NADA#2

O ritmo de publicação tem sido realmente lamentável, mas pior do que isso é a qualidade dos textos.
Mas enfim, para manter um pouco o ritmo, vou aproveitar para informar que hoje é o último espectáculo da peça
NADA#2, levado à cena pelo
Teatro Plástico no palco do Pequeno Auditório do Rivoli.
A peça foi escrita por Edward Bond, traduzida por José Paulo Moura e encenada por Francisco Alves.
As representações estão a cargo de João Paulo Costa, Glória Férias e Nuno Simões.
Para fazer uma pequena abordagem à peça, devo dizer que quem ainda não a viu, não viu nada. É absolutamente imperdível.
Para ter uma ideia do que vos espera, deixo aqui uma deixa ilustrativa do mundo claustrofóbico e policiado que vos espera, um mundo amnésico, sem individualidade e atingido pela pandemia do suicídio em massa:
A autoridade teve razão em abolir o passado. Em se livrar dele. Vídeos, cassetes, discotecas, ponto com, lixo. As pessoas estavam fartas disso. Passou a ser um passatempo comprar um carro novo, sair com ele do stand e estourá-lo contra uma parede. O que hão-de as pessoas fazer quando já têm tudo? Um dia suplicam-vos que lhes tirem tudo. Em vez disso querem paz. É por isso que se agarram às novas colónias – é por isso que é fácil esquecer.
Hoje, no PA do Rivoli às 22:00 horas.
MBP