa-maneira-de-me-refugiar-na.html' title='Uma certa maneira de me refugiar na tarde.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109573924768169287</id><published>2004-09-21T04:30:00.000+01:00</published><updated>2004-09-21T05:13:31.236+01:00</updated><title type='text'>Um equinócio extraterrestre.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/ovni.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Porto Oriental visto do Monte da Virgem, no final de Fevereiro de 2004 (Que frio...). Que faria eu por lá?&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Comandante Zoid&lt;/span&gt; - Aproximação ao planeta Terra. Aviso base XYT2, aproximação ao planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Base XYT2&lt;/span&gt; - Fazer reconhecimento, repito, fazer reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Comandante Zoid&lt;/span&gt; - Ligada a S4X e reconhecimento a ser executado.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Base XYT2&lt;/span&gt; - Resultados?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Comandante Zoid&lt;/span&gt; - Detecção de avaria na S4X. A máquina parece ter sido enviada para o futuro. Captação com imagens de equipamentos avançadíssimos... não compreendo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Base XYT2&lt;/span&gt; - Tomaram a &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/nove-amanhs.html"&gt;Espaçolina&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Camandante Zoid&lt;/span&gt; - Tomamos todos. Não entendo. Não é este o planeta Terra? Que superfície sobrevoamos?&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Base XYT2&lt;/span&gt; - Dá pelo nome de Porto, cidade do Porto. Os apontamentos tirados pelos nossos peritos de Andrómeda revelam uma cidade de um país atrasado, da cauda de um continente do planeta Terra...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Comandante Zoid&lt;/span&gt; - Teremos viajado para o &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/mquina-do-tempo.html"&gt;futuro&lt;/a&gt;? A descrição não condiz com os resultados da S4X!&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Base XYT2&lt;/span&gt; - Ordem imediata de regresso a casa. O Planeta Dalila vos aguarda. Abandonem o local, repito, abandonem o local. Os vossos índices atingem patamares perigosos. Estamos a perder o contacto...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Comandante Zoid&lt;/span&gt; - A nave não obedece. Força de atracção imensa. Perdemos rapidamente o comboio para o espaço sideral... escuto, Base XYT2, escuto... vejo pontes fantásticas, um estádio soberbo, comboios e metro, um rio e parques... escuto, Base XYT2, escuto e repito, a atracção é imensa...&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#330000;"&gt;Base XYT2&lt;/span&gt; - (em Off) Ninguém jamais poderá encontrar destroços ou então tudo poderá ruir. Eliminando o Zoid será, afinal, apenas mais um perdido nas margens do tempo. Ordem interna imediata de auto-destruição da nave enviada. Já! &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109573924768169287?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109573924768169287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109573924768169287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/um-equincio-extraterrestre.html' title='Um equinócio extraterrestre.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109564712894799388</id><published>2004-09-20T02:57:00.000+01:00</published><updated>2004-09-20T03:25:28.946+01:00</updated><title type='text'>O último dia do Verão.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/cid.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A ensonada Miragaia respirando os últimos instantes do Verão, como nós a vimos, no passado Sábado.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Parece tudo filmado em câmara lenta aqui, de onde eu espreito, no Cidral de Cima, em pleno Monte dos Judeus, em Miragaia, no Porto, no Mundo, no Universo.&lt;br /&gt;O Douro passa devagar e é vagarosamente que os ramos da árvore agitam a sombra negra que me protege, enquanto a vida, também ela morosa e pausada, desfalece ao ritmo suave da queda da primeira folha.&lt;br /&gt;São Pedro conta paulatinamente os segundos que faltam para o fim estival, do topo da sua igreja que celestialmente contrasta a cor dos seus azulejos com o firmamento. Mas são as cores áureas, ocres e até palidamente garridas, sustentadas pelo verde harmónico dos plátanos das Virtudes, que fixam a retina do meu olhar e agarram o último suspiro quente do Verão.&lt;br /&gt;Este tempo emperrado e encravado é subitamente acelerado pelo barulho rápido da água que escorre sob as lajes graníticas, lembrando a presença do Rio Frio, no seu caminho reconciliador com o Douro.&lt;br /&gt;Alguém, no alto da minha imaginação, de uma das muitas janelas quadradas que vejo, canta as palavras de um dos nossos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;em&gt;«Pois mira, Gaia!» E, dizendo,&lt;br /&gt;Da espada foi arrancar:&lt;br /&gt;«Mira, Gaia, que esses olhos&lt;br /&gt;Não terão mais que mirar.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do estranho caso inda agora&lt;br /&gt;Memória está a durar;&lt;br /&gt;Gaia é o nome do castelo&lt;br /&gt;Que ali Gaia fez queimar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dalém Doiro, dessa praia&lt;br /&gt;Onde o barco ia aproar&lt;br /&gt;Quando bradou - «Mira, Gaia?»&lt;br /&gt;O rei que a vai degolar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda hoje está dizendo&lt;br /&gt;Na tradição popular,&lt;br /&gt;Que o nome tem - Miragaia&lt;br /&gt;Daquele fatal mirar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;E enquanto navego nas ondas inexistentes dos dois rios e viajo montado nas nuvens que não vislumbro, imagino Garrett escrevendo tais versos e o castelo de Gaia, na outra margem, observando aquela que de sempre o Mira. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109564712894799388?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109564712894799388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109564712894799388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/o-ltimo-dia-do-vero.html' title='O último dia do Verão.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109552615776634823</id><published>2004-09-18T17:46:00.000+01:00</published><updated>2004-09-18T17:49:17.766+01:00</updated><title type='text'>O Passageiro Apresentará Este Bilhete</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Lembrei-me de procurar nos bolsos do casaco que usava &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/5-meses-depois.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Por acaso ou não ainda trazia o bilhete de uma das viagens de eléctrico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/ccfp.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Afinal nem era caro, infelizmente o percurso não foi o mesmo que nos trouxe até à Praça. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109552615776634823?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109552615776634823'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109552615776634823'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/o-passageiro-apresentar-este-bilhete.html' title='O Passageiro Apresentará Este Bilhete'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109544839106930600</id><published>2004-09-17T19:36:00.000+01:00</published><updated>2004-09-17T21:22:24.230+01:00</updated><title type='text'>5 meses depois.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/ped.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt; na Praça de D. Pedro, antiga Praça Nova, no Porto, na primeira década do século XX, fotografia de Marçal Brandão.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;O tempo vai passando e por aqui festejam-se os 5 meses de existência. Os nossos conflitos com o alojador netcabo e a cada vez maior falta de tempo, aceleram o balouçar no recreio e a corda vai partindo por cima do poço...&lt;br /&gt;Mas o melhor do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados &lt;/strong&gt;foi o não estarmos os dois a falar sozinhos. Ler os vossos comentários tem sido uma riqueza enorme para o nosso conhecimento da cidade e o divulgar do sentir portuense. Não se inibam, escrevam!&lt;br /&gt;Lembro-me bem deste longínquo dia. Enquanto eu e o &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt; falávamos sobre a malfadada crise monárquica, ali mesmo em frente ao antigo e setecentista edifício da Câmara Municipal do Porto (à esquerda na fotografia), desciam acelerados e modernos eléctricos, inovação recente na cidade, pela rectilínea Rua de D. Pedro (primeira rua à esquerda). Logo a seguir, fomos comer uns petiscos tripeiros ao Café Suíço, onde a sala de bilhar era imensa, logo ali atrás, na casa comercial com toldo claro. As tardes eram passadas por ali, entre este botequim e o outro, lá em cima, por baixo do Hotel Francfort, no Café Chaves, no cunhal das saudosas ruas do Laranjal e de D. Pedro, desaparecidas posteriormente para a abertura desta &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Pouco tempo depois, um amigo nosso, Mário de Sá-Carneiro, escrevia assim, prenunciando trágicos desaparecimentos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;&lt;strong&gt;O Recreio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha Alma há um balouço&lt;br /&gt;Que está sempre a balouçar -&lt;br /&gt;Balouço à beira de um poço,&lt;br /&gt;Bem difícil de montar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E um menino de bibe&lt;br /&gt;Sobre ele sempre a brincar...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a corda se parte um dia,&lt;br /&gt;(E já vai estando esgarçada),&lt;br /&gt;Era uma vez a folia:&lt;br /&gt;Morre a criança afogada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cá por mim não mudo a corda&lt;br /&gt;Seria grande estopada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o indez morre, deixá-lo&lt;br /&gt;Mais vale morrer de bibe&lt;br /&gt;Que de casaca... Deixá-lo&lt;br /&gt;Balouçar-se enquanto vive...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mudar a corda era fácil...&lt;br /&gt;Tal ideia nunca tive...&lt;/em&gt;" &lt;em&gt;- &lt;strong&gt;Mário de Sá-Carneiro&lt;/strong&gt;, Paris, Outubro de 1915.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam-nos companhia. Venham connosco pelo Porto! &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109544839106930600?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109544839106930600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109544839106930600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/5-meses-depois.html' title='5 meses depois.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109538738898215919</id><published>2004-09-16T23:59:00.000+01:00</published><updated>2004-09-17T03:16:28.983+01:00</updated><title type='text'>Solução para o Enigma 5.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/sau.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Capela de Nossa Senhora da Saúde, na Rua do Heroísmo, no Porto.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;Chegou finalmente a hora de expôr a verdade sobre o misterioso &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-5.html"&gt;Enigma 5&lt;/a&gt;. Antes de mais, parabéns à leitora Ziza por o ter decifrado praticamente na totalidade.&lt;br /&gt;Já afloramos com assiduidade a questão do esquecimento incompreensível a que os antigos cruzeiros do Porto foram votados desde a sua remoção das ruas da Invicta em 1869 (&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/cruzeiro.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/largo-da-ramadinha.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/x-marks-spot.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/largo-do-padro-das-almas.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Diga-se, aliás, que, mesmo na altura, o retirar destas ornamentais peças de culto foi móbil de protestos e que a sua posterior colocação em cemitérios ou Igrejas foi lenta e muito maldosa para a integridade física dos ditos cruzeiros. &lt;br /&gt;O Senhor do Padrão de Campanhã, a que este &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-5.html"&gt;Enigma 5&lt;/a&gt; se refere, ficava na antiga estrada para a freguesia mais Oriental do Porto, estrada essa que partia da Praça da Batalha e se subdividia em duas em São Lázaro: uma seguia para Valongo, a "estrada do Pão", por Bonfim e São Roque da Lameira, e a outra seguia para o esteiro de Campanhã ("&lt;em&gt;Para Oriente vi-te passar, rumo à rima de amanhã.&lt;/em&gt;"), a "estrada de Campanhã", por Reimão, Heroísmo e Freixo.&lt;br /&gt;O Cruzeiro do Senhor de Campanhã era um dos cruzeiros que marcava esta segunda estrada e que estaria inicial e aproximadamente no Largo Soares dos Reis, no início da Rua do Heroísmo ("&lt;em&gt;Estive na Rua da Coragem&lt;/em&gt;"), junto ao lugar onde se viria a construir a entrada principal do cemitério do Prado do Repouso ("&lt;em&gt;na travessa do descanso&lt;/em&gt;"). Mais tarde, o cruzeiro seiscentista foi dali retirado tendo passado para um alpendre na Rua da Formiga ("&lt;em&gt;Na Formiga sobre o Alpendre&lt;/em&gt;") que, na altura, seria um pequeno núcleo rural afastado do centro da cidade do Porto, mas que hoje, e sobretudo após a chegada do comboio a Campanhã ("&lt;em&gt;se o apanhares lá em baixo... Então nunca mais te alcanço.&lt;/em&gt;"), se viu incluída nesta. Finalmente, após este acidentado percurso, o cruzeiro do Senhor do Padrão de Campanhã passou para o interior da Capela da Senhora da Saúde, construída em 1810.&lt;br /&gt;Aquando da remoção em massa dos Cruzeiros, a 1 de Junho de 1869, muitos foram aqueles que protestaram e que inclusivamente roubaram cruzeiros para os colocar no seu quintal. A vontade enérgica da edilidade em retirá-los da via pública conduziu a que se fechassem os olhos a estes indignos furtos. O objectivo da Câmara era possibilitar a circulação fácil na via pública retirando obstáculos que a dificultassem e evitar que estes cruzeiros funcionassem como urinol, numa prática infeliz da época por alguns portuenses menos cumpridores.&lt;br /&gt;Diga-se, em abono da verdade, que nem todos teriam esta atitude tão pouco digna perante objectos com tal carga histórica, religiosa e emblemática. A 3 de Maio, dia da Santa Cruz, os cruzeiros eram decorados com flores e as festas em torno de cada um deles tomavam por vezes dimensões assinaláveis com romarias e fogo de artifício.&lt;br /&gt;Há ainda histórias em torno de defensores intransigentes dos cruzeiros, sabiamente contadas por Sampaio Bruno, que se teriam acorrentado às cruzes para que estas não fossem removidas e memórias dos trovões irados vindos dos céus que ribombaram naquele mesmo primeiro dia de Junho.&lt;br /&gt;Hoje em dia, estas peças que ajudaram a definir os arruamentos e praças do Porto, que são parte sólida da história desta cidade estão ou esquecidos ou maltratados. Salvou-se o Senhor do Padrão de Campanhã que, provavelmente com a força de um daqueles trovões de Junho, vai decorando imponentemente o altar principal da Capela da Senhora da Saúde na Rua do Heroísmo. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109538738898215919?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109538738898215919'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109538738898215919'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/soluo-para-o-enigma-5.html' title='Solução para o &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-5.html&quot;&gt;Enigma 5&lt;/a&gt;.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109519985905875853</id><published>2004-09-14T23:04:00.000+01:00</published><updated>2004-09-14T23:13:36.983+01:00</updated><title type='text'>A Primeira Pedra</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/189404s.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Termina aqui a série de &lt;em&gt;posts&lt;/em&gt; dedicados às &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/algures-numa-outra-viagem.html"&gt;comemorações henriquinas de 1894&lt;/a&gt;. O local certo para encerrar as festividades de há 110 anos é precisamente esta varanda da Rua do Infante, com vista geral sobre a praça, ladeada à esquerda pela Bolsa e ao fundo pelo Mercado Ferreira Borges.&lt;br /&gt;Na realidade não se trata de uma fotografia, mas sim de três fotografias mais ou menos sincronizadas, criando assim uma panorâmica inovadora. &lt;br /&gt;Ao centro da imagem podemos ver um grupo de homens apinhados. Todos, ou quase todos, têm o chapéu na mão. Apesar de ainda haver bastante vento, não foi esse o motivo pelo qual os homens se descobriram, é que no meio da turba, quase indistinto, está D. Carlos que lança a primeira pedra do monumento ao Infante D. Henrique, ao fundo, no pavilhão real, estão três figurinhas, duas delas de fraque e uma, a maior, envergando farda. Serão, muito certamente, os herdeiros D. Luís Filipe e D. Manuel, mais o irmão do rei, o Infante D. Afonso.&lt;br /&gt;E assim, poucos anos depois do 31 de Janeiro, um rei e três infantes vêm ao Porto comemorar um outro infante. Expõe-se os galões, brilham as dragonas e à volta da praça, geometricamente afastados de tanta monarquia, o povo observa silencioso. Tal como nas outras fotografias, a mudança e o século XX espreitam em cada gesto inconsciente.&lt;br /&gt;A primeira pedra do monumento bem que poderia ser a última de toda uma era. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109519985905875853?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109519985905875853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109519985905875853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/primeira-pedra.html' title='A Primeira Pedra'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109511476134970478</id><published>2004-09-13T23:26:00.000+01:00</published><updated>2004-09-13T23:34:01.733+01:00</updated><title type='text'>Gratia Plena</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Recuperemos a nossa &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/aportar.html"&gt;viagem&lt;/a&gt; até ao dia 4 de Março de 1894.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/189403s.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;O rio agora está invisível sob as arcadas grossas da Mouzinho da Silveira. Já não há veleiros, por isso observemos o Cortejo Cívico e o carro alegórico. Dirigem-se para a Praça do Infante, mais lá em baixo. O vento continua a fazer-se sentir, mas a luz que erradia da fotografia denuncia umas abertas no céu. A grande sombra no pavimento, à esquerda, revela-nos esse mesmo sol e diz-nos as horas. Será o início da tarde.&lt;br /&gt;Em frente, sobre o lado direito, ergue-se um fantasma. É o velho Convento de São Bento de Avé Maria, edifício gradeado e  trágico. Foi erguido no início do século XIX para substituir o velho convento quinhentista que ardeu em 1783. Aparentemente uma história corriqueira: arde um convento, faz-se um novo. Mas a fotografia é, como disse, de 1894. Os sinos do convento não contarão muitas mais &lt;em&gt;Ave Marias&lt;/em&gt;, em 1895 o convento seria &lt;a target="_blank"href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/04/demolir-para-construir.html"&gt; arrasado&lt;/a&gt; para dar lugar à Estação de São Bento, onde o mormente desfiar dos terços foi substituído pelo cavalgar intoxicante do vapor. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109511476134970478?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109511476134970478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109511476134970478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/gratia-plena.html' title='&lt;em&gt;Gratia Plena&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109475313937869039</id><published>2004-09-09T18:55:00.000+01:00</published><updated>2004-09-10T01:49:50.690+01:00</updated><title type='text'>Aere perennius</title><content type='html'> &lt;br /&gt;A propósito de um dos &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-4.html"&gt;enigmas&lt;/a&gt; da Avenida, alguns leitores, como &lt;a target="_blank" href="http://www.pensamentosdiversos.blogspot.com/"&gt;Lino Gomes&lt;/a&gt; e João Medina, mostraram interesse em ler um pouco mais sobre a estátua equestre de D. Pedro IV e, muito especificamente, sobre os escudos que decoram as vertentes N e S do pedestal.&lt;br /&gt;Essa emblemática estátua foi fundida em Bruxelas, por volta de 1860, pelo escultor francês Calmels e custou cerca de 30 contos de réis (30.000$000 réis), uma pequena fortuna para a época, tendo em conta que o rendimento mensal médio de um operário não atingiria os 6$000 réis. Grande parte destes custos foram pagos através de subscrição pública, pela burguesia da cidade, o que revela bem o poder económico do Porto, em meados do século XIX.&lt;br /&gt;O motivo principal para a encomenda do monumento foi a celebração do trigésimo aniversário do &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/os-7500-bravos.html"&gt;desembarque liberal&lt;/a&gt;. Assim, no Verão de 1862 foi colocada em plena Praça Nova (depois Praça de D. Pedro e hoje Praça da Liberdade) a primeira pedra do pedestal. Contudo, a estátua só seria inaugurada em 1866, mais precisamente no dia 19 de Outubro, com a presença do rei D. Luís, neto do próprio D. Pedro IV.&lt;br /&gt;O escudo frontal é igual à réplica que lá se encontra hoje, ou seja, representa as armas nacionais em escudo francês, muito ao gosto da época, coroadas por uma coroa ducal encimada por um dragão com as duas asas abertas. É verdade que a coroa foi partida e retirada durante uns tempos, mas por volta de 2001 foi recolocada, o problema é que desde então alguém teve a ideia acidental de partir o pescoço e a asa esquerda ao dragão...&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/1890.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Estátua equestre de D. Pedro IV, cerca de 1890&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Nesta fotografia, podemos ver que os painéis do pedestal, esculpidos por Joaquim Antunes da Silva, são ainda em mármore. Mais tarde, seriam substituídos pelos actuais, em bronze.&lt;br /&gt;Apesar de D. Pedro continuar igual a si, orgulhoso no seu uniforme de Caçadores Nº.5, entregando a Carta Constitucional ao Porto e ao país, o  plano de fundo da praça é outro. Lá podemos ver a entrada para o velho Café Camanho, vizinho e sucessor dos ancestrais Suíço e Guichard, onde Alexandre Braga e Soares de Passos, Camilo e até Garrett passaram horas, se não dias, mastigando literatices menores e grandes literaturas, misturadas com ginjas de trago menos doce, anunciando certamente a tísica.&lt;br /&gt;Sobre a estátua, ergue-se a torre e parte do telhado dos Congregados.&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/2004.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Estátua equestre de D. Pedro IV, Setembro de 2004&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;E nestes 100 anos, enquanto deixamos os fantasmas dos nossos autores a tertuliar pelo Guichard em torno da perenidade do bronze, houve um mundo inteiro que desabou e outro que se construiu. Nota-se que o dragão já não tem cabeça e o Camanho também já lá não está. No seu lugar ergueu-se o Imperial, hoje em dia meio atarantado pela velocidade que atravessa os seus vitrais &lt;em&gt;Art Deco&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109475313937869039?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109475313937869039'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109475313937869039'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/aere-perennius.html' title='&lt;em&gt;Aere perennius&lt;/em&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109464003627861923</id><published>2004-09-08T11:39:00.000+01:00</published><updated>2004-09-09T00:56:06.853+01:00</updated><title type='text'>Invictamente Marginal.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/mir.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Douro no caminho para a Foz na companhia da vigilante e sonolenta Miragaia, como nós a vimos ontem.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Nesta lenta queda para o anoitecer, observo de forma sensorial a vetusta e ocre Miragaia protegida pelo antigo e oitocentista Horto das Virtudes, onde espécies arbóreas exóticas sobrevivem setentrionalmente junto ao Douro.&lt;br /&gt;Ali encaixada, usando a Alfândega como uma oriental &lt;em&gt;burka&lt;/em&gt; em relação ao Rio, a meio caminho do arco de Edgar Cardoso que espreita, lá longe, junto à Foz, Miragaia pouco mira de onde está.&lt;br /&gt;Sempre foi marginal este encantador recanto. Na Rua do Monte dos Judeus a toponímia ajuda-nos a perceber a exclusão pérfida que a maldita Muralha Fernandina agudizou. Para lá da Porta Nobre, o tempo não foi meigo para ela, com as cheias demoníacas e a saga avassaladora do movimento de transformação urbana que plantou, onde era praia, um ultrajante &lt;em&gt;Muro das Lamentações&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Miragaia é hoje um tesouro guardado nas profundezas do vale do Rio Frio em que o Passeio das Virtudes tem a chave e o segredo para abrir a fechadura cerrada e praticamente inacessível do local onde um dia, em pleno século XV, aportaram uns arménios com os restos de Pantaleão... &lt;br /&gt;E é aqui, por entre um olhar de relance para o Palácio das Sereias ou um desalentado suspiro pelo de Cristal que me deixo embalar pelas palavras redondas do poeta Firmino Mendes, escritas no Passeio da Foz, em Abril de 1998:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;A Marginal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado do rio faz-se a experiência de nunca estar só.&lt;br /&gt;Caminha-se a favor do vento, das águas correntes e&lt;br /&gt;de algumas aves perdidas dos portos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me chames para o lado de dentro dos países nem&lt;br /&gt;para fazer pousada na gruta secreta daquela montanha&lt;br /&gt;coberta de amoras e forrada de líquenes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui, no passo lento de quem não tem certezas nem afectos&lt;br /&gt;vou a caminho da foz. Chegam barcos, saem outros.&lt;br /&gt;Brilha este lado das águas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sombra também caminha e só na distância das ondas&lt;br /&gt;poderá estar o espelho brilhante que fixa a luz à terra&lt;br /&gt;ou a chama ao fascínio." - &lt;strong&gt;Firmino Mendes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109464003627861923?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109464003627861923'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109464003627861923'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/invictamente-marginal_109464003627861923.html' title='Invictamente Marginal.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109452384203508421</id><published>2004-09-07T02:46:00.000+01:00</published><updated>2004-09-07T03:50:39.723+01:00</updated><title type='text'>Alph-Art.</title><content type='html'>&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/05/as-jias-da-castafiore.html" target="_blank"&gt;Como sabem&lt;/a&gt;, a influência de Hergé em mim é absolutamente avassaladora. Acabo de terminar a leitura difícil e imperfeita do álbum incompleto do génio belga da BD, &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tintin e a Alph-Art&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, &lt;a href="http://jn.sapo.pt/2004/08/22/cultura/a_derradeira_aventura.html" target="_blank"&gt;finalmente&lt;/a&gt; editado pela Verbo, e reencontro-me também entre projectos, ideias, sonhos e inimizades inacabadas.&lt;br /&gt;Enquanto me debato com as minhas próprias dúvidas e incertezas, visto a máscara de autor desaparecido tragicamente, à imagem de Hergé, nunca tendo, por isso, finalizado &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Tintin e a Alph-Art&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, e apresento de forma póstuma o post que deveria ter publicado no passado sábado:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:130%;color:#993300;"&gt;&lt;strong&gt;O que eu nunca farei.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/ant.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;Projecto Almadino para uma Praça (B) a meio da Rua 31 de Janeiro(A). Desenho de Teodoro de Sousa Maldonado, em 1789, de um projecto nunca executado.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;O sono, a preguiça e a falta de inspiração impedem-me de dissertar sobre a imagem. Limito-me, por isso, a deixar a minha mente percorrer o raciocínio tonto e confuso que me persegue.&lt;br /&gt;Amanhã, que no fundo é já hoje, tentarei subir mais um degrau na escalada tortuosa a que me propus. Incontornavelmente, a vida é feita de projectos, muitos deles inacabados, como aquele que a imagem revela.&lt;br /&gt;No final do século XVIII, lê-se na planta a intenção de construir uma ambiciosa praça quadrada no íngreme declive de 31 de Janeiro. Lá em cima, a Igreja de Santo Ildefonso (F), na altura defronte da antiga &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/enigma-1.html" target="_blank"&gt;Capela da Senhora da Batalha&lt;/a&gt; (G) e ao lado da Rua de Santa Catarina (H), espreita desconfiada a execução da obra e pisca o olho, em tom sorrateiro, à sua amiga Torre dos Clérigos, que descansa ainda jovem do outro lado do vale do Rio da Vila.&lt;br /&gt;Não restam dúvidas... perante um desafio importante, recordo-me de insucessos passados. Sou um optimista crónico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, não foi a minha morte, mas a falta de qualidade do post e a preguiça de o substituir condignamente que me impediram de o publicar.&lt;br /&gt;Escondo-me agora na pele do imortal Georges Remi e publico a minha versão Alph-Art, também ela inacabada, ilógica e sensaborona, num acto claro de procura rápida de expurgar segredos, pecados e frustrações antigas, &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/04/georges-remi.html" target="_blank"&gt;tal qual&lt;/a&gt; Hergé ao longo da sua obra.&lt;br /&gt;Ah... se viver fosse tão fácil como escrever num blog... &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109452384203508421?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109452384203508421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109452384203508421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/alph-art.html' title='Alph-Art.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109442626141598030</id><published>2004-09-06T01:14:00.000+01:00</published><updated>2004-09-06T18:24:05.033+01:00</updated><title type='text'>Aportar</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Antes de continuarmos a &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/algures-numa-outra-viagem.html"&gt; viagem &lt;/a&gt; até ao dia 4 de Março de 1894, é importante esclarecer um dado importante sobre a Sagres e a navegabilidade do Douro. O &lt;a target="_blank" href="http://fontedasvirtudes.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;POS&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; explica-nos aqui nas &lt;a target="_blank" href="http://fontedasvirtudes.blogspot.com/2004/09/tempos-gloriosos_05.html"&gt;Virtudes&lt;/a&gt; esta questão.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/189402s.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Agora vamos lá dar um salto até ao cais da Ribeira. É ainda Biel que nos mostra alguns guarda-chuvas abertos que em conjunto com o movimento das bandeiras denunciam uma meteorologia antagónica com o espírito do dia.&lt;br /&gt;O navio que está atracado, com os seus dois olhos clássicos e supersticiosos, não transporta nenhuns mirmidões perdidos, traz a primeira pedra a depositar no monumento ao Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;A turba amontoa-se no cais para ver o lítico desembarque, ao fundo adivinha-se uma fanfarra.&lt;br /&gt;O constitucionalismo em peso balança no passadiço improvisado e lá ao fundo, sobre o lado esquerdo, notam-se as duas chaminés de um vapor pesaroso, anunciando o século que se aproxima. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109442626141598030?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109442626141598030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109442626141598030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/aportar.html' title='Aportar'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109431977281543339</id><published>2004-09-04T18:30:00.000+01:00</published><updated>2004-09-04T18:45:16.340+01:00</updated><title type='text'>Algures numa outra viagem</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Ainda a propósito &lt;a target="_blank" href=" http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/algures-onde-nunca-viajei.html "&gt;deste post&lt;/a&gt; do aliado &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;, o leitor &lt;a target="_blank" href="http://www.pensamentosdiversos.blogspot.com/"&gt;Lino Gomes&lt;/a&gt; comentou que gostaria de ver o Douro novamente navegado pelos belos veleiros do passado. Não sei se a actual Sagres conseguiria subir até à Ribeira, o Creoula sei que consegue, já lá esteve há uma meia dúzia de anos. Infelizmente, não cheguei a fotografá-lo.&lt;br /&gt;Mas há sempre outras fotografias,  outros veleiros e outros tempos para pousarmos o olhar.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/1894s.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Esta é a velha corveta Sagres, prima ancestral da actual e homónima barca. Ao contrário da Sagres de hoje, que foi construída na Alemanha, a corveta que vemos na fotografia é portuguesa, foi construída em 1858 e esteve ao serviço até 1898.&lt;br /&gt;Vêmo-la fundeada em frente ao cais de Miragaia, num instantâneo de Emílio Biel, captado na manhã do dia 4 de Março de 1894, aquando das festas do quinto centenário do nascimento do Infante D. Henrique.&lt;br /&gt;Podemos apreciar o grande movimento de pessoas no cais e no Douro, estão todos a aguardar a chegada de um outro navio que traria a primeira pedra para o pedestal do monumento ao Infante D. Henrique, mesmo em frente ao mercado Ferreira Borges.&lt;br /&gt;Muito curiosas, aquelas pessoas parecem respirar algo de festivo, indiferentes ao vento e à chuva ligeira que se fazia sentir nessa manhã. Indiferentes aos 110 anos que nos separam, indiferentes face a esta navegação misteriosa que protagonizam hoje na internet. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109431977281543339?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109431977281543339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109431977281543339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/algures-numa-outra-viagem.html' title='Algures numa outra viagem'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109422202626347056</id><published>2004-09-03T15:11:00.000+01:00</published><updated>2004-09-04T21:56:20.936+01:00</updated><title type='text'>Despertares</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/fausto.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;Hoje acordei com a notícia que a biblioteca de Weimar estava a arder. Localizada mesmo ao lado da casa de Goethe, a biblioteca alojava parte do espólio do poeta e uma enorme colecção de edições raras de Fausto.&lt;br /&gt;Mais tarde, já pela manhã fora, ouvi a notícia que o assalto de resgate à escola de Beslan havia começado. Os sequestradores dispararam contra crianças. Ao que tudo indica, um grupo de alunos que estava aprisionado no sinistro ginásio subterrâneo terá sido assassinado pelos terroristas.&lt;br /&gt;Tudo isto é terrivelmente esmagador e o pior é saber que a única coisa diabólica que anda à solta somos nós, somos todos nós. E é precisamente por isso que não me apetece sair jamais da cama, apetece-me antes sair do mundo. Negociar a alma em troca de dois palmos sossegados num planeta descoberto esta semana. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109422202626347056?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109422202626347056'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109422202626347056'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/despertares.html' title='Despertares'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109417555219599096</id><published>2004-09-03T01:23:00.000+01:00</published><updated>2004-09-03T03:03:54.446+01:00</updated><title type='text'>Algures onde nunca viajei.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/pen.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Porto e o Douro no princípio da década de 70 do século XIX.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Podem não acreditar mas com frequência sonho, durante a noite, em visitá-lo noutra era.&lt;br /&gt;Às vezes, quando acordo, recordo sonhos inteiros da noite passada em que deambulo sozinho pela cidade de outros tempos. Jamais me esquecerei de um sonho trepidante em que passei junto à demolida &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/enigma-1.html"&gt;Capela de Nossa Senhora da Batalha&lt;/a&gt; e penetrei para lá das Portas de Cimo de Vila, rumo ao Arco da Vandoma, num espaço intra-muralhas carregado de negrume e mistério ao bom jeito das arrepiantes séries inglesas de &lt;em&gt;Sherlock Holmes&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Jack, o Estripador&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Por isso, hoje, antes de me deitar, preparo meticulosamente a noite de sono que se aproxima e coloco no &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados &lt;/strong&gt;esta pérola do fotógrafo Domingos Alvão, desvendando o Porto oitocentista na sua versão mais ribeirinha.&lt;br /&gt;Tanto mudou desde então. O apetite voraz da transformação urbana no século XX, tantas vezes exagerado e escusado, percebe-se sobretudo na ausência das pontes, actual imagem de marca da cidade, passados cerca de 140 anos. Mesmo a &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/angstia.html"&gt;Ponte Maria Pia&lt;/a&gt;, de 1877, a mais antiga das que resistem, é vaga notada, lá ao fundo &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/05/l-onde-o-rio-faz-curva.html"&gt;onde o Rio faz a curva&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O único abraço entre Porto e Gaia era, nesta altura, a longínqua Ponte Pênsil que delgadamente assegurava a transição entre as duas margens. Desta perspectiva, vejo o antigo Quarteirão dos Banhos, mesmo aqui na primeira curva, também ele devorado pelas transformações ocorridas com a construção do majestoso edifício da Alfândega e pelo acesso do comboio a partir de Campanhã, numa linha entretanto abandonadamente desactivada.&lt;br /&gt;O ambiente enigmático e nebuloso é acentuado pelo número impressionante de barcos no Douro, auto-estrada privilegiada de outros tempos, sobretudo até à construção do dinâmico Porto de Leixões, na última década da centúria de oitocentos.&lt;br /&gt;Lá ao fundo, no meu último piscar de olhos antes de me deitar, observo o antigo Seminário, em ruínas desde as Guerras Liberais, que hoje é sede do mítico Colégio dos Órfãos, que, no final daquele século, ali se viria a instalar após a saída da Cordoaria. O seu aspecto lúgubre, tenebroso e &lt;a target="_blank" href="http://abrupto.blogspot.com"&gt;sinistro&lt;/a&gt; permanece eterno aos nossos olhos, nas nossas palavras e nos nossos espíritos.&lt;br /&gt;Enquanto olho para a cama aberta do meu quarto temo, em vez de um sonho, ter preparado um pesadelo... &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109417555219599096?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109417555219599096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109417555219599096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/algures-onde-nunca-viajei.html' title='Algures onde nunca viajei.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109408584677982136</id><published>2004-09-02T01:42:00.000+01:00</published><updated>2004-09-02T02:01:44.316+01:00</updated><title type='text'>Ainda hoje o ouço sem o ouvir.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/gomes.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Sol, o Mar e a Foz do Douro, vistos da barra, no final de Julho de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Inevitavelmente, com a entrada rápida em Setembro, a sensação de fim acentua-se. Enquanto o Verão se escapa como areia por entre os dedos da minha mão, continuo perdido, como &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/e-de-novo-o-norte.html/" target="_blank"&gt;antes&lt;/a&gt;, nas malhas do vento do Norte, experimentando a amplitude barométrica, ali mesmo, junto ao lugar onde o rio abraça o mar.&lt;br /&gt;Do outro lado, lá longe, de onde vem a Nortada, o &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/norte-do-norte.html"&gt;Farol de Felgueiras&lt;/a&gt; aponta para o imenso azul do céu, na extremidade beligerante de um dos pontiagudos paredões da Foz. Daqui, o tacto afável de Cadouços ainda se sente, envolvido nos aromas marítimos do Atlântico.&lt;br /&gt;É então aí que nunca sei se morri ou nasci, aguardando inerte a próxima vaga. Enquanto espero, recordo-me indistintamente de uns versos de um poeta da Invicta que li em incerto Verão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Nota prévia do autor: "&lt;em&gt;Na adolescência, o Mar da Foz do Douro entrava, durante as férias, no meu destino.&lt;/em&gt;")&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assim o mar. Ainda hoje o ouço sem o ouvir&lt;br /&gt;na espuma como dantes nos paredões da Foz.&lt;br /&gt;(«Cala-te» - ordenei-lhe mais tarde com outra voz.)&lt;br /&gt;Mas aos vinte anos andava eu de penedo em penedo,&lt;br /&gt;de praia em praia, de sol em sol, em busca do cofre&lt;br /&gt;onde fechara este segredo,&lt;br /&gt;agora finalmente revelado:&lt;br /&gt;«não há vida nem morte,&lt;br /&gt;mas um conjunto&lt;br /&gt;de sonho,&lt;br /&gt;futuro,&lt;br /&gt;presente,&lt;br /&gt;passado&lt;br /&gt;- angústia de mesmo sem começar, tudo ter acabado há&lt;br /&gt;muito.»&lt;/em&gt; - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;José Gomes Ferreira&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Mais info &lt;a href="http://www.citi.pt/cultura/literatura/poesia/j_g_ferreira/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;) &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. – Ontem, um amigo de longa data, a quem dedico este post, exilado há muito na capital portuguesa, deu-me uma notícia extraordinária. Dada a sua partida em breve para terras gaulesas, espero que continue a matar saudades da Invicta por aqui. Parabéns, Rodrigo!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109408584677982136?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109408584677982136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109408584677982136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/ainda-hoje-o-ouo-sem-o-ouvir.html' title='Ainda hoje o ouço sem o ouvir.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109399677787389366</id><published>2004-09-01T00:17:00.000+01:00</published><updated>2004-09-01T02:57:49.176+01:00</updated><title type='text'>E, de novo, o Norte. </title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/fini.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O cabo Finisterra, a Norte do meu Norte, como o vi contigo, no final de tarde de 24 de Agosto de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt; A existência de um sentimento setentrional na cidade Invicta, inigualável por qualquer outra latitude, já foi abordada nesta &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Foi por aí que passeamos quando transcrevi o &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/lembrar-os-nossos-6.html"&gt;poema&lt;/a&gt; de José Gomes Ferreira sobre a sua partida para a Noruega a partir do Porto, ou quando dissequei as &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/n.html"&gt;três vinhetas&lt;/a&gt; nórdicas do virtuoso Hergé, no álbum "A Ilha Negra" das Aventuras do Tintin, ou ainda quando lembrei as &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/norte-do-norte.html"&gt;palavras&lt;/a&gt; enevoadas do algarvio Roberto Nobre e a sua percepção da Cidade da Virgem, e, sobretudo, quando divaguei geograficamente sobre o &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/norte_02.html"&gt;sentimento boreal&lt;/a&gt; que me assola junto ao Porto Atlântico dos finais de tarde onde há sempre partidas e chegadas, no meu caminho para casa.&lt;br /&gt;Foi esse Porto, melancólico e marítimo, nocturno e intemporal, que encontrei nas palavras do extraordinário &lt;strong&gt;&lt;em&gt;José Rodrigues Miguéis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Alfacinha, tenho um fraco pelo Porto desde que, menino, acompanhei a família na primeira jornada ao Norte e à Galiza. Ainda hoje, ao cabo de exílios e tormentas, ao ouvir alta noite as sereias dos vapores que cruzam o Hudson, me assalta a inexplicável nostalgia do Porto.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi esta &lt;em&gt;inexplicável nostalgia do Porto&lt;/em&gt; que senti profundamente ao ver, longínqua e altiva, aquela lança apontada no mar, numa das minhas muitas &lt;em&gt;jornadas&lt;/em&gt; à Galiza, onde em tempos o Homem julgou que a Terra terminava. &lt;br /&gt;Daqui, alcancei o rodopio luminoso do farol e ouvi deliciado a sereia sedenta, através das sólidas rochas graníticas do confim, por entre o odor intenso a maresia agreste e o rubor facial quente e contrastante, aligeirado pelo acentuar gradual do soturno escurecer.&lt;br /&gt;Aquela pequena embarcação, sozinha e isolada, desvia os meus olhos castanhos pelo azul profundo do fim do mundo e naufraga a minha mente nos entardeceres oceânicos da minha terra. &lt;br /&gt;De novo, sinto-me no caminho de volta a casa. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;   &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109399677787389366?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109399677787389366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109399677787389366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/09/e-de-novo-o-norte.html' title='E, de novo, o Norte. '/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109391332966171561</id><published>2004-08-31T01:00:00.000+01:00</published><updated>2004-08-31T02:09:40.486+01:00</updated><title type='text'>Enigma 5.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/cross.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;Como prometido, continuamos a série de enigmas sobre a cidade do Porto, aguardando ansiosamente a vossa participação através da caixa de comentários.&lt;br /&gt;Já tínhamos abordado no &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; o esquecimento a que foram votados os antigos cruzeiros do Porto e a sua importância para a leitura da cidade actual. Fizemo-lo para a Cruz do Largo da Ramadinha, o Senhor da Consolação (&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/cruzeiro.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/largo-da-ramadinha.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;), e para a Cruz do Largo do Padrão, o Senhor do Divino Amor e Almas (&lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/x-marks-spot.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/largo-do-padro-das-almas.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;). Hoje, é um cruzeiro seiscentista da Invicta que serve de inspiração para mais uma charada. Ora prestem atenção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estive na Rua da Coragem&lt;br /&gt;e nunca na Golegã.&lt;br /&gt;Para Oriente vi-te passar,&lt;br /&gt;rumo à rima de amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Formiga sobre o Alpendre,&lt;br /&gt;na travessa do descanso,&lt;br /&gt;se o apanhares lá em baixo...&lt;br /&gt;Então nunca mais te alcanço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas respostas tens de dar&lt;br /&gt;para saberes quem eu sou.&lt;br /&gt;Onde foi que eu estive?&lt;br /&gt;Onde será que eu estou?&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S.- Através do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.porto.taf.net/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A Baixa do Porto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; ficamos a saber de uma petição para salvar o cinema Águia D'Ouro. Para quem a quiser assinar o caminho é &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.petitiononline.com/aguia/petition.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;este&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;. Eu já assinei!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109391332966171561?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109391332966171561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109391332966171561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-5.html' title='Enigma 5.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109382629962288893</id><published>2004-08-30T01:37:00.000+01:00</published><updated>2004-08-30T02:42:01.470+01:00</updated><title type='text'>O arco íngreme da Ponte.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/pia.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Ponte Maria Pia vista por mim no final de Maio de 2004, a partir da esquecida linha da Alfândega.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Já &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/06/ainda-as-fontainhas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; tinha falado da forma como as memórias do meu avô me transportam deliciosa e nostalgicamente para um Porto de outros tempos. Hoje, durante um prolongado jantar, encaminharam-me para próximo da ponte Maria Pia, ela que curiosamente tinha sido &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/angstia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; debatida durante a passada semana, na longínqua década de 30, através dos seus olhos profundos, onde a mágoa e a saudade são sempre ultrapassadas por uma gargalhada aberta de episódios absolutamente trágico-hilariantes. &lt;br /&gt;Falou-me das traquinices de duas mãos cheias de amigos que, com sede de façanhas e aventuras, trepavam pelo arco da Ponte de Ferro, enquanto o &lt;em&gt;Zé da Ponte&lt;/em&gt;, guarda da linha, com casa do lado de Gaia, os apedrejava com a brita que sustentava os carris, procurando de forma hostil, sempre sem sucesso, desmotivar tal engenho.&lt;br /&gt;No meio daquela horda de travessos, capazes das maiores tropelias, muito além da louca e suicida subida da ponte Maria Pia pelo arco, destacava-se o &lt;em&gt;Ernesto "Manquinho"&lt;/em&gt;, cingido pela inata ausência de uma mão e dos dois pés. &lt;em&gt;Ernesto&lt;/em&gt; era um rapaz doente, que acabou tuberculoso, situação tão comum na densa São Victor de outros tempos, oriundo de uma família massacrada pelos contornos sinuosos da vida, com um irmão também ele problemático e mudo. &lt;br /&gt;&lt;em&gt;Ernesto&lt;/em&gt;, ainda que claramente limitado pela sua profunda deficiência física, não só se atirava para o Douro do tabuleiro inferior da ponte Luís I, como executava na perfeição a subida da ponte ferroviária, não com a técnica do meu avô e dos compinchas, mas através de uma arte própria, graças aos mínimos cravos de ferro da ponte, pelos quais, com uma destreza inigualável, trepava pela obra de Eiffel, condicionado ainda pelo concurso de pontaria do &lt;em&gt;Zé da Ponte&lt;/em&gt;. Ernesto, o meu avô e os restantes parceiros de brincadeira, visavam atingir de forma célere o "Monte do Seminário", de regresso a casa após os refrescantes mergulhos no Douro em Agostos bem mais quentes que este que acabamos de viver.&lt;br /&gt;Desses dez temerários, só sobra o meu octogenário avô. O &lt;em&gt;Ernesto "Manquinho"&lt;/em&gt; morreu de tuberculose, numa ilha pequena da Rua de São Victor, agravada por uma valente sova de uns vizinhos de apelido &lt;em&gt;Nobre&lt;/em&gt;, por motivos que já ninguém lembra. Os outros, lentamente, um por um, têm partido para lá da Ponte e do Rio, para lá do Porto e da Vida. &lt;br /&gt;Hoje, irónica e perpetuamente, descansam no &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/05/oriental-terra-patrum.html"&gt;Prado do Repouso&lt;/a&gt;, ali mesmo junto à Ponte de todas as aventuras e proezas.&lt;br /&gt;Não foi contudo nenhuma das subidas alienadas pelo arco de ferro da ponte Maria Pia que conduziram às suas despedidas. A louca fantasia das crianças, ao jeito criativo de &lt;a target="_blank" href="http://www.btinternet.com/~ajarvis/blyton/blyton.htm"&gt;Enid Blyton&lt;/a&gt;, é sempre mais saudável que a tirana monotonia da rotina dos adultos. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109382629962288893?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109382629962288893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109382629962288893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/o-arco-ngreme-da-ponte.html' title='O arco íngreme da Ponte.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109382393741668752</id><published>2004-08-29T23:00:00.000+01:00</published><updated>2004-08-30T01:04:20.273+01:00</updated><title type='text'>Solução do enigma 4</title><content type='html'>Os nossos leitores &lt;a target="_blank" href="http://oblogdoalex.blogspot.com/"&gt;Alex&lt;/a&gt; e &lt;a target="_blank" href="http://www.pensamentosdiversos.blogspot.com/"&gt;Lino Gomes&lt;/a&gt; foram de facto rápidos e precisos na solução do enigma 4, contudo, aqui vai a solução completa.&lt;br /&gt;A imagem apresentada no enigma 4 é um pormenor do painel oriental do pedestal da estátua equestre de D. Pedro IV, de autoria do escultor francês Calmels.&lt;br /&gt;A estátua, que merecerá um post mais desenvolvido  (nomeadamente para esclarecer o leitor &lt;strong&gt;João Medina&lt;/strong&gt; quanto à questão do restauro dos brasões), foi forjada em Bruxelas e inaugurada na antiga Praça Nova, actual Praça da Liberdade, no dia 19 de Outubro de 1866, sob a presença real de D. Luís I.&lt;br /&gt;Os painéis originais eram em mármore, contudo, a erosão e algum vandalismo fizeram com que fosse necessário substitui-los por estas reproduções em bronze. Actualmente,  os originais encontram-se algures (não faço ideia onde) no quartel da Praça da República.&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/painel.jpg"&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Painel oriental do pedestal da estátua de D. Pedro IV&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Observando o painel completo, podemos ver ao centro um homem envergando um uniforme de oficial militar que entrega uma pequena urna a um grupo de quatro homens à sua esquerda. Trata-se possivelmente do Conde de Campanhã que foi encarregado de entregar o coração do recém falecido D. Pedro IV à Câmara Municipal do Porto, os quatro homens que recebem a urna são membros do senado portuense.&lt;br /&gt;À esquerda, temos o pormenor apresentado no enigma, onde vemos mais um elemento da Câmara Municipal do Porto e um oficial militar que cobre a rosto em pranto e tapa quase completamente uma terceira personagem.  Atrás dos três homens está o pequeno sarcófago que irá alojar a urna (encontra-se hoje na Lapa, também no Porto), numa das faces do sarcófago vemos a inicial &lt;strong&gt;P&lt;/strong&gt; e o numeral &lt;strong&gt;IV&lt;/strong&gt; coroados; trata-se do monograma real de D. Pedro IV (&lt;em&gt;Petrvs IV&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;Do lado direito do painel vemos ainda cinco soldados de infantaria e duas figuras populares: um homem cabisbaixo e triste e uma mulher de cabeça coberta que ergue o os olhos para o céu. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109382393741668752?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109382393741668752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109382393741668752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/soluo-do-enigma-4.html' title='Solução do enigma 4'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109370309970691166</id><published>2004-08-28T15:20:00.001+01:00</published><updated>2004-08-29T17:43:57.310+01:00</updated><title type='text'>A Leste do Norte</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/douro.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;O terreno é acidentado e agreste, o sol queima, sufoca-nos o corpo, mas em cada curva do caminho há um magnetismo que me atrai.&lt;br /&gt;Aqui, onde o xisto rasga a imensidão do olhar, respiramos o Alto Douro, o ponto intermédio onde do fundo dos vales se vai gerando, com um vagar de natureza pura, a essência do espírito que vem desaguar ao Porto. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109370309970691166?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109370309970691166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109370309970691166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/leste-do-norte_28.html' title='A Leste do Norte&lt;p&gt;'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109363243467754203</id><published>2004-08-27T19:18:00.000+01:00</published><updated>2004-08-27T19:47:14.676+01:00</updated><title type='text'>A vegetação e o mar. O Verão a terminar...</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/fox.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O mar junto à Avenida de Montevideu, no Porto, Agosto de 2003.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;Os ponteiros desconexos do meu velho relógio caminham lentamente no mostrador transparente e revelam-me a chegada de Setembro. A cada esgar do meu olhar, o mar parece-me irritantemente perturbado e o Sol, caindo incontornavelmente no horizonte, suavemente calmo e relaxado. O Verão está para terminar. &lt;br /&gt;Lembro-me então de um poeta algarvio. Assim viu ele o mar da foz do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;Nem só no mar se navega, também&lt;br /&gt;nas sombras e nos charcos da cidade inacabada&lt;br /&gt;e já ruína&lt;br /&gt;um homem se exalta e entristece&lt;br /&gt;com as ondas precárias dos seus irmãos&lt;br /&gt;nascendo e caindo na foz&lt;br /&gt;quotidiana. Nem só no mar,&lt;br /&gt;onde vivi outro rumor, nem só no sal que me lembra&lt;br /&gt;o sabor do peixe antigo,&lt;br /&gt;um homem naufraga. Também &lt;br /&gt;nas casas velhas e nas ruas cansadas&lt;br /&gt;as formigas imperceptíveis da morte&lt;br /&gt;cumprem o seu destino. Inclino-me&lt;br /&gt;sob o vento&lt;br /&gt;e defendo a natureza da minha&lt;br /&gt;voz: vegetação&lt;br /&gt;tão vária, tão paciente&lt;br /&gt;como as ondas do mar da foz" - &lt;strong&gt;Casimiro de Brito&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(Mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.instituto-camoes.pt/cvc/poemasemana/21/verao2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109363243467754203?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109363243467754203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109363243467754203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/vegetao-e-o-mar-o-vero-terminar.html' title='A vegetação e o mar. O Verão a terminar...'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109348674496569391</id><published>2004-08-26T02:39:00.000+01:00</published><updated>2004-08-26T03:19:04.966+01:00</updated><title type='text'>Angústia.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/maria.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;A Ponte Maria Pia sobre o Douro, vista por mim, a partir de Gaia, na passada semana.&lt;/blockquote&gt; O tempo cinzento que me protegeu quando tirei esta fotografia, acompanha o destino da centenária peça que está à minha frente. Basta-me dar uns passos em frente e choco com o portão, versão tripeira do muro de Berlin, que me impede de circular sobre a ponte Dona Maria. &lt;br /&gt;Não deixa de ser irónico! O Rio que deveria unir, separa os dois municípios. A ponte que deveria abraçar, desirmana as duas cidades. &lt;br /&gt;Foi em 1877 que o primeiro comboio por aqui passou. Se me silenciar e prestar atenção, o eco da sua passagem faz ricochete no colégio dos Órfãos, pálido lá no fundo, e regressa à velocidade de um raio, penetrando silenciosamente no meu ouvido duro. Nessa altura, na década de 70 da centúria de oitocentos, Eiffel ainda não tinha produzido a Torre, que só surge cerca de 12 anos depois. &lt;br /&gt;Passados cerca de cento e vinte e sete anos, a torre Eiffel é um dos monumentos mais procurados do planeta, uma fonte gigantesca de receitas e um passaporte seguro para a chegada de turistas. A nossa ponte, passado o mesmo tempo, é inexplicavelmente um empecilho dispendioso, segundo os que nos dirigem, e mesmo a sua fama, granjeada à custa da sua idade e sobretudo da assinatura de quem a concebeu, é-lhe tantas vezes roubada em detrimento da ponte Luís I, de Teófilo Seyrig. &lt;br /&gt;O Porto Oriental é tantas vezes assim. Esquecido, incompreendido, desvalorizado injustamente. Aqui temos nós uma peça valiosíssima, com a assinatura de um nome de importância mundial, exemplo em estudos internacionais da arquitectura do ferro, e, por aqui, nem serve de atracção turística, nem de apoio à circulação ou ao serviço da cidade. Se não é possível outra adaptação (Metro ou automóvel), porque não fazer uma via de circulação de peões e bicicletas?&lt;br /&gt;As verdes ervas daninhas e restantes formações vegetais mais ou menos dignas que crescem à minha frente sorriem e aplaudem o esquecimento da ponte. Elas são seguramente as únicas beneficiadas de tal descuido, fruto da marginalização que o espaço leste da cidade tem sofrido ao longo dos anos. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109348674496569391?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109348674496569391'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109348674496569391'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/angstia.html' title='Angústia.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109346876394385816</id><published>2004-08-25T21:50:00.000+01:00</published><updated>2004-08-25T22:33:02.240+01:00</updated><title type='text'>Somethings are better left unsaid.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/couralads.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Cartaz do Festival de Paredes de Coura de 1998.&lt;/blockquote&gt;Terminada a edição deste ano do &lt;em&gt;Festival de Paredes de Coura&lt;/em&gt;, apetece-me recordar o longínquo ano de 1998, quando um antropomórfico girassol dançou naquele gigantesco palco, perante os sons lânguidos de uma guitarra e a doce melodia de um Farfisa TK100.&lt;br /&gt;Tudo isto aconteceu durante o concerto de uma banda portuense que, instantes depois daquele passo de dança apaixonado, dedicou nostalgicamente uma canção à cidade Invicta. No momento seguinte, referindo-se à cidade do Porto, o cantor desafinado sibilava trauteando as seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sunset at five&lt;br /&gt;goodtime for a dive&lt;br /&gt;in the peculiar place&lt;br /&gt;after your kiss in my face...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados seis anos desse momento, fica aqui, no &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;, o transporte rápido para essas memórias. Hoje, olhando para trás, perante a curta e inebriante cadência das imagens passadas, muitas memórias parecem inventadas, muitos degraus parecem inatingíveis.&lt;br /&gt;Este espaço é para quem, lá no fundo da memória, se recorda. E para quem, não se recordando, queira imaginar aquela que eu queria como a mais nórdica das bandas.&lt;br /&gt;Nele poderão ler &lt;a target="_blank" href="http://ladsband.blogspot.com/"&gt;todos os poemas&lt;/a&gt;, espreitar &lt;a target="_blank" href="http://ladsphotos.blogspot.com/"&gt;muitas relíquias&lt;/a&gt;, sentir o pulsar de &lt;a target="_blank" href="http://ladsdiary.blogspot.com/"&gt;quem viveu a experiência no momento &lt;/a&gt;e perceber os &lt;a target="_blank" href="http://ladspress.blogspot.com/"&gt;impactos&lt;/a&gt; que o movimento criava.&lt;br /&gt;Este é um espaço dedicado à banda cuja música Jorge Manuel Lopes, do &lt;a target="_blank" href="http://viarapida.blogspot.com/"&gt;Via Rápida&lt;/a&gt;, um dia definiu como "&lt;em&gt;reflexões existencialistas de quarto de adolescente tardio&lt;/em&gt;": os &lt;span style="color:#000066;"&gt;Lads&lt;/span&gt;. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S.- O diário foi escrito online e está em inglês, não só porque o intuito era criar uma banda de dimensões interplanetárias como, na altura, a utilização do cyberespaço em Portugal era reduzida. Qualquer comentário que queiram deixar, façam-no nesta caixa de comentários em baixo e não no site dos &lt;span style="color:#000099;"&gt;Lads. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Obrigado&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109346876394385816?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109346876394385816'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109346876394385816'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/somethings-are-better-left-unsaid.html' title='Somethings are better left unsaid.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109330779437758694</id><published>2004-08-24T01:07:00.000+01:00</published><updated>2004-08-24T02:33:23.813+01:00</updated><title type='text'>Lembrar os nossos. (12)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/cais.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;O Cais da Ribeira do Porto, como eu o vi, na noite de 8 de Maio de 2004, depois de uma viagem ao Sul.&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Cais da Ribeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem todas as cidades são feitas de pedra&lt;br /&gt;como esta que traça os contornos da terra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;frio e duro sotaque do rio&lt;br /&gt;voz da pedra com que as crianças&lt;br /&gt;vão renovando o musgo&lt;br /&gt;casca de peixe tripa de fruta&lt;br /&gt;traço dos mapas com que se conhece o mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Medusa a górgona morreu aqui -&lt;br /&gt;sustinha o nervo escuro das águas&lt;br /&gt;contra a goela do tempo" - &lt;strong&gt;Paulo Pais&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. - O &lt;/span&gt;&lt;a target="_blank" href="http://www.viadupla.weblog.com.pt/"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Via Dupla &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;tem um bilhete de partida para um passado recente, mas brevemente longínquo. Não o percam! Se o fizerem, sentir-me-ei com um peso maior que o do &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Preto da Casa Africana&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;. Obrigado, JPC, pelo eternizar de uma imagem. São posts como &lt;a target="_blank" href="http://viadupla.weblog.com.pt/arquivo/2004_08.html#144119"&gt;este&lt;/a&gt; que alimentam a vontade de continuar a blogar.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109330779437758694?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109330779437758694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109330779437758694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/lembrar-os-nossos-12.html' title='Lembrar os nossos. (12)'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109323301283254739</id><published>2004-08-23T03:31:00.000+01:00</published><updated>2004-08-23T06:08:28.086+01:00</updated><title type='text'>Solução para o Enigma 3.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/palma.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Extracto da Planta do Porto de 1892, de Telles Ferreira.&lt;/blockquote&gt;Apesar do &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-3.html"&gt;Enigma 3&lt;/a&gt; não ter sido um problema matemático, Paulo Araújo resolveu-o com o mesmo brilhantismo com que escreve no seu blog &lt;a target="_blank" href="http://dias-com-arvores.blogspot.com/"&gt;Dias com Árvores&lt;/a&gt;. &lt;strong&gt;Os meus parabéns!&lt;/strong&gt; Sinceramente, quando coloquei o &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-3.html"&gt;Enigma 3&lt;/a&gt;, nunca pensei que, passado apenas uma hora, uma parte considerável da resposta já tivesse sido encontrada.&lt;br /&gt;O extracto do mapa de 1892 de Telles Ferreira, ajuda-nos a identificar o local em questão. De facto, e tal como o nosso digníssimo leitor apontou, trata-se de um edifício oitocentista (a &lt;span style="color:#ff99ff;"&gt;rosa&lt;/span&gt; no mapa) que se localiza na Rua de Barão de São Cosme, na cidade Invicta. Daí as referências na charada: "&lt;em&gt;Agora sou pobre barão&lt;/em&gt;", "&lt;em&gt;Tenho tiques de nobreza&lt;/em&gt;" e "&lt;em&gt;Protejo sempre quem nos cura e sou amigo do Damião&lt;/em&gt;" dado estes serem os santos protectores dos médicos e dos enfermeiros, São Cosme e São Damião.&lt;br /&gt;O "&lt;em&gt;casarão aprumado, escondido e grandalhão&lt;/em&gt;" ficava na antiga Rua da Palma (&lt;em&gt;"vivi na Rua do Óleo"&lt;/em&gt;), desaparecida com abertura das chamadas "Ruas Novas", a partir de 1882, na qual se inclui a Rua do Barão de São Cosme. A frescura destas ruas em 1892, cerca de 10 anos depois, pode ser deduzida no mapa pela ausência de edificações, quer em Barão de São Cosme, quer em Joaquim António de Aguiar, Duque de Palmela, Duque da Terceira ou Duque de Saldanha, hoje em dia absolutamente edificadas. Decalcada a &lt;span style="color:#ff0000;"&gt;vermelho&lt;/span&gt; no mapa encontra-se a Rua do Conde das Antas, que jamais foi iniciada, dado interferir com o Cemitério do Prado do Repouso, no seu caminho até ao Largo Soares dos Reis.&lt;br /&gt;O mapa de 1892 permite ainda tirar mais algumas ilações. Podemos deduzir que o casarão fotografado no &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-3.html"&gt;Enigma 3&lt;/a&gt; é anterior a 1882 e que, graças à configuração do jardim (a &lt;strong&gt;negro&lt;/strong&gt; no mapa) e à presença da Araucária que ajudou Paulo Araújo a desvendar o Enigma, o seu primeiro proprietário seria provavelmente um retornado brasileiro, à imagem de muitos outros exemplos no Porto e em particular na parte Oriental da cidade.&lt;br /&gt;Pessoalmente, ainda mais interessante parece a descontinuidade criada pela manutenção de parte da antiga Rua da Palma na Rua Barão de São Cosme. Decalcado a &lt;span style="color:#009900;"&gt;verde&lt;/span&gt; está o traçado actual da Rua, mas que mantém em recuado a antiga fachada da Rua da Palma, de onde tirei a fotografia (ponto &lt;span style="color:#3333ff;"&gt;azul&lt;/span&gt; no mapa). A restante adaptação topográfica é realizada através de uma pequena escadaria que resolve a descontinuidade entre a actual Rua do Barão de São Cosme e o antigo percurso da Rua da Palma. O espaço em questão, de forma triangular e parcialmente com contornos a &lt;span style="color:#009900;"&gt;verde&lt;/span&gt; no mapa, em vez da pensada edificação, tem actualmente um pequeno jardim. O casarão em análise teve nos últimos 60 anos função industrial. Ali teve lugar, até recentemente, a fábrica dos eléctricos "Fogões Meireles", equipamento muito em voga na primeira fase da construção dos bairros sociais, vindos da Rua de São Victor, na década de 50 do século XX, onde produziam os desaparecidos fogões circulares. Actualmente, segundo me constou, o espaço é ocupado por um tintureiro.&lt;br /&gt;Depois da solução final do Enigma 4, a ser dada pelo aliado &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;, preparem-se &lt;em&gt;religiosamente&lt;/em&gt; para o Enigma 5... &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109323301283254739?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109323301283254739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109323301283254739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/soluo-para-o-enigma-3.html' title='Solução para o &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-3.html&quot;&gt;Enigma 3&lt;/a&gt;.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109320719515250312</id><published>2004-08-22T21:38:00.000+01:00</published><updated>2004-08-22T21:39:55.153+01:00</updated><title type='text'>"Outra vez, outra vez..."</title><content type='html'>O Benfica está de parabéns.&lt;br /&gt;Para além de só ter perdido 1-0 com a equipa B do actual Campeão Europeu, ganhou também um reforço fantástico para a nova época. Falo de Xistra, Carlos Xistra, que demonstrou ter lugar na equipa titular encarnada dada a forma como, em particular nos últimos 20 minutos do jogo da Supertaça Cândido de Oliveira, criou lances sucessivos de perigo junto à área adversária. O reforço, contratado por José Veiga, flanqueou o jogo da sua equipa através de cantos consecutivos e arrancou amarelos inimagináveis aos azuis e brancos, encantando a falange de apoio vermelha. Segundo fonte próxima ao &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;, Zahovic terá mesmo afirmado os seus receios: "Com um playmaker destes, não tenho lugar na equipa. O Xistra é um número 10...". Tudo indica que semana sim, semana não, Xistra alternará entre o Benfica e o Estoril.&lt;br /&gt;Contudo, as boas notícias não param por aqui na equipa deca-derrotada do Campeonato português. Álvaro Magalhães, treinador adjunto dos encarnados e indivíduo conhecido pela sua calma e ponderação, venceu, em Vila Moura, na semana passada, o prestigiado troféu "Paulo China". Ricardo Sá Fernandes, conhecido advogado adjunto de Serra Lopes, saiu do evento claramente abalado por uma derrota não esperada. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109320719515250312?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109320719515250312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109320719515250312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/outra-vez-outra-vez.html' title='&quot;Outra vez, outra vez...&quot;'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109302200869805199</id><published>2004-08-20T18:09:00.000+01:00</published><updated>2004-08-20T18:13:28.696+01:00</updated><title type='text'>A Máquina do Tempo.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/metro.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Uma estação do Metro do Porto, numa noite quente de Junho de 2004.&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;"O risco peculiar assentava na possibilidade de eu encontrar alguma substância no espaço em que, eu ou a máquina, ocupávamos. Enquanto eu viajasse a uma alta velocidade através do tempo, isto pouco importava. (...) Mas parar envolvendo-me, molécula por molécula, com o que quer que se dispusesse no meu caminho, significaria colocar os meus átomos com um contacto de tal forma íntimo com o obstáculo, que iria resultar numa profunda reacção química, provavelmente uma explosão de consequências distantes, e atirar-me-ia, a mim e ao meu ser físico, fora de qualquer possível dimensão, para dentro do Desconhecido." - &lt;strong&gt;H. G. Wells&lt;/strong&gt;, A Máquina do Tempo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente, &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/nove-amanhs.html"&gt;nove amanhãs&lt;/a&gt; depois, o Porto encontra-se perdido no tempo. &lt;br /&gt;E esta máquina veloz transporta-me para tão longe. E eu, pequeno, inocente, menino, sonho com o tempo, com o tictac do relógio, dentro e fora dos Trolleys, do Bolhão a Santa Catarina, pela mão da minha mãe. Afinal, o que mudou? A mesma faísca, os mesmos bancos, a mesma espera, o mesmo mecanismo confuso, vezes sem conta...&lt;br /&gt;Na verdade, tudo está temporal e espacialmente diferente. Hoje, regresso ao ponto de partida, por entre as luzes da noite, pequeno, inocente e menino.&lt;br /&gt;É verdade e anacrónico, disforme e ilusório, ainda sonho com o tempo. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109302200869805199?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109302200869805199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109302200869805199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/mquina-do-tempo.html' title='A Máquina do Tempo.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109294340849046316</id><published>2004-08-19T20:11:00.000+01:00</published><updated>2004-08-19T23:15:32.766+01:00</updated><title type='text'>Memória de elefante.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/lar.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Planta do bairro dos Laranjais, um dos primeiros projectos de expansão urbana liderados por João de Almada, aproximadamente no local por onde desfila, hoje em dia, a Avenida dos Aliados e que terminava, a Norte, na Praça da República, antigo Campo de Santo Ovídio.&lt;/blockquote&gt;“&lt;em&gt;Sua excelência (&lt;strong&gt;João de Almada e Melo&lt;/strong&gt;) é de muita idade e parece-se muito com um esqueleto, tem o corpo fraco e pequeno, um nariz em bico de águia, muito curvo&lt;/em&gt;.” - &lt;strong&gt;Arthur William Costigan&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o presidente da Câmara do Porto, Dr. Rui Rio, &lt;a href="http://www.cm-porto.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=455902&amp;ID=1212" target="_blank"&gt;homenageia&lt;/a&gt; homens que, independentemente do seu valor, pouco ou nada têm a ver com a cidade do Porto, mas com forte carga mediática, eu, no meu canto do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;, recordo e celebro o aniversário do nascimento de &lt;strong&gt;João de Almada e Melo&lt;/strong&gt;, o grande obreiro da expansão urbana do Porto na centúria de setecentos e principal responsável pela organização do espaço a que hoje em dia designamos por &lt;em&gt;Baixa do Porto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A “Invicta”, à entrada da segunda metade do século XVIII, necessitava desesperadamente de uma intervenção urbanística para que pudesse acompanhar as metamorfoses que se iam sucedendo por toda a Europa, incluindo a brutal transformação encetada pelo Marquês do Pombal em Lisboa no período imediatamente a seguir ao Terramoto de 1755. Colocar o Porto às portas da modernidade foi o papel principal da Junta de Obras Públicas, liderada por João de Almada e Melo, entre 1758 e 1786, através da abertura radial da cidade com alinhamentos, rectificações, rasgos e melhoramentos de ruas como a de Cedofeita, a de Santa Catarina, a de São João ou a de Santo Ildefonso, entre tanta outra obra.&lt;br /&gt;Esta política, esta visão, esta determinação mereciam um outro reconhecimento que a cidade jamais soube elevar.&lt;br /&gt;Para além dos maus-tratos que, já na altura, João de Almada e Melo, o homem com &lt;em&gt;um nariz em bico de águia&lt;/em&gt;, recebeu por parte da Igreja, sobretudo pela forma como atentou contra o seu poder territorial, é inadmissível que se continue a esquecer aquele que é o rosto, o cérebro e o esqueleto do centro do Porto.&lt;br /&gt;E quando observo à distância &lt;a href="http://www.cm-porto.pt/pageGen.asp?SYS_PAGE_ID=455902&amp;amp;ID=1216" target="_blank"&gt;discussões patéticas&lt;/a&gt; na nossa edilidade, sobre topónimos a serem atribuídos a novos arruamentos, sobretudo com intuitos eleitoralistas e de interesse e valorização pessoal, perturba-me que não se recorde, não se engrandeça e não se perpetue em formato físico (e porque não uma estátua?) a memória de um dos grandes responsáveis pelo crescimento urbano do Porto, nos últimos dois séculos.&lt;br /&gt;Se exceptuarmos a memória toponímica da Rua do Almada, que tantas vezes é erradamente atribuída a seu filho Francisco de Almada e Mendonça, nada mais resta na cidade que evoque ou imortalize aquele que, no passado Domingo, dia 15 de Agosto, celebraria 301 anos de idade.&lt;br /&gt;A falta de memória é a maior das vergonhas. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109294340849046316?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109294340849046316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109294340849046316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/memria-de-elefante.html' title='Memória de elefante.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109282855702466471</id><published>2004-08-18T12:14:00.000+01:00</published><updated>2004-08-18T13:05:07.483+01:00</updated><title type='text'>Enigma 4</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/enigma04.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;Aqui está mais um enigma, umas perguntas à espera de resposta.&lt;br /&gt;Onde podem ser vistos estes homens?&lt;br /&gt;O que fazem e porque têm aquele ar tão pesaroso? &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109282855702466471?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109282855702466471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109282855702466471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-4.html' title='Enigma 4'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109275416779870492</id><published>2004-08-17T15:32:00.000+01:00</published><updated>2004-08-17T16:02:06.690+01:00</updated><title type='text'>4 meses depois.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/arrab.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;"Mas o que sobressai na iniciativa é uma capacidade construtiva indirecta, o suplemento que resulta do "labor" das palavras, ideias e emoções. Fazem-se discursos e faz-se uma cidade." - Jornal "&lt;a target="_blank" href="http://www.publico.pt/"&gt;Público&lt;/a&gt;", 15 de Agosto de 2004, referindo-se ao &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor chegada de férias era impossível. O jornal &lt;a target="_blank" href="http://www.publico.pt/"&gt;Público&lt;/a&gt;, em artigo dedicado aos blogs do Porto, destaca o &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;, elogiando simpaticamente as linhas que por aqui vamos escrevendo. Agradecendo as palavras simpáticas e exageradas do jornalista, prometemos continuar na mesma linha de rumo. Afinal, comemoramos hoje quatro meses de existência e as chegadas contínuas de leitores animam a nossa vontade. Bela prenda de aniversário. (Para ler todo o artigo carregar &lt;a target="_blank" href="http://jornal.publico.pt/2004/08/15/LocalPorto/LP15.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109275416779870492?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109275416779870492'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109275416779870492'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/4-meses-depois.html' title='4 meses depois.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109260959971580900</id><published>2004-08-15T23:38:00.000+01:00</published><updated>2004-08-17T15:59:31.563+01:00</updated><title type='text'>A Faca de Dois Legumes</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/paus.gif" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos tempos o Boavista Futebol Clube parecia estar a libertar-se de uma certa atitude antidesportiva que o tinha caracterizado no passado. Infelizmente hoje regressou a esse estilo violento da pior maneira possível.&lt;br /&gt;Desde a passividade do árbitro até aos urros das bancadas tudo parecia anunciar o fim do futebol jogado e o retorno da infeliz mentalidade do mais vale ferir que ganhar. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109260959971580900?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109260959971580900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109260959971580900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/faca-de-dois-legumes.html' title='A Faca de Dois Legumes'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109239660351338491</id><published>2004-08-13T12:17:00.000+01:00</published><updated>2004-08-13T12:31:47.993+01:00</updated><title type='text'>Tudo é fresco, alegre e florido.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/muro.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;As muralhas ditas Fernandinas, do século XIV, vistas a partir da Serra do Pilar numa noite de Verão&lt;/em&gt;.&lt;/blockquote&gt;De partida para férias, não poderia deixar de escrever uma descrição interessante que encontrei do Porto Quinhentista. Foi escrita por Confalonieri, secretário do Núncio Apostólico em Lisboa, em 1594, quando aqui passou a caminho de Santiago de Compostela:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;A cidade é pequena, muito linda, muitas hortas, fontes e dois mil fogos. Está cercada de muros, abundam os panos de linho a bom preço. O fio é branco e finíssimo. São os mais famosos do Reino. Os ares são saudáveis e os víveres baratos. Existem muitos mosteiros. A catedral do Porto é muito antiga embora não seja grande. Há muito pescado e barato. Tudo é fresco, alegre e florido&lt;/em&gt;."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fresco, alegre e florido é como eu parto para férias. Vai ser difícil actualizar o &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; mas farei os possíveis. O regresso está para breve. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109239660351338491?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109239660351338491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109239660351338491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/tudo-fresco-alegre-e-florido.html' title='Tudo é fresco, alegre e florido.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109232840389894118</id><published>2004-08-12T17:16:00.000+01:00</published><updated>2004-08-12T17:33:23.896+01:00</updated><title type='text'>Enigma 3</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/pala.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;Ora aqui vai o terceiro enigma. E a charada reza assim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sou casarão aprumado,&lt;br /&gt;escondido e grandalhão.&lt;br /&gt;Vivi na rua do óleo,&lt;br /&gt;Agora sou pobre barão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho tiques de nobreza&lt;br /&gt;e no jardim? A confusão...&lt;br /&gt;Protejo sempre quem nos cura&lt;br /&gt;e sou amigo do Damião.&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109232840389894118?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109232840389894118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109232840389894118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-3.html' title='Enigma 3'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109223339354232622</id><published>2004-08-11T14:43:00.000+01:00</published><updated>2004-08-11T15:12:57.206+01:00</updated><title type='text'>Lembrar os nossos. (11)</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/fozvelha.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Foz Velha, no Porto, vista a partir da Barra do Douro, 28 de Julho de 2004.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p&gt;"&lt;em&gt;Nas tardes amarelas da nortada,&lt;br /&gt;uma toalha de areias ia entrando,&lt;br /&gt;pela frincha da porta,&lt;br /&gt;e nela o mecanismo do relógio-de-parede se dissolvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegava-nos o apito de um vapor,&lt;br /&gt;a sair da barra,&lt;br /&gt;e vinha o gato enroscar-se,&lt;br /&gt;debaixo dos nossos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que sabíamos do Mundo,&lt;br /&gt;na casinha baixa,&lt;br /&gt;com as janelas emperradas,&lt;br /&gt;na humidade de Fevereiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bisavô ponteara redes,&lt;br /&gt;o Tio Gervásio morrera afogado,&lt;br /&gt;na sépia do retrato,&lt;br /&gt;sobre&lt;br /&gt;o antigo psiché.&lt;/em&gt;" - &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Mário Cláudio&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.ipn.pt/opsis/litera/mclaudio.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;). &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;P.S. - Este vai para o meu caro amigo &lt;strong&gt;Tiago Duarte Silva&lt;/strong&gt; que, lá longe na americana Rochester, tem visitado com saudades o Porto, através das linhas tortas do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;. Um abraço de um amigo de longa data!&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109223339354232622?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109223339354232622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109223339354232622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/lembrar-os-nossos-11.html' title='Lembrar os nossos. (11)'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109214596123599231</id><published>2004-08-10T14:33:00.000+01:00</published><updated>2004-08-10T14:57:48.696+01:00</updated><title type='text'>Ainda o Enigma 2 e a portagem.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/portagem.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;Na continuação da resolução do Enigma 2, fica aqui uma fotografia do primeiro quartel do século XX, de Domingos Alvão, em que podemos ver a antiga casa da portagem na Ponte Dom Luís (seta&lt;span style="color:#3333ff;"&gt; azul&lt;/span&gt;). &lt;br /&gt;Ao longe, distancia-se o eléctrico com destino à praça da Batalha, passeando-se em frente aos recheados edifícios da Avenida Vímara Peres, que, hoje em dia, estão abandonados, vazios, tristes e definhando. &lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, o desaparecido relógio da Sé vai contando lentamente os segundos e despertando as torres sineiras com precisão suíça, enquanto elas o aconchegam com vigor.&lt;br /&gt;Brevemente, a mesma força inexorável do tempo e a sede da procura da pureza, conduzirão ao seu lamentável extermínio. Onde pára este relógio? &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109214596123599231?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109214596123599231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109214596123599231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/ainda-o-enigma-2-e-portagem.html' title='Ainda o Enigma 2 e a portagem.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109206700579510457</id><published>2004-08-09T16:28:00.000+01:00</published><updated>2004-08-10T02:38:34.046+01:00</updated><title type='text'>Aqui vai finalmente </title><content type='html'>a resposta ao &lt;strong&gt;enigma 2&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;A ficha apresentada na fotografia, com o valor de 1/2 centavo e a data de 1913 foi produzida pela administração da Ponte D. Luís I para pagar as portagens referentes ao cruzamento da ponte nos eléctricos da CCFP (&lt;em&gt;Companhia dos Caminhos de Ferro do Porto&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;Os passageiros pagavam o bilhete normal para o eléctrico e, ao atravessar a ponte, teriam que desembolsar um acréscimo de 5 réis, que era a moeda de menor valor em circulação desde a década de 1880.&lt;br /&gt;Com o 5 de Outubro, o sistema monetário português foi, como se sabe, alterado, tendo-se criado o Escudo, em Maio de 1911. O Decreto que criou o Escudo previa a emissão de pequenas moedas de 1/2 centavo, o equivalente aos antigos 5 réis. Contudo, em Junho de 1913, o chefe do governo, Afonso Costa, decidiu, por decreto, que os valores inferiores a 1 centavo deveriam ser eliminados, tornando a afixação de quaisquer preço em fracções de centavo ilegais. Este mesmo decreto (21 de Junho de 1913) determinou a abolição da portagem pedonal na Ponte D. Luís I, que era precisamente de 5 réis.&lt;br /&gt;Assim, de Junho de 1913 em diante as pequenas moedas da monarquia de 5 réis (os valores superiores ainda circulavam) deixaram de ter curso legal. Para contornar este problema, a administração da ponte tinha duas soluções, a mais óbvia seria aumentar o custo das portagens para os passageiros de eléctrico para 1 centavo ou 10 réis, o que implicaria a duplicação do custo da portagem (medida impopular que traria consequências imprevisíveis); a segunda solução foi criar uma outra forma de pagamento através da emissão das fichas de 1/2 centavo que vimos no enigma 2.&lt;br /&gt;A ficha tinha o diâmetro e o aspecto do anverso relativamente semelhante aos antigos 5 réis de D. Carlos e D. Manuel II e custava precisamente 5 réis. Inicialmente serviria exclusivamente para pagar a portagem dos eléctricos, contudo, há testemunhos que essas fichas entraram em circulação dentro da cidade do Porto e arredores, pelo menos em Vila Nova de Gaia eram aceites pelos comerciantes.&lt;br /&gt;A inflação galopante que a I Guerra Mundial (1914-1918) gerou fez com que os 1/2 centavos da ponte deixassem rapidamente de ser utilizados e os aumentos acabaram mesmo por chegar.&lt;br /&gt;Em 1920 as portagens da ponte foram definitivamente abolidas. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109206700579510457?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109206700579510457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109206700579510457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/aqui-vai-finalmente.html' title='Aqui vai finalmente '/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109201930741183678</id><published>2004-08-09T02:39:00.000+01:00</published><updated>2004-08-15T23:37:10.490+01:00</updated><title type='text'>Fé.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/antas.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;A Igreja de Santo António vista a partir da Alameda das Antas, no Porto, sábado passado.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;«Deus disse: "Haja luzeiros no firmamento dos céus, para separar o dia da noite e servirem de sinais, determinando as estações, os dias e os anos; servirão também de luzeiros no firmamento dos céus, para iluminarem a Terra." E assim aconteceu.&lt;br /&gt;Deus fez dois grandes luzeiros: o maior para presidir ao dia e o menor para presidir à noite; fez também as estrelas. Deus colocou-os no firmamento dos céus para iluminarem a Terra, para presidirem ao dia e à noite e para separarem a luz das Trevas.»&lt;/em&gt; - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Livro do Génesis&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é assim que estamos... algures entre o céu e o inferno, entre a luz e as trevas.&lt;br /&gt;Está a ser o pior arranque de época de sempre no meu clube. Hoje, olhando para trás, parece inadmissível que assim tenha sido. Tanto se falou na dificuldade em substituir Mourinho, na importância de escolher alguém que, apesar tarefa ciclópica de fazer esquecer o antecessor, pudesse fazer uma transição inteligente e acabamos por contratar alguém que, quer pelo discurso bizarro ("se quisessem o Mourinho, ficassem com ele." ou "o F.C.P joga muito lento"), quer pela incompreensão do perfil do clube (declarar à Rádio Renascença antecipadamente a dispensa de Maciel), quer pela conivência ou exigência da insultuosa venda de Pedro Mendes ou quer por medidas patéticas como obrigar campeões europeus a visionamentos de hora e meia de jogos do Chievo, mais parecia alguém escolhido pelos nossos adversários. Toda a vantagem que trazíamos da época passada, e que já parecia ameaçada pelas inevitáveis cedências de Deco e Ricardo Carvalho, foi por água abaixo. &lt;br /&gt;Chega então o momento. &lt;br /&gt;Ainda que seja difícil recuperar o tempo perdido, há indicações que nem tudo foi mau. A preparação física dos atletas foi aparentemente bem feita, à imagem do que costuma acontecer com as equipas italianas, e, indiscutivelmente, temos um bom plantel. Afinal temos ainda homens como Derlei, Carlos Alberto, Maniche, Costinha ou Baía e compramos jogadores como Diego, Quaresma, Seitaridis ou Postiga.&lt;br /&gt;Desde o início que gostava que a aposta tivesse sido no Carlos Carvalhal, sobretudo pela semelhança com o anterior técnico, mas, neste momento, em que tudo indica que o Victor Fernandez já está contratado (parece até que já está definido desde a semana passada...), acredito que o catalão pode fazer um bom trabalho. Tem um currículo interessante em clubes como o Celta de Vigo e o Bétis, é um treinador jovem com garra, atitude e o conhecimento profundo do que é viver num lugar que se sente maltratado pelo macrocefalismo da capital, em grande parte odiado pelo resto do país e abusiva e permanentemente vilipendiado pelas arbitragens e pela manipulada comunicação social portuguesa.&lt;br /&gt;Que Deus ilumine as escolhas do quem nos preside...&lt;br /&gt;Temos que nos unir em torno do clube e não permitir que as vitórias do passado recente sejam uma fonte de derrotas no presente e esmagar deliciosamente os dois clubes circenses de Lisboa, como temos feito sucessivamente nos últimos anos. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;P.S. - Enquanto observava encantado o céu, numa destas noites de Verão, a mais brilhante das estrelas revelou-me porque é que a secretária de Estado &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teresa Caeiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, está na &lt;em&gt;Secretaria de Estado das Artes e dos Espectáculos &lt;/em&gt;e não na &lt;em&gt;Secretaria de Estado da Defesa e dos Antigos Combatentes&lt;/em&gt;, como estava inicialmente previsto, ainda que seja neta de militares. Na verdade, o nosso primeiro-ministro Dr. Santana Lopes, num golpe de génio de última hora, descobriu que &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Teresa Caeiro&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é ainda descendente directa de &lt;em&gt;Alberto Caeiro&lt;/em&gt;, heterónimo de &lt;em&gt;Fernando Pessoa&lt;/em&gt;, e terá inclusivamente afirmado: &lt;em&gt;"A Teté tem muito a ver com o bisavô. Gosta muito de ovelhas e até já guardou um rebanho quando era criança. Além disso, como o heterónimo não é hereditário, ela tem uma personalidade muito própria."&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109201930741183678?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109201930741183678'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109201930741183678'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/f.html' title='Fé.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109180286768623108</id><published>2004-08-06T15:13:00.000+01:00</published><updated>2004-08-06T15:34:27.686+01:00</updated><title type='text'>Nove Amanhãs.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/asimov.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;O Porto Oriental, visto do Dragão, numa noite de Verão.&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;"&lt;em&gt;Aquela revelação desconcertara-me, disso não havia dúvidas. Eu sabia muito bem o que era a &lt;strong&gt;Espaçolina&lt;/strong&gt;, tratava-se de uma droga que a maioria dos viajantes eram obrigados a tomar durante as suas primeiras nove ou dez viagens interplanetárias. (...) A &lt;strong&gt;Espaçolina&lt;/strong&gt; era o único remédio para a vertigem causada pela aceleração espacial, e para as psicoses mais ou menos permanentes que essa vertigem originava. A &lt;strong&gt;Espaçolina&lt;/strong&gt; impedia qualquer destas mórbidas reacções, e os passageiros nem notavam que se encontravam no espaço. A &lt;strong&gt;Espaçolina&lt;/strong&gt; era um remédio ideal, essencial e insubstituível. Sem a &lt;strong&gt;Espaçolina&lt;/strong&gt;, metade dos passageiros que actualmente viajam pelo espaço teriam de ficar em terra, ou na Terra." - &lt;strong&gt;Isaac Asimov&lt;/strong&gt;, Nove Amanhãs. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À noite, entre frinchas ou em espaços livres, o caminho das estrelas é feito pelo Porto. Lentamente, sem darmos por isso, o espaço sideral ocupou a nossa cidade e o futuro distante, nove amanhãs depois, aparece surpreendentemente magnífico a Oriente. Ao longe, a escuridão do Parque da Corujeira interrompe o festim luminoso da modernidade... Haverá ainda tempo para retrocesso? Teremos tomado a Espaçolina? Ainda há por aí uma cápsula de Complexo 20? &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109180286768623108?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109180286768623108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109180286768623108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/nove-amanhs.html' title='Nove Amanhãs.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109163719235253639</id><published>2004-08-04T17:07:00.000+01:00</published><updated>2004-08-04T18:55:34.676+01:00</updated><title type='text'>Mordomo de casa abastada.</title><content type='html'>Enquanto se vai resolvendo o &lt;strong&gt;ENIGMA 2&lt;/strong&gt;, proponho duas leituras que julgo interessantes. Assim sendo, espreitem o activo blog &lt;a target="_blank" href="http://www.porto.taf.net/"&gt;A Baixa do Porto&lt;/a&gt;, onde &lt;a target="_blank" href="http://porto.taf.net/arquivo/2004_08_01_blogporto.htm#109162923679138818"&gt;Cristina Santos&lt;/a&gt; comenta o post &lt;strong&gt;Caso de Polícia&lt;/strong&gt; publicado &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/caso-de-polcia.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; nesta &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt;. Depois, deliciem-se com esta sumptuosa descrição do Porto, pelo antigo director da Biblioteca Pública do Porto, vulto da Literatura e da História de Portugal, que não sendo portuense era um fiel apaixonado da nossa cidade, tendo aqui vivido durante longos anos.&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/herc.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;"&lt;em&gt;O Porto ergue-se em anfiteatro sobre o esteiro do Douro e reclina-se no seu leito de granito. (...) O seu aspecto é severo e altivo, como o de um mordomo de casa abastada. Mas não o julgueis antes de o tratar familiarmente. Não façais caso de certo modo áspero e rude que lhe haveis de notar; trazei-o à prova, e achar-lhe-eis um coração bom, generoso e leal&lt;/em&gt;." - &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Alexandre Herculano&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(mais info &lt;a target="_blank" href="http://www.ipn.pt/literatura/herculan.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;) &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109163719235253639?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109163719235253639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109163719235253639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/mordomo-de-casa-abastada.html' title='Mordomo de casa abastada.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109155360364788434</id><published>2004-08-03T18:19:00.000+01:00</published><updated>2004-08-03T19:46:54.383+01:00</updated><title type='text'>Enigma 2</title><content type='html'> &lt;br /&gt;Ora aqui vai também o meu enigma. Não diz respeito a questões urbanísticas (pelo menos directamente), mas prende-se com uma curiosidade da vida sócio-económica do Porto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/arquivador/avenida/porto05.jpg" /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;Alguém sabe o que é isto e quais as razões da sua existência? Mais simples não podia ser. &lt;strong&gt;MBP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109155360364788434?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109155360364788434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109155360364788434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/enigma-2.html' title='Enigma 2'/><author><name>Mário</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11032116362718556883</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109149989250364460</id><published>2004-08-03T02:40:00.000+01:00</published><updated>2004-08-04T17:20:38.996+01:00</updated><title type='text'>O Ciclope.</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/faro.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;em&gt;&lt;blockquote&gt;O &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/norte-do-norte.html"&gt;Farol de Felgueiras&lt;/a&gt; na Foz do Douro, no Porto, como eu o vi em Agosto de 2003.&lt;/blockquote&gt;&lt;/em&gt;O som ritmado vindo do mar e o intenso cheiro a maresia ocultam a infinitude da paisagem. Ainda há pouco estive por ali e o encanto sem paralelo permanece um ano depois.&lt;br /&gt;Vai longínquo o tempo em que escrevia poemas ao halo da Lua e à estrelada estrada no mar. Por ele imaginava subir ao satélite azul e calcar o trilho da felicidade.&lt;br /&gt;Mas aqui o tempo não passa...&lt;br /&gt;Ancoram barcos de papel na minha memória e aportam sorrisos antigos na minha mesinha de cabeceira. São sinais pelos quais me guio, num discreto piscar de olhos enquanto a luz ciclópica e intermitente me charlataniza.&lt;br /&gt;Enganado, deixo-me seduzir por ela e mergulho em águas de outros oceanos. &lt;br /&gt;Aqui, nunca tenho medo.&lt;br /&gt;Aqui, estou finalmente só e eternamente acompanhado. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109149989250364460?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109149989250364460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109149989250364460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/o-ciclope.html' title='O Ciclope.'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6756076.post-109137676016088027</id><published>2004-08-01T16:23:00.000+01:00</published><updated>2004-08-01T17:12:40.160+01:00</updated><title type='text'>Finalmente... a Resposta ao ENIGMA 1!</title><content type='html'>Peço desculpa pela demora em responder aos caríssimos leitores do &lt;strong&gt;Avenida dos Aliados&lt;/strong&gt; no que se refere ao &lt;a target="_blank" href="http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/07/enigma-1.html"&gt;ENIGMA 1&lt;/a&gt;. Foi a forma de prolongar a dúvida e permitir que um maior número de pessoas opinasse sobre a charada. Queria, desde já, agradecer a todos a participação voluntariosa.&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;img src="http://pwp.netcabo.pt/mirpinto/bata.jpg" /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;Planta Redonda do Porto de 1813, por Balck.&lt;/blockquote&gt;O mapa apresentado, extracto da famosa planta redonda de Balck, serve para elucidar os leitores sobre a localização da capela da Batalha, resposta ao &lt;strong&gt;ENIGMA 1&lt;/strong&gt;, a azul escuro no mapa. A Capela da Batalha localizava-se muito próximo do Teatro São João (a vermelho no mapa), em plena Praça da Batalha ("&lt;em&gt;Vi-te ao pé do drama&lt;/em&gt;"), sendo que até 1793, data em que foi mandada apear por Francisco de Almada e Mendonça, estava situada junto à antiga Porta de Cimo de Vila ("&lt;em&gt;Vi-te junto à Porta&lt;/em&gt;"), assinalada a verde. Esta decisão do antigo corregedor deve-se ao embaraço que a primitiva localização da capela causava à normal circulação dos veículos na antiga estrada de Penafiel que de Cimo de Vila pela actual Rua de Santo Ildefonso (tracejado violeta no mapa) se fazia.&lt;br /&gt;Depois do incêndio do primeiro edifício do teatro São João, foi através do traço doce de Marques da Silva que o actual Teatro cresceu, e com a justificação de a Capela ofuscar em perspectiva a fachada deste edifício, foi decidida a sua demolição em 1924, após intensa discussão camarária. Como o arquitecto Marques da Silva aprendeu as artes do desenho na Escola de Belas Artes de Paris, trazendo para o Porto muita da imagem da Cidade das Luzes (para tal, veja-se o quarteirão composto pelas Ruas Conde de Vizela, da Fábrica, de Cândido dos Reis e das Carmelitas), lembrei na charada esse regresso do arquitecto de terras gaulesas ("&lt;em&gt;De França veio aquele que te fez a cama...&lt;/em&gt;").&lt;br /&gt;Para aqueles que se vêem mais perdidos no mapa e nas explicações, pintei a amarelo a soberba Igreja de Santo Ildefonso, a tracejado rosa a comercialmente encantadora Rua de Santa Catarina e a castanho o doente e moribundo Cinema Batalha, na sua localização actual.&lt;br /&gt;Parabéns ao &lt;a target="_blank" href="http://fontedasvirtudes.blogspot.com/"&gt;POS&lt;/a&gt; que, como craque que é, muitas dificuldades me irá trazer para conjecturar futuros enigmas. &lt;strong&gt;JRP&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6756076-109137676016088027?l=avenidadosaliados.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109137676016088027'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6756076/posts/default/109137676016088027'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://avenidadosaliados.blogspot.com/2004/08/finalmente-resposta-ao-enigma-1.html' title='Finalmente... a Resposta ao ENIGMA 1!'/><author><name>Jorge Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05789105647090232968</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
