<$BlogRSDURL$>
Avenida dos Aliados
sábado, maio 22, 2004
  Nem sempre tarde de mais.



Há muito que te queria falar. Passear no Porto, mão-na-mão com a solidão, é nunca estar só.
Percorremos quase sempre os mesmos caminhos. Debaixo das árvores, pelos passeios largos, espreitando as janelas fechadas e colorindo os nossos olhos de azulejos no meio de dois sorrisos precoces. Entre tantos esses plurais, sobra sempre um eu singular.
A tardinha pinta as cores torradas da noite e a brisa tardia lembra a ausência de um aconchego enquanto nos sentamos junto ao Douro a conversar.
Há muito que te queria falar. No Porto, nunca se está só. JRP
 

sexta-feira, maio 21, 2004
  Feira do Livro do Porto.
Como prometido no post de ontem, chegou a altura de revelar o local onde ocorreu a primeira Feira do Livro do Porto.
O evento teve o seu prólogo em 1931 e ocorreu ao fundo da Avenida dos Aliados, na Praça da Liberdade. Nessa altura, a nossa Avenida ainda estava em construção e na Praça da Liberdade, centro cívico e simbólico da cidade, não pontificava a Câmara Municipal do Porto. Isto porque, entre 1916 e o princípio da década de 50 do século XX, a CMP estava sedeada no Paço Episcopal, enquanto a abertura da Avenida dos Aliados e a construção do actual edifício da edilidade decorria.



A fotografia, de 1931, revela que, apesar da sua pequena dimensão, a Feira era já bastante movimentada, incomodando a imponência de um D. Pedro IV ofuscado pela dimensão do toldo. Lá de cima, o Rei Soldado parece espreitar o livro do dia, provavelmente a "História do Cerco do Porto".
Para mim, a Feira recorda-me sempre os passeios na Rotunda da Boavista à procura de álbuns do Tintin ou do Astérix que, invariavelmente, o meu pai me oferecia. Não deixa de ser irónico que, naquela altura, a feira fosse sempre sinónimo das chuvas de Maio e que, aqueles passeios com o meu pai, acabassem incontornavelmente com uma corrida para debaixo de um toldo de plástico que as diferentes bancas das editoras acabavam por colocar. Hoje em dia, por oposição, é o calor que afasta a clientela. O Pavilhão Rosa Mota funciona como uma grande estufa sem árvores onde a chuva não penetra mas onde o calor também não sai. Ainda assim, a Rotunda da Boavista vai perdendo diariamente as árvores que sustentavam o cenário da antiga feira e a aridez do Pavilhão prolonga-se para o espaço público exterior.
Em 1959, Artur de Magalhães Basto, um dos nomes mais proeminentes no estudo da Invicta, apelava a uma visita à Feira, na revista O Tripeiro, com uma frase que havia lido algures: "Os livros compram-se com alegria e vendem-se com repugnância". JRP
 

  Publideia #4
Rock in Rio - Eu não vou. PCS
 

quinta-feira, maio 20, 2004
  Crianças de São Victor
O sufocante cansaço, consequência de um dia longo demais e de uma noite subitamente curta, deixa-me a mão trémula e desmotiva o rápido passeio pelas teclas de um computador.
Perdi, por isso, a vontade de recordar a primeira Feira do Livro do Porto, agora que se celebra a inauguração da 74.ª Edição. Fica para amanhã.
(Já agora, em que recanto Portuense decorreu a primeira edição? O vencedor recebe uma entrada grátis para a Feira do Livro do Porto).
Assim sendo, passo a escrita. Deixo que o Eugénio de Andrade tome o meu lugar e fecho os olhos devagar. Sonho com a minha infância dominical numa ilha do Porto e com um acenar de adeus que finalmente nunca acabará. Definitivamente, preciso de descansar.

Crianças de São Victor

As crianças são
o verde dos frutos,
as abelhas todas
do rumor dos pulsos.
Os anjos procuram
impedir que cresçam,
quebram-lhes a raiz
tímida do desejo.
Trago-as comigo,
deito-as no poema,
o que em mim é riso
põe-se à janela.” – Eugénio de Andrade

(mais info aqui) JRP
 

quarta-feira, maio 19, 2004
  Post it!
Amanhã, no ISCET, Instituto Superior de Ciências Empresariais e do Turismo, vai ter lugar um colóquio subordinado ao tema: "Portogaia: a cidade, o rio e o turismo". Entre os oradores estão personalidades da Invicta como o Dr. Ruy Moreira, presidente da Associação Comercial do Porto, o Prof. Dr. Rio Fernandes, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, o Arquitecto Rui Loza, antigo presidente do Cruarb, o Prof. Dr. Paulo Morais, vice-presidente da Câmara Municipal do Porto ou o Dr. Condé Pinto, presidente da ADETURN, entre outras figuras prestigiadas. O colóquio contará seguramente com um conjunto de intervenções importantes na compreensão das dinâmicas da cidade, em particular do seu centro histórico, e no perspectivar de um caminho seguro para o Porto e para o Norte do país. O evento, que anualmente a instituição vai promovendo, terá o seu início às 09h30.
Agora, chega de conversa. Toca a preparar o sofá que a final da Taça UEFA entre o Valência e o Marselha vai começar.
O mês de Maio é mesmo uma delícia... para além das flores, das andorinhas e de outras celebrações, ainda por cima temos as finais europeias com as melhores equipas do mundo. Bendito (ou bem-dito?) futebol! JRP
 

  Corta e cose.
Foi num torcido caixote castanho que encontrei este postal.
Nunca tinha entrado na Livraria Vieira da Rua das Oliveiras, junto ao Teatro Carlos Alberto. Havia apenas espreitado pela pequena montra que esconde relíquias de outros tempos. O proprietário atendeu-me com aquela simplicidade, simpatia e disponibilidade que já Ramalho Ortigão apontava aos Portuenses do seu tempo. Junto ao postal, cuja reprodução é infelizmente de inferior qualidade, descansavam outros de Gaia e da Invicta, revelando um passado irremediavelmente perdido.
Ontem, o passeio de final de tarde foi mesmo proveitoso. Para além dos postais que comprei na Livraria Vieira, acabei por cometer, como sempre, mais um pecado guloso na Padaria Ribeiro, paragem obrigatória nos passeios pela área do antigo e extenso Olival, que da Porta com o mesmo nome se espraiava para Norte. A praticamente centenária Padaria Ribeiro é actualmente uma peça solitária de um puzzle que, em tempos, se chamou Feira do Pão, a qual se realizava na Triangular Praça de Guilherme Gomes Fernandes em finais do século passado. Dali, ainda com o pastel na mão, dei um salto rápido e gorduroso à Livraria Leitura para uma obrigatória actualização das novidades e uma procura mal sucedida por antiguidades em falta.
O passeio tranquilo fez-se por ali, na Praça Carlos Alberto, onde as pombas esvoaçavam em torno do Soldado Desaparecido, e na Rua de Cedofeita onde as esplanadas mostravam o sorriso largo de veraneio, sinónimo do calor que se sentia.



A violenta pressão do tempo e a incompetente reprodução ofuscam a leitura límpida da imagem. Ainda assim, esta perspectiva revela de uma forma mais tridimensional o jogo de volumes, sobretudo quando em comparação com a fotografia anteriormente apresentada, até porque, desta vez, deve ter sido tirada do topo dos Congregados. Compreende-se assim a costura urbana mal cerzida entre a Rua Mouzinho da Silveira, à direita, e o cunhal recto das ruas do Loureiro e do Corpo da Guarda, prestes a ser demolido pela cicatrizante “Avenida da Ponte”. De qualquer forma, e sem querer repetir o que já aqui disse, esta aparente disformidade, criada pela abertura da Mouzinho da Silveira a partir de 1872, seria sempre melhor que a que lhe sucedeu. A imagem revela ainda a densidade e a compacidade do miolo esventrado bem como o gigantismo da destruição patrimonial da infeliz operação urbanística de meados do século XX.
Ao fundo, se prestarmos atenção, ouviremos o badalar reprovador dos sinos da Sé, ainda separados pelo setecentista relógio barroco.
O acaso conduziu-me à Livraria Vieira e ao encontro com esta fotografia... que não seja ele também que nos dirija as acções em torno do que é nosso.
Para quem só agora à Avenida dos Aliados chegou ficam aqui, aqui e aqui os links para que acompanhem a discussão sobre o Corpo da Guarda e as suas propostas ao longo dos anos. JRP
 

terça-feira, maio 18, 2004
  Sobre a Restauração,
no outro miradouro, a vista a montante pode ser assim.



Um enlace bravo entre o rio e os ramos de um pinheiro. MBP
 

  O Sentimento dum Ocidental
Pegando neste delicioso post do aliado JRP, decidi percorrer um pouco o lado ocidental da cidade, essa sombra ainda muito inglesa, onde as casas ainda se pintam até de preto, como na Lapa, cantão ocidental, onde continuo a impressionar-me com o paredão do cemitério. Erguendo-se imponente acima da Antero de Quental, protegendo os cadáveres célebres - Camilo, Soares de Passos.
Foi aí, no âmago dessa onomástica trágica, que nasci. É aí que continuo a regressar, refazendo os meus percursos: descer a Rua da Regeneração, espreitar a Utopia, cruzar a Praça da República e descer pela Mártires da Liberdade, perscrutando os alfarrabistas até à Académica. Depois uma espreitadela na Travessa de Cedofeita, onde as ratazanas ainda atravessam a rua, com uma displicência felina que continua a arrepiar-me.
Os percursos depois bifurcam-se e eu opto. Posso voltar para trás, espreitar a Britânica, a Leitura... Dependendo da companhia, escolho os cafés, o Ceuta ou o Aviz. Se estiver sozinho, como quase sempre, sigo até Guilherme Gomes Fernandes, corto à direita e vou parar ao Progresso, esse Progresso que parece agora um incaracterístico salão de chá, sem os velhotes do costume, sem os dominós que via jogar. Resta agora uma esterilizadíssima montra de bolos, irremediavelmente próximos do ofensivo pré-pagamento. É assim o Progresso e eu avanço mais uns metros para preferir enfiar-me no Piolho, já sob a sombra dos Clérigos, onde nunca se está só e com dois lanços de palavras desmontamos o mundo e refazemos uns tantos outros ainda antes do entardecer.
Mais adiante, deixo-me levar por outros percursos e outras horas ocidentais, como a descida de D. Manuel II e decidir entre o furto de uma laranja nos jardins da Casa Tait, descascada brandamente em frente à barra, e o jejum nos jardins do Palácio de Cristal, inspirando também uma paisagem semelhante, mas que tem que ser contemplada em pé e sem laranjas colhidas clandestinamente.



E é aí, nesse lugar único em que começa e acaba tudo o que possa haver em mim de misticismo. Onde o bulício, o Douro e a maresia são respirados na confluência das águas deste meu sentimento paradoxal, o não saber se é uma partida ou se um regresso aquilo que lá vou aguardar. MBP
 

segunda-feira, maio 17, 2004
  Um mês depois.
Enquanto uns e outros festejam um ano de vida, o Avenida dos Aliados festeja, hoje, um mês de escrita. Não será a celebração de uma vida, nem a chegada a uma meta, mas o momento de agradecer a quem nos tem apoiado. Por isso, um abraço ao A-bordo, onde simpaticamente descreve desta forma a Avenida dos Aliados: "Por ela passa o Porto, nostálgico e vivo. Se as fotos da noite comovem, as reflexões e as informações despertam", ao Senhor Vertigem, aos recentemente desaparecidos Cordoeiros, ao Educação Accionária, e a todos os que já foram mencionados ou que nos têm referido tantas vezes. Um abraço também para leitores individuais, particularmente para o José Carlos Marques e para a Micaela Vale para quem vai a fotografia seguinte, tirada na mesma altura que esta tão apreciada por essa blogosfera fora.



Esta etapa fica também marcada pela incorporação de comentários aos posts. A pedido de muitos leitores como o Ricardo Salazar do Via Rápida, a Lua, a Alexandra do Looladyloo ou a Pat do Para-Pit-Da-Pat, a partir de agora, podem ser feitos comentários a cada um dos posts, incluindo os anteriormente publicados.
Para terminar este post em beleza, uma palavra especial para a revista "O Tripeiro", que tanto nos honrou com um e-mail simpático e generoso. Obrigado a todos aqueles que têm trabalhado ao longo de quase um século para que "O Tripeiro" ainda possa existir. JRP
 

  Viagens na terra de Garrett.
Após pequeno almoço no Velasquez, como impõe a tradição, partimos em direcção ao Sul. Pelo caminho fizemo-nos acompanhar dos Pogues, dos Catatonia, dos Belle & Sebastian, entre outras companhias musicais habituais. Enquanto o conta quilómetros acumulava rotações, as janelas do meu carro iam revelando uma paisagem com diferentes tonalidades, formas e feitios. O caminho fez-se até Santarém, onde paramos para almoçar um generoso bife, não sem antes pararmos no miradouro que nos revelou a lezíria ribateja (é verdade... sabiam que lezíria deriva da palavra árabe al-jazeera?). Depois do café, seguimos Tejo abaixo, onde uma série de carros parados na berma da estrada, prenunciavam desfechos infelizes.
Com a chegada a Oeiras, pintavam-se as primeiras pinceladas descoordenadas de um quadro cinzento. Caminho longo do carro ao estádio até à primeira barreira com o primeiro insuportável aperto e as primeiras doces bastonadas.
Logo a seguir, a segunda barreira e mais lágrimas. Alguém não ia ver o jogo porque a máquina não identificava o bilhete. A temperatura ambiente parecia cada vez mais insuportável.
E porque não há duas sem três, nova barreira, mais bastonadas e terceira apalpadela.
Mas valeu a pena! Afinal, foram 40 euros bem pagos para ser tratado como um judeu em Auschwitz: a arquitectura "Estado Novo", centralismo, bastonadas e até o hino nacional cantado com bravura e dignidade em direcção ao camorote presidencial. Uma verdadeira viagem no tempo.
Do jogo há pouco a dizer, foi um pouco de tudo: enorme infelicidade, ardiloso Lucílio e culpa própria. Fica a consolação de saber que com menos um jogamos infinitamente melhor.
O caminho para casa fez-se de curvas e contra curvas, na fuga aos apedrejamentos de acachecolados adeptos vermelhos pelas pontes da A1. Paramos ainda na Mealhada para uma tradicional sande de Leitão que, servida fria, me lembrou a Dobrada à moda do Porto do Álvaro de Campos.
Os restantes quilómetros do percurso foram feitos numa velocidade ilegal, na pressa de chegar rapidamente ao ponto de partida. Sobrou o consolo feliz da canção de Morrissey, que o meu leitor de CDs debitou à passagem por Santa Maria da Feira: "Losing in front of your home town / The crowd call your name / They love you all the same".
O meu texto não é feliz, nem na forma nem no conteúdo. Que me perdoem os que escrevem para o Avenida dos Aliados criticando o peso futebolístico do blog, que se unam em compaixão aqueles que tiveram um Domingo, 16 de Maio, em tudo parecido com o meu e que me perdoem todos pelo tom desiludido, amargo e potencialmente parcial. JRP
 

Do Porto, pelo Porto, para o Mundo.
A Praça Nova está de volta!
Que trema o país...
Blog gerido por Jorge Ricardo Pinto (JRP) e Mário Bruno Pastor (MBP). Qualquer dúvida, insulto, comentário ou tentativa de extorsão, contactar: aliados.blog@portugalmail.pt

Arquivo
2004/04/11 - 2004/04/17 / 2004/04/18 - 2004/04/24 / 2004/04/25 - 2004/05/01 / 2004/05/02 - 2004/05/08 / 2004/05/09 - 2004/05/15 / 2004/05/16 - 2004/05/22 / 2004/05/23 - 2004/05/29 / 2004/05/30 - 2004/06/05 / 2004/06/06 - 2004/06/12 / 2004/06/13 - 2004/06/19 / 2004/06/20 - 2004/06/26 / 2004/06/27 - 2004/07/03 / 2004/07/04 - 2004/07/10 / 2004/07/11 - 2004/07/17 / 2004/07/18 - 2004/07/24 / 2004/07/25 - 2004/07/31 / 2004/08/01 - 2004/08/07 / 2004/08/08 - 2004/08/14 / 2004/08/15 - 2004/08/21 / 2004/08/22 - 2004/08/28 / 2004/08/29 - 2004/09/04 / 2004/09/05 - 2004/09/11 / 2004/09/12 - 2004/09/18 / 2004/09/19 - 2004/09/25 / 2004/09/26 - 2004/10/02 / 2004/10/03 - 2004/10/09 / 2004/10/10 - 2004/10/16 / 2004/10/17 - 2004/10/23 / 2004/10/24 - 2004/10/30 /

ADETURN
AEP
Agenda do Porto
ANE
ANJE
APOR
Área Metropolitana do Porto
Arquivo Distrital do Porto
Associação Comercial do Porto
Associação das Universidades da Região Norte
Associação do Porto de Leixões
Associação de Amigos dos Animais do Porto
Ateneu Comercial do Porto
Boavista Futebol Clube
Câmara Municipal do Porto
CCRN
Coliseu do Porto
Conservatório de Música do Porto
DREN
Eixo Atlântico
Exponor
Fantasporto
Federação Académica do Porto
Feira do Livro do Porto
FDZHP
Fundação Serralves
Futebol Clube do Porto
Governo Civil do Porto
Instituto Politécnico do Porto
Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto
Instituto Orff do Porto
Jornal de Notícias
Jornal Digital do Norte
Jornal Voz Portucalense
Metro do Porto
ntv
O Comércio do Porto
O Jogo
O Norte Desportivo
O Primeiro de Janeiro
Palácio da Bolsa
Porto Convention Bureau
Porto de Partida
Porto Digital
Porto Tours
Porto Turismo
Porto XXI
Porto 2001 - Casa da Música
Rádio Nova
SMAS
Sport Club do Porto
Sport Comércio e Salgueiros
STCP
Teatro de Marionetas do Porto
Teatro Nacional São João
Tribunal da Relação do Porto
Universidade do Porto

Blogs
A Baixa do Porto
A bordo
Abrupto
A Chama do Dragão
Acuso! "1"
Adufe.pt
Alberto Velasquez
A Montanha Mágica
A Nicotina do Sonho
A Outra Margem
Avatares de um Desejo
Aviz
Azia do dia
Barnabé
Bateria da Vitória
BioTerra
Blasfémias
Blog de Esquerda (II)
Blogoexisto
Blogopédia
Bloguida
Cabo Raso
Carago... sim, Carago!
Causa Liberal
Cine-Teatro Avenida
Comboio Azul
cravo e canela
Critica do Norte
Cruzes Canhoto
Curva
Daedalus
desNorte
Dias com Árvores
Do Portugal Profundo
Educação Accionária
encapuzado extrovertido
Esperança Portista